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Bolivazinho Motos

Flávio Bolsonaro é intimado a entregar passaporte e fica proibido de deixar o Brasil por ordem do STF

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Flávio Bolsonaro é intimado a entregar passaporte e fica proibido de deixar o Brasil por ordem do STF
Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa presidencial deste domingo (25), foi intimado pela Polícia Federal nesta segunda-feira (26) a entregar seus passaportes, comum e diplomático, e está proibido de deixar o país. A decisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).


Além da retenção dos documentos de viagem, que deve ocorrer em um prazo de 24 horas, a ordem judicial veta qualquer comunicação entre o senador e o advogado Willer Tomaz, que é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e mantém proximidade com o parlamentar. A intimação ocorreu em Brasília, no momento em que Flávio deixava a residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.


Em vídeo divulgado nas redes sociais, o senador questionou a medida e afirmou que a apreensão teria sido motivada por uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que sugeriu, na última sexta-feira (23), que Flávio deveria deixar o Brasil caso fosse derrotado no pleito. O senador declarou que nunca planejou sair do país e que cumprirá a determinação judicial.


O parlamentar também anunciou nesta segunda que irá acionar a Justiça para pedir a cassação da chapa vitoriosa de Lula, alegando abuso de poder político e econômico durante a campanha. O senador é alvo de inquéritos no STF que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras envolvendo valores milionários, além de conexões com fraudes no INSS.

TRE revoga prisão de secretário de Mobilidade de Salvador após votação

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TRE revoga prisão de secretário de Mobilidade de Salvador após votação
Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) revogou, nesta segunda-feira (26), a ordem de prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza. A medida havia sido decretada no domingo (25), durante o segundo turno das eleições, em meio a denúncias de retenção de ônibus na capital baiana.


Para derrubar a ordem de prisão, a Justiça considerou o fim da votação, a perda da finalidade imediata da detenção e a ausência de pedido de medida cautelar pelo Ministério Público Eleitoral. O TRE-BA ressaltou que a decisão não implica em absolvição do secretário e não descarta a ocorrência de crimes.


Apesar da liberação, a investigação segue em curso. O tribunal determinou que a Procuradoria Regional Eleitoral e a Polícia Federal apurem uma possível redução superior a 50% na frota de coletivos em circulação no dia do pleito. A Prefeitura de Salvador, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e as empresas concessionárias têm 48 horas para preservar e entregar documentos sobre a operação.


A apuração busca identificar os responsáveis pela redução do serviço e verificar se houve tentativa de dificultar o acesso dos eleitores às urnas. A conduta é investigada sob suspeita de crimes eleitorais, como embaraço ao exercício do voto e desobediência a ordens judiciais.

STJ condena ex-presidente do TJ-BA e outros quatro réus na Operação Faroeste

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STJ condena ex-presidente do TJ-BA e outros quatro réus na Operação Faroeste
Foto: Reprodução

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, por unanimidade, nesta quarta-feira (21), cinco dos oito réus acusados de integrar um esquema de venda de decisões judiciais na Bahia, investigado pela Operação Faroeste. Entre os sentenciados estão a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), condenada a 14 anos e 11 meses de prisão, e o juiz aposentado Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, com pena de 15 anos e oito meses. Ambos foram condenados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em regime inicial fechado.


Também foram condenados o empresário Adailton Maturino dos Santos, a 21 anos e sete meses de prisão; a esposa dele, Geciane Souza Maturino dos Santos, a 16 anos e quatro meses; e o advogado Ricardo Augusto Três, a 10 anos e nove meses. O grupo foi sentenciado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Além das penas privativas de liberdade, Maria do Socorro perdeu o cargo público, enquanto a sanção aplicada a Sérgio Humberto foi convertida em cassação da aposentadoria compulsória. Outros três réus, entre eles a cantora Amanda Santiago, filha da desembargadora, foram absolvidos por falta de provas.


Deflagrada em 2019, a Operação Faroeste apura um esquema para legalizar mais de 360 mil hectares de terras griladas no Oeste baiano, com suspeitas de favorecimento a empresários do agronegócio e movimentação de cerca de R$ 1 bilhão. O julgamento foi relatado pelo ministro OG Fernandes, que teve o voto acompanhado pelos demais integrantes da Corte Especial do STJ.


As defesas dos condenados informaram que pretendem recorrer da decisão, alegando ausência de provas idôneas para sustentar as sentenças. Por outro lado, a defesa de Amanda Santiago celebrou a absolvição, reforçando a tese de que a artista não participou de atividades ilícitas. As condenações ainda estão sujeitas a novos recursos nos tribunais superiores.

MPBA cria força-tarefa para investigar xenofobia após eleições na Bahia

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MPBA cria força-tarefa para investigar xenofobia após eleições na Bahia
Foto: Reprodução

O Ministério Público da Bahia (MPBA) iniciou, na terça-feira (6), os trabalhos de coleta e análise de provas relacionadas a manifestações de xenofobia registradas após o primeiro turno das eleições. A força-tarefa, que teve suas diretrizes apresentadas na quarta-feira (7), em Salvador, reúne setores especializados para identificar autores e preservar evidências digitais de discursos de ódio.


O grupo de trabalho envolve o Núcleo de Combate aos Ilícitos Cibernéticos (Nucciber), a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos e as coordenadorias de Segurança Institucional e de Apoio Operacional. A estratégia foca na rapidez da preservação de dados antes que conteúdos sejam removidos das redes sociais, utilizando técnicas de investigação para garantir a integridade das provas que serão enviadas às promotorias competentes.


O promotor de Justiça Adalto Araújo, coordenador do Caocrim, explicou que a prioridade é o suporte técnico para identificar a origem das publicações. Já o coordenador do Caodh, Rogério Queiroz, reforçou que o Ministério Público repudia as ocorrências e pontuou que a liberdade de expressão não pode ser confundida com a prática de crimes. Segundo Queiroz, o debate democrático deve ser pautado pelo respeito, sendo que as manifestações ofensivas serão analisadas individualmente.


A força-tarefa segue com o monitoramento de novos conteúdos e o levantamento de perfis envolvidos. O órgão reafirmou que o compromisso institucional é com a defesa dos direitos humanos e a preservação da convivência democrática no estado.

Associações de Bets recorrem ao STF para suspender proibição de apostas online

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Associações de Bets recorrem ao STF para suspender proibição de apostas online
Foto: Reprodução

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) protocolaram nesta segunda-feira (28) um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender os efeitos da medida provisória que proibiu a exploração e a publicidade de bets e cassinos online no Brasil. As entidades buscam a manutenção das atividades das empresas autorizadas até que o Congresso delibere sobre o tema ou que ocorra o julgamento definitivo das ações que tramitam na Corte.


No documento enviado ao ministro Luiz Fux, relator do caso, as associações argumentam que a interrupção abrupta do setor fere a segurança jurídica. O setor destaca que as operadoras investiram dezenas de milhões de reais em taxas de outorga, com custos que chegam a R$ 30 milhões por licença, além de terem estruturado governança e conformidade exigidas pelo marco regulatório de 2023.


As entidades questionam ainda a ausência de estudos técnicos sobre os impactos da medida na arrecadação tributária e na manutenção de empregos formais. Segundo o setor, a proibição imediata pode provocar a migração em massa de apostadores para o mercado clandestino, que opera sem qualquer regulação ou controle estatal.


O pedido reforça que o próprio Poder Executivo defendeu, em momentos anteriores, os benefícios econômicos e sociais da legalização das apostas. Até o momento, o governo não se manifestou sobre o teor da petição protocolada pelas associações no STF.

Mendonça derruba sigilo e pede esclarecimentos sobre mensagens de Vorcaro

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Mendonça derruba sigilo e pede esclarecimentos sobre mensagens de Vorcaro
Foto: Gustavo Moreno / STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra do sigilo de uma investigação e encaminhou um ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando esclarecimentos sobre mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro. O ex-dono do Banco Master, preso durante a operação Compliance Zero, registrou em seu aparelho a necessidade de obter proteção junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.


Embora o material apreendido não identifique diretamente o destinatário das mensagens, investigadores da PF trabalham com a hipótese de que o conteúdo se tratasse de um pedido de proteção enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. Vorcaro possuía o hábito de realizar anotações e capturas de tela para envio em visualização única, o que dificultou a identificação imediata dos interlocutores nos registros iniciais.


O ofício de Mendonça foi expedido na terça-feira (1º) e estabelece o prazo de cinco dias para que a PGR apresente uma manifestação sobre o caso. A anotação foi localizada pela PF ainda em outubro do ano passado, em um dos dispositivos de Vorcaro. No relatório produzido, os investigadores detalham que o ex-banqueiro descrevia a situação financeira do Banco Master e os problemas que a instituição enfrentava na época.

Justiça mantém prisão de Deolane Bezerra em investigação sobre lavagem de dinheiro

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Justiça mantém prisão de Deolane Bezerra em investigação sobre lavagem de dinheiro
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva da advogada e influenciadora Deolane Bezerra e de outros cinco réus envolvidos na Operação Vérnix. A decisão, tornada pública nesta quinta-feira (27), ocorre após a reavaliação obrigatória dos 90 dias de detenção, completados no último dia 21 de agosto.


O magistrado responsável pelo caso justificou a manutenção da medida pela necessidade de garantir a ordem pública e econômica, além de assegurar a instrução criminal. Segundo a decisão, a prisão é uma providência proporcional à gravidade das condutas atribuídas aos investigados, que estariam envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).


De acordo com o Ministério Público, a organização operava em núcleos distintos. Deolane é apontada como a principal integrante do núcleo financeiro, sendo suspeita de utilizar suas contas e empresas para movimentar e ocultar valores de origem supostamente ilícita, convertendo os recursos em bens de alto valor. Os líderes do núcleo decisório seriam Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.


Em nota, a defesa da influenciadora classificou a decisão como manifestamente desnecessária e ilegal. Os advogados sustentam que Deolane é inocente, não possui vínculos com facções criminosas e que sua movimentação financeira é fruto de atividades empresariais lícitas e honorários advocatícios. A defesa informou que seguirá com medidas judiciais para tentar reverter a prisão.

Operação bloqueia R$ 10,8 milhões de grupo que aplicava golpes do PIX contra baianos

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Operação bloqueia R$ 10,8 milhões de grupo que aplicava golpes do PIX contra baianos
Foto: Alan Rich / Blog Sudoeste

Dois homens investigados por integrar uma organização criminosa que aplicava golpes do falso PIX contra moradores da Bahia foram presos na quarta-feira (29), em uma operação deflagrada nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, no Mato Grosso. A ação, denominada "Falso PIX", foi coordenada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) em parceria com o Ministério Público do Mato Grosso (MP-MT).


Além das prisões, a Justiça baiana determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados que somam mais de R$ 10,8 milhões. Sete mandados de busca e apreensão também foram cumpridos durante a operação, que contou com o apoio da Polícia Militar do Mato Grosso. Um dos detidos, que não teve a identidade revelada, é apontado pelas autoridades como o chefe operacional do grupo.


Segundo as investigações, a quadrilha utilizava aplicativos de mensagens e perfis falsos para se passar por parentes ou vendedores, induzindo as vítimas a realizar transferências bancárias. O grupo focava principalmente em idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Após receberem os valores, os suspeitos movimentavam o dinheiro rapidamente entre diversas contas para dificultar o rastreio, sacando os montantes em espécie para ocultar a origem ilícita.


A investigação teve início a partir de uma denúncia na Bahia, onde uma vítima realizou transferências após acreditar estar conversando com um familiar. A partir desse caso, o MP-BA identificou a atuação coordenada da organização, que operava de forma estruturada e permanente.

Morre aos 95 anos Octavio Gallotti, ex-presidente do STF

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Morre aos 95 anos Octavio Gallotti, ex-presidente do STF
Foto: Divulgação / STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a morte do ex-presidente e ministro aposentado Octavio Gallotti, aos 95 anos, neste domingo (26). Natural do Rio de Janeiro, o magistrado foi peça fundamental na consolidação da jurisprudência da Corte após a promulgação da Constituição de 1988, integrando o tribunal entre 1984 e 2000.


O velório de Gallotti ocorre nesta segunda-feira (27), no Salão Branco do STF, em Brasília, das 10h às 16h, com acesso aberto ao público. O sepultamento está marcado para a terça-feira (28), no Rio de Janeiro. Além da presidência do STF, exercida entre 1993 e 1995, ele também esteve à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 1994 a 1996.


Em nota, o atual presidente do STF, ministro Edson Fachin, exaltou a trajetória de Gallotti. Fachin destacou o compromisso do magistrado com a democracia e o rigor técnico que marcou sua carreira, afirmando que seu legado permanece como referência para a formação de novas gerações de juristas e para o fortalecimento das instituições brasileiras.


O Ministério Público Federal (MPF) também se manifestou, reiterando o papel de Gallotti na defesa do Estado de Direito. A instituição ressaltou que a atuação do ministro foi pautada pelo equilíbrio e pela independência, qualidades que, segundo o órgão, garantiram a confiança da sociedade no Poder Judiciário durante o período em que esteve na ativa.

Justiça dá 48 horas para Virginia apagar anúncios de apostas no Instagram

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Justiça dá 48 horas para Virginia apagar anúncios de apostas no Instagram
Foto: Andressa Anholete / Agência Senado

A influenciadora Virginia Fonseca tem um prazo de 48 horas para remover de seu perfil no Instagram todas as publicações que promovam apostas online. A decisão, concedida em caráter liminar pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), também atinge a plataforma Blaze.


A medida atende a um recurso do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), que alertou para o risco de dano coletivo aos seguidores. Segundo o órgão, as publicações não identificavam de forma clara que se tratavam de publicidade paga. O desembargador Renato Rodovalho Scussel, relator do caso, entendeu que há elementos suficientes para a tutela de urgência.


Além da exclusão dos anúncios, a Justiça determinou que qualquer futura propaganda de apostas feita pela influenciadora deve conter identificação clara e ostensiva de conteúdo publicitário. A decisão proíbe, ainda, promessas de lucros fixos, a apresentação de apostas como investimento ou alternativa ao emprego e a sugestão de que a prática não oferece riscos financeiros.


No mesmo processo, o Ministério Público ampliou para R$ 380 milhões o pedido de indenização contra a influenciadora e a empresa. O valor, segundo o MPDFT, seria destinado a apostadores que teriam sofrido prejuízos financeiros influenciados pela campanha.


Em nota, a assessoria de Virginia Fonseca afirmou que ainda não teve acesso ao conteúdo da decisão e que se manifestará após análise jurídica. A Blaze não comentou a nova determinação, mas já declarou anteriormente que atua com ética e colabora com as investigações.

Ministério Público apura suspeita de sobrepreço em show de Joelma no interior da Bahia

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Ministério Público apura suspeita de sobrepreço em show de Joelma no interior da Bahia
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um procedimento preparatório para investigar possíveis irregularidades na contratação do show da cantora Joelma pela prefeitura de Paulo Afonso, no Norte da Bahia. A apuração foca em indícios de sobrepreço e na legalidade da dispensa de licitação para a apresentação da turnê "Isso é Calypso".


A portaria, assinada em 10 de junho pela promotora Milane de Vasconcelos Caldeira Tavares, da 6ª Promotoria de Justiça de Paulo Afonso, tem como alvo a Inexigibilidade nº 0011/2026. O contrato administrativo nº 0137/2026 foi firmado entre a Secretaria Municipal de Cultura e Esporte (Seculte) e a empresa J Music Editora e Produções Artísticas Ltda.


A investigação foi iniciada após o recebimento de uma representação anônima, sendo classificada na área de Patrimônio Público e Moralidade Administrativa. O MP-BA busca verificar se a justificativa apresentada pelo município para a contratação direta atende aos critérios legais de notória especialização exigidos para serviços artísticos.


O edital de instauração não detalha o valor global do contrato nem as condições de pagamento estabelecidas. A reportagem não localizou posicionamento da prefeitura de Paulo Afonso ou da produtora até a publicação desta matéria.

Exercício ilegal da medicina veterinária passa a ser crime no Brasil

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Exercício ilegal da medicina veterinária passa a ser crime no Brasil
Foto: Reprodução / Magnific

O exercício ilegal da medicina veterinária passa a ser tipificado como crime no Código Penal Brasileiro a partir desta segunda-feira (8). A nova legislação determina que qualquer pessoa que atue na profissão sem a devida autorização legal, inclusive em atendimentos gratuitos, está sujeita a uma pena de detenção de seis meses a dois anos.


