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A Prefeitura de Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia, divulgou nota de esclarecimento em resposta à recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) que pede a suspensão do contrato de R$ 800 mil firmado para a apresentação do cantor Natanzinho Lima na 40ª Vaquejada do município, marcada para o dia 28 de maio.
Na nota, a administração municipal afirma que todos os processos de contratação artística seguem os parâmetros estabelecidos pelo próprio MP-BA, pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), referência para contratações em festejos juninos de 2026. O município diz ainda ter encaminhado ao Ministério Público uma resposta com documentos e esclarecimentos dentro do prazo de 10 dias úteis exigido pelo órgão.
Como o Blog Sudoeste noticiou, o MP-BA apontou que o valor do contrato supera em 28% a média de cachês pagos pelo artista por municípios baianos em 2025, de R$ 604 mil, atualizada para R$ 624 mil em 2026 pelo IPCA. O órgão exige comprovação de que o pagamento não comprometerá áreas prioritárias como saúde e educação, e que não há atrasos no pagamento de servidores.
A prefeitura argumenta que o investimento em cultura e entretenimento gera renda ao comércio, setor hoteleiro e trabalhadores informais do município. O órgão assinou os dois contratos artísticos em março e abril deste ano: além de Natanzinho Lima (R$ 800 mil), o município contratou a dupla Maiara e Maraísa pelo valor de R$ 784 mil para a noite de 31 de maio, também na Vaquejada. O MP-BA pode acionar a Justiça por improbidade administrativa caso a resposta da prefeitura seja considerada insuficiente.