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O ex-prefeito de Palmeiras, na Chapada Diamantina, Carlos Alberto da Silva Lopes, foi condenado por desvios sistemáticos de verbas públicas ocorridos entre 2002 e 2003. A decisão, fruto de uma ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), determina que o ex-gestor ressarça mais de R$ 1,5 milhão aos cofres do município.
Segundo o MPBA, o esquema utilizava notas fiscais clonadas e adulteradas para simular a compra de medicamentos, materiais hospitalares e elétricos. Empresas citadas nos processos de pagamento afirmaram nunca ter fornecido os produtos à prefeitura. Em um dos episódios, uma nota apresentada ao Tribunal de Contas dos Municípios no valor de R$ 14.990,00 era, na verdade, uma venda original de apenas R$ 13,80 destinada a outro consumidor.
Além das fraudes documentais, a investigação identificou a falsificação de identidade visual de empresas e a simulação de processos licitatórios para encobrir as irregularidades. A Justiça determinou, além do ressarcimento integral do dano ao erário, a suspensão dos direitos políticos do ex-prefeito por oito anos e a proibição de contratar com o Poder Público pelo período de cinco anos.