A norma altera o Artigo 282 do Código Penal, que já abrangia o exercício irregular de outras profissões da área da saúde, como medicina, odontologia e farmácia, incluindo agora a medicina veterinária de forma expressa. A regra também se aplica a profissionais que continuarem a exercer a atividade durante períodos de suspensão ou após o cancelamento do registro ou habilitação.


O texto estabelece ainda agravantes para situações em que a prática resulte em danos severos. Caso a conduta cause lesão corporal grave ou morte de pessoas, o autor responderá pelos crimes correspondentes previstos no Código Penal. Já nos casos em que a prática resultar em lesão ou morte de animais, o infrator responderá também por crimes ambientais, conforme a legislação vigente.

CNJ abre PAD contra desembargador que deu domiciliar a César de Lim após reset em celular

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CNJ abre PAD contra desembargador que deu domiciliar a César de Lim após reset em celular
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu, por unanimidade, um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o desembargador aposentado Jefferson Alves de Assis, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A decisão, tomada na última terça-feira (26), apura a conduta do magistrado na concessão de prisão domiciliar a César Paulo de Moraes Ribeiro, apontado como líder de uma facção criminosa com atuação em Jequié, no Sudoeste da Bahia, e ligação com o Comando Vermelho.


A investigação ganhou novos contornos após um laudo da Polícia Federal indicar que um celular apreendido no gabinete do desembargador passou por um "reset de fábrica" poucas horas após a deflagração de uma operação de busca e apreensão. Segundo o relatório apresentado ao CNJ, o aparelho teria sido apagado deliberadamente na noite de 7 de janeiro de 2025, período em que o magistrado já tinha conhecimento da ação policial em curso.


O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, afirmou que o procedimento levanta suspeitas de tentativa de obstrução à investigação. O ministro também questionou a legalidade da decisão que beneficiou o investigado, destacando que o pedido foi analisado em regime de plantão sem urgência comprovada e fundamentado em laudos médicos datados de 2019 e 2020. O benefício foi concedido sem análise prévia da primeira instância, mesmo tratando-se de um detento de alta periculosidade.


A defesa do desembargador negou qualquer irregularidade e sustentou que a atuação do magistrado seguiu os trâmites legais. Os advogados afirmaram que não foram encontradas mensagens ou comprovantes que indiquem venda de decisões ou movimentações financeiras ilícitas, alegando ainda que o apagamento dos dados do aparelho não é prova de tentativa de ocultação de informações.

Pensão alimentícia pode mudar cálculo e deve ficar mais cara no Brasil

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Pensão alimentícia pode mudar cálculo e deve ficar mais cara no Brasil
Foto: Reprodução

O valor da pensão alimentícia pode passar por mudanças caso um projeto de lei aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados seja sancionado. A proposta, que agora segue para análise no Senado Federal, busca definir novos critérios para o cálculo do benefício, indo além da base financeira utilizada atualmente.


A principal mudança prevista é a inclusão de fatores emocionais no cálculo, como o reconhecimento do esforço diário de cuidado com os menores e o impacto da sobrecarga emocional do genitor responsável pela criação. A medida visa equilibrar as desigualdades físicas e emocionais, incorporando questões como o abandono afetivo na definição das responsabilidades parentais.


Hoje, os valores são estipulados majoritariamente pela capacidade financeira dos pais. Com a nova legislação, o objetivo é que o sistema judiciário passe a considerar a rotina e o desgaste emocional de quem detém a guarda principal, ampliando o alcance da proteção aos direitos das crianças e adolescentes.


Caso não haja recursos para votação no Plenário da Câmara, o texto seguirá diretamente para as deliberações dos senadores. Ainda não há uma data definida para a votação final, mas a proposta já movimenta discussões sobre o Direito de Família no Brasil.

STF valida lei de igualdade salarial entre homens e mulheres

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STF valida lei de igualdade salarial entre homens e mulheres
Foto: Luiz Silveira / STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na quinta-feira (14), pela constitucionalidade da Lei 14.611 de 2023, que garante a igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. A decisão foi unânime, com placar de 10 a 0, encerrando o julgamento de ações movidas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Partido Novo.


Com a validação, permanece em vigor a determinação que obriga empresas a manterem salários equivalentes para gêneros distintos no mesmo cargo. Em caso de discriminação, a norma prevê multa de dez vezes o valor do salário pago ao profissional prejudicado. Além da punição financeira, a legislação exige que companhias com mais de 100 empregados publiquem relatórios semestrais de transparência salarial.


O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, destacou que a Constituição brasileira tem como pilar a construção de uma sociedade justa, o que seria incompatível com a discriminação de gênero no mercado de trabalho. Durante a sessão, a ministra Cármen Lúcia ressaltou que, embora a lei represente um avanço jurídico importante, o preconceito contra a mulher ainda persiste como um desafio estrutural na sociedade.


O ministro Flávio Dino também se manifestou sobre o tema, pontuando que a desigualdade salarial está inserida em um contexto mais amplo de desafios, incluindo o combate à misoginia. Os demais ministros acompanharam o voto do relator, consolidando a norma que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Justiça Federal manda soltar MC Poze do Rodo, MC Ryan SP e dono da Choquei

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Justiça Federal manda soltar MC Poze do Rodo, MC Ryan SP e dono da Choquei
Foto: Reprodução

A Justiça Federal determinou a soltura dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além do dono da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira. O trio estava preso desde o início de abril, alvo da Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo apostas ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas.


A decisão do Tribunal Federal foi fundamentada na ausência de denúncia formal apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) até o momento. Apesar da liberdade, os investigados deverão cumprir medidas cautelares, como a obrigação de manter o endereço atualizado junto à Justiça e a proibição de se ausentarem da cidade onde residem por mais de cinco dias sem autorização prévia. Eles também devem se apresentar mensalmente ao juízo para comprovar suas atividades.


A defesa dos envolvidos celebrou a decisão. O advogado de MC Poze do Rodo, Fernando Henrique Cardoso, classificou a prisão como ilegal e desnecessária. Já a defesa de Raphael Sousa Oliveira destacou que o cliente continuará colaborando com as autoridades, reforçando a importância do respeito à presunção de inocência.


A Polícia Federal aponta que o esquema utilizava empresas de entretenimento e produção musical para ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas. A operação, que resultou no bloqueio de valores bilionários e na apreensão de veículos de luxo, segue em curso.

Ratinho vira alvo do Ministério Público por falas homofóbicas em programa de TV

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Ratinho vira alvo do Ministério Público por falas homofóbicas em programa de TV
Foto: Reprodução / SBT

O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação para apurar declarações feitas pelo apresentador Ratinho, durante o seu programa no SBT, no último dia 6. O comunicador é alvo de denúncias por falas consideradas homofóbicas, proferidas durante o quadro Ratinho Livre, ao comentar a exposição de casais homoafetivos em produções televisivas.


As representações contra o apresentador foram protocoladas pelo deputado federal suplente e ativista Agripino Magalhães Júnior e pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP). Segundo os denunciantes, o conteúdo veiculado promove preconceito e a emissora também pode ser responsabilizada solidariamente pelos comentários. O Ministério Público confirmou o início das apurações, mas, até o momento, nem o SBT nem o apresentador se manifestaram sobre o caso.


Esta não é a primeira vez que o apresentador enfrenta questionamentos jurídicos por suas falas. Ratinho já é alvo de uma investigação anterior motivada por comentários transfóbicos dirigidos à deputada Erika Hilton (PSOL-SP), em março deste ano. Na ocasião, o comunicador questionou a legitimidade da parlamentar para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. A deputada move um processo contra o apresentador por transfobia, enquanto Ratinho responde com uma ação por calúnia e difamação.

MPBA fortalece ações integradas para proteção de crianças e adolescentes na Bahia

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MPBA fortalece ações integradas para proteção de crianças e adolescentes na Bahia
Foto: Divulgação / MP-BA

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) promoveu, entre os dias 29 e 30 de abril, uma série de ações voltadas ao fortalecimento da rede de proteção de crianças e adolescentes. As iniciativas, que incluíram o lançamento de um manual de acolhimento em Salvador e capacitações no extremo sul do estado, visam garantir a eficácia das políticas públicas e a proteção integral do público infantojuvenil em situações de risco.


