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O Ministério Público do Trabalho (MPT) realizou um resgate de dois trabalhadores que estavam vivendo em condições análogas à escravidão no município de Maiquinique, Sudoeste da Bahia. Esses trabalhadores estavam atuando na zona rural do município por cinco anos, em uma situação de jornada exaustiva, sem descanso semanal e sem férias. O resgate ocorreu no último dia 8 e revelou condições deploráveis nos alojamentos onde os trabalhadores viviam. Os alojamentos não ofereciam condições mínimas de conforto e segurança, com falta de vasos sanitários, chuveiros, água encanada, iluminação precária e sistemas elétricos deficientes. Alimentos eram armazenados ao ar livre em estado de putrefação, e a água para consumo era retirada de rios próximos, sem avaliação de sua potabilidade. Além disso, 13 crianças e suas respectivas mães também viviam no local, enfrentando condições precárias. O empregador, que tinha conhecimento das condições de trabalho e alojamento, foi identificado e notificado. Os trabalhadores foram retirados do alojamento ilegal e encaminhados para a residência de familiares. As rescisões contratuais foram quitadas, totalizando R$ 33.852,05, e os trabalhadores foram credenciados para receber benefícios sociais. O Ministério Público do Trabalho continuará a apuração dos fatos, e a Defensoria Pública da União cuidará dos direitos individuais dos resgatados, incluindo possíveis indenizações. A ação também contou com o suporte da Polícia Federal, e as vítimas receberão acompanhamento da Secretaria de Direitos Humanos. Esse resgate destaca a importância de combater situações de trabalho escravo e garantir condições dignas para todos os trabalhadores.

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