Uma empresa em nome de Bonnie de Bonilha, nora do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), recebeu pagamentos do Banco Master por serviços ligados à prospecção de operações de crédito consignado. As informações foram divulgadas pela coluna de Milena Teixeira, do Metrópoles, nesta quarta-feira (18).
Segundo a publicação, o contrato foi firmado por meio da BK Financeira, empresa criada em 2021 e da qual Bonnie é sócia do advogado Moisés Dantas. À coluna, ele confirmou a sociedade e o vínculo com a instituição financeira, afirmando que o serviço prestado foi de prospecção e indicação exclusiva de operações e convênios de crédito consignado.
Ainda de acordo com o advogado, todos os valores recebidos foram formalizados por nota fiscal, com balanços e extratos disponíveis às autoridades. Bonnie, que é estudante de psicologia, formada em direito e também atua como florista, é casada com Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado de Jaques Wagner.
Procurado, Wagner afirmou que jamais participou de intermediação ou negociação em favor da empresa citada e disse que cabe exclusivamente à companhia esclarecer suas atividades e contratos. A coluna também informou que Bonnie é proprietária da BN Representações, registrada atualmente para serviços de desenvolvimento e licenciamento de programas de computador. Até 26 de janeiro deste ano, a empresa atuava no comércio de flores e tinha outro nome empresarial.
O deputado estadual Nelson Leal informou que teve o celular roubado na sexta-feira (13) e alertou contatos sobre possíveis tentativas de golpe envolvendo seu número. O comunicado foi divulgado nas redes sociais do parlamentar na segunda-feira (16).
Segundo Leal, o aparelho foi levado por volta das 14h30 e, desde então, o número de telefone e o WhatsApp ficaram fora de seu controle até a manhã de segunda-feira, quando conseguiu recuperar o acesso.
O deputado orientou amigos, eleitores e demais contatos a desconsiderarem mensagens enviadas nesse período, já que podem ter sido feitas por terceiros utilizando seu nome.
De acordo com o parlamentar, o número já foi recuperado e voltou a funcionar normalmente. Ele também agradeceu a compreensão dos contatos e reforçou o alerta para evitar possíveis golpes.
O partido Avante planeja ampliar sua representação nas próximas eleições e trabalha para aumentar suas bancadas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A meta da legenda é eleger até quatro deputados federais e cinco estaduais.
Para fortalecer o projeto, a direção do partido aposta na atuação de prefeitos em municípios estratégicos, principalmente no sudoeste da Bahia, onde estão duas das maiores cidades governadas pela sigla na região: Brumado e Guanambi.
Em Brumado, o prefeito Fabrício Abrantes tem atuado na articulação regional para fortalecer o partido. Próximo do deputado estadual Felipe Duarte (Avante), ele tem mapeado novas lideranças políticas e possíveis candidatos para a legenda, em parceria com o presidente estadual do partido, Ronaldo Carletto.
Abrantes também defendeu o nome de Carletto para integrar a chapa majoritária liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). O dirigente é citado nos bastidores como possível candidato a vice-governador ou a suplente do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), que deve disputar uma vaga no Senado. Em Guanambi, o prefeito Nal Azevedo também declarou apoio ao nome de Carletto e tem atuado para fortalecer o Avante no sudoeste baiano.
Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Banco Central, aponta que uma empresa ligada ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), recebeu cerca de R$ 3,6 milhões do Banco Master. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, os repasses teriam ocorrido após as eleições de 2022, entre dezembro daquele ano e maio de 2024. De acordo com a reportagem, ACM Neto é sócio da empresa A&M Consultoria Ltda., fundada em 28 de dezembro de 2022 com capital social de R$ 2 mil. A empresa tem como atividade principