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Agricultores familiares do Sudoeste baiano estão apostando na produção de morangos como uma opção de rápido retorno financeiro e baixo investimento. Uma pesquisa da Universidade do Estado da Bahia (Uesb), conduzida pelas pesquisadoras Raquel Maluf e Priscila Miranda, promete elevar ainda mais a produtividade e a qualidade desse fruto. O estudo, intitulado “Serviços ecossistêmicos de abelhas em cultivo de morango no Planalto da Conquista,” aponta os benefícios da utilização de abelhas sem ferrão na polinização dos morangueiros. “Quando a polinização não ocorre de forma adequada, o fruto perde valor de mercado. Com as abelhas, os morangos ficam mais bem formados, o que aumenta seu valor comercial,” explica a professora Raquel Maluf, uma das coordenadoras do projeto. Realizado em parceria com a Casa do Mel e com a produtora familiar Sorlange Gomes, do município de Barra do Choça, o estudo usou abelhas das espécies Iraí e Jataí. “A abelha Iraí é especialmente promissora para a polinização, já que visita muitas plantas e acumula grande quantidade de pólen,” ressalta Generosa Sousa, especialista em Meliponicultura. O impacto dessas abelhas não é apenas ecológico, mas também econômico. “Por causa das abelhas, precisei diminuir o uso de fertilizantes e pude eliminar os agrotóxicos, o que resultou em economia e melhor qualidade do fruto,” conta Sorlange Gomes, que disponibilizou seu plantio para a pesquisa. O estudo foi possível graças ao apoio da Uesb, do Programa de Pós-Graduação em Agronomia e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

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