Na capital baiana, foi apresentado o Manual de Fluxo da Medida Protetiva de Acolhimento Institucional. O documento define as etapas para situações excepcionais de urgência, permitindo que o Conselho Tutelar atue com maior agilidade, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. A ferramenta foi desenvolvida após um ano de debates entre o MPBA e a prefeitura, resolvendo inconsistências identificadas anteriormente no processo de encaminhamento.


Paralelamente, o MPBA participou da posse do Comitê de Gestão Colegiada do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Ceca). O colegiado será responsável por planejar ações de proteção para vítimas ou testemunhas de violência e revisar o plano estadual de enfrentamento, em conformidade com a Lei Federal nº 13.431/2017.


No interior, a atuação focou na qualificação profissional. Em Teixeira de Freitas, promotores acompanharam a capacitação sobre o uso do Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (SIPIA-CT). O treinamento reuniu gestores escolares e conselheiros de diversos municípios da região para aprimorar o registro e o acompanhamento de violações de direitos, reafirmando o compromisso do Ministério Público com a defesa dos direitos fundamentais em toda a Bahia.

Justiça condena Igreja Universal a devolver R$ 33 mil doados por aposentada com autismo

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Justiça condena Igreja Universal a devolver R$ 33 mil doados por aposentada com autismo
Foto: Divulgação

A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada pela Justiça de São Paulo a devolver R$ 33 mil a uma aposentada de 60 anos com autismo e a pagar R$ 8 mil de indenização por danos morais. A sentença é da juíza Daniela Murata, da 1ª Vara Cível de São Paulo, e ainda cabe recurso.


O caso remonta a 2022, numa unidade da Universal na Lapa, zona oeste de São Paulo. A mulher contou que passava por graves problemas familiares quando pastores a instruíram a "sacrificar" suas economias para alcançar a solução. A promessa: a doação afastaria "a ação demoníaca" que perturbava sua família. Quem não oferecesse o dinheiro, segundo ela ouviu, correria o risco de uma "maldição".


Na sentença, a magistrada classificou o episódio como coação moral e afirmou que a Igreja explorou tanto a fé quanto a fragilidade psicológica da autora. Um laudo médico anexado ao processo apontava déficit persistente de comunicação e interação social em múltiplos contextos, quadro compatível com o transtorno do espectro autista. Para a juíza, a doação deixou de ser voluntária e virou uma condição imposta: "A ameaça de um mal espiritual, na percepção de um fiel vulnerável, assume contornos de dano concreto e iminente."


A defesa da Universal sustentou que a aposentada tem plena capacidade de discernimento e que os valores foram ofertados de livre vontade, sem qualquer coação. A igreja afirmou que os fiéis não são obrigados a fazer doações e negou ter cometido ato ilícito. Nenhum desses argumentos convenceu a juíza.

STJ decide que tenente-coronel acusado de feminicídio será julgado na justiça comum

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STJ decide que tenente-coronel acusado de feminicídio será julgado na justiça comum
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado do feminicídio contra sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, será julgado pela justiça comum. A decisão foi proferida pelo ministro Reinaldo Soares, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), após análise da competência para o julgamento do caso.


O magistrado aplicou o entendimento recente da Terceira Seção do STJ, que estabelece que crimes dolosos contra a vida praticados por militares só devem ser submetidos à Justiça Militar quando houver vínculo direto com a atividade castrense e a proteção da hierarquia e disciplina. Como o caso não apresenta esse nexo funcional, prevalece a competência do Tribunal do Júri.


O processo tramita na 5ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de São Paulo, onde a denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Estadual. Em manifestação nesta terça-feira (28), o advogado José Miguel da Silva Junior, que representa a família da vítima, afirmou que o entendimento sempre foi de que o crime não possui natureza militar.


A decisão do ministro Soares será publicada oficialmente na próxima quinta-feira (30). O caso reafirma o posicionamento do STJ sobre a limitação da competência militar em crimes contra a vida fora do exercício da função.

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