O ex-prefeito de Belo Campo e ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Quinho Tigre (PSD), confirmou que mantém diálogos com lideranças da oposição e que seu nome foi discutido como possível candidato a vice-governador em uma chapa encabeçada por ACM Neto (União Brasil) na disputa pelo governo da Bahia em outubro. Em entrevista ao portal bahia.ba, Quinho afirmou que já participou de mais de um encontro com ACM Neto e com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), para tratar do tema. “Houve sim conversa com Bruno Reis com o ACM Neto. Foi uma conversa longa e já houve mais de três conversas. São tratativas da política, não tem nada confirmado, mas já foram tratados e foi colocado em pauta essa questão da vice”, afirmou. Segundo o ex-prefeito, as negociações seguem em curso e uma definição sobre seu posicionamento político deve ocorrer até março. “Há o diálogo sobre essas questões e que o tempo aí até março agora é a posição final, Conquista é muito importante, pois a minha esposa é a vereadora mais votada da cidade e caso eu vá não vou sozinho”, finalizou. No ano passado, Quinho já havia declarado a intenção de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), representando as regiões Sul, Centro-Sul e Sudoeste do estado.
Eleitoras e eleitores da Bahia têm menos de três meses para regularizar pendências com a Justiça Eleitoral. O prazo vai até o dia 6 de maio, quando ocorre o fechamento do cadastro eleitoral em todo o país. Após essa data, os serviços relacionados ao cadastro ficam suspensos para a organização das eleições, conforme prevê a legislação eleitoral. Até o encerramento do prazo, é possível emitir a primeira via do título, transferir o domicílio eleitoral, atualizar o local de votação, realizar a coleta biométrica e regularizar títulos cancelados. O atendimento pode ser feito nos postos da Justiça Eleitoral distribuídos por todo o estado ou de forma on-line, por meio do Autoatendimento Eleitoral disponível no site do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). No portal do TRE-BA, também é possível consultar os endereços dos pontos de atendimento na capital e no interior, além dos horários de funcionamento. A Justiça Eleitoral orienta que a procura pelos serviços seja antecipada para evitar filas e garantir a regularização dentro do prazo. O fechamento do cadastro ocorre em todos os anos eleitorais e é estabelecido para 150 dias antes da votação, conforme a Lei das Eleições. Para o atendimento presencial, é necessário apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência atualizado, emitido há no máximo três meses. Homens que completam 19 anos em 2026 devem levar ainda o certificado de quitação militar. Quem permanecer com a situação irregular não poderá votar nas eleições deste ano e pode enfrentar outros impedimentos, como dificuldades para obter passaporte, tomar posse em cargo público ou renovar matrícula em instituições de ensino.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), deixou claro que sua candidatura ao Senado em 2026 não é apenas um projeto pessoal e partidário, mas uma decisão pactuada com o presidente Lula (PT). A confirmação veio acompanhada de um sinal concreto de que o movimento já está em marcha: Rui tem substituta definida no comando da Casa Civil, o que indica que sua saída do governo para disputar as eleições está totalmente alinhada com o Palácio do Planalto. Em entrevista à Rádio 95 FM, em Jequié, nesta quinta-feira (29), o ministro confirmou que a atual secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, foi indicada por Lula para assumir o ministério a partir de abril. Segundo Rui, a decisão já foi comunicada oficialmente pelo presidente, que optou por manter alguém da própria equipe para evitar descontinuidade administrativa. A definição é interpretada como o fechamento definitivo da chapa governista ao Senado. Com Rui Costa e o senador petista Jaques Wagner já posicionados como candidatos à reeleição, o PT passa a trabalhar com uma composição considerada “fechada”, sem margem para acomodar um terceiro nome da base. Nesse desenho, a candidatura do senador Angelo Coronel (PSD) à reeleição só seria viável em um cenário improvável: a desistência de Wagner. O petista, no entanto, já afirmou publicamente que disputará a reeleição, o que praticamente inviabiliza a permanência de Coronel na chapa majoritária governista. Mesmo respaldado pelo PSD, inclusive para concorrer de forma avulsa, Coronel passa a enfrentar um ambiente político cada vez mais adverso. A movimentação de Rui, avalizada por Lula, reforça a estratégia do PT de concentrar o projeto de 2026 em nomes do próprio partido, elevando a tensão com aliados históricos e antecipando um rearranjo mais amplo no tabuleiro eleitoral da Bahia.
O Brasil terá, pela primeira vez, datas diferentes para a posse do presidente da República e dos governadores. A partir do próximo mandato, o presidente do Brasil assumirá o cargo em 5 de janeiro, enquanto os governadores tomarão posse no dia 6. A alteração rompe uma tradição mantida por décadas e busca tornar o processo mais organizado e acessível. Desde 1988, a Constituição fixava o 1º de janeiro como data oficial das posses. Essa regra vigorou por mais de 30 anos, até ser modificada por uma emenda constitucional aprovada em 2021, válida para os próximos ciclos eleitorais. O principal motivo foi evitar conflitos com as festas de Ano Novo e ampliar a presença de autoridades nos eventos oficiais. Antes da mudança, presidentes e governadores eram empossados no mesmo dia. Isso dificultava a participação dos governadores nas solenidades realizadas em Brasília, já que precisavam estar simultaneamente em seus estados. Com o novo calendário, as cerimônias foram separadas para facilitar a logística e garantir maior representatividade institucional. A posse em 1º de janeiro passou a ser adotada apenas em 1995, com Fernando Henrique Cardoso. Antes disso, presidentes assumiam em março, como ocorreu com Fernando Collor de Mello (1990), Juscelino Kubitschek (1956), Jânio Quadros (1961) e João Goulart (1961, após renúncia de Jânio). Ao longo da história republicana, o país teve 39 presidentes, somando 43 mandatos, considerando reeleições e governos em períodos distintos.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia alerta que eleitoras e eleitores baianos precisam estar com a situação regular até o dia 6 de maio para poder votar nas Eleições Gerais de 2026. Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado para a organização do pleito, marcado para 4 de outubro. Até o prazo final, é possível emitir o primeiro título de eleitor, transferir o domicílio eleitoral, atualizar dados cadastrais ou regularizar pendências junto à Justiça Eleitoral. Segundo a secretária-geral da Presidência do TRE-BA, Maria do Socorro Carvalho, deixar para a última hora pode resultar na perda do direito ao voto. O atendimento pode ser feito nos cartórios eleitorais, em unidades do SAC, na Central de Atendimento ao Público em Salvador ou de forma on-line, por meio do Autoatendimento Eleitoral disponível no site do TRE-BA. Para o atendimento presencial, é necessário apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência atualizado. Quem permanecer em situação irregular, além de não votar, pode enfrentar restrições como impedimento para tirar passaporte, tomar posse em cargo público ou renovar matrícula em instituições de ensino. Atualmente, a Bahia conta com mais de 11 milhões de eleitores aptos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.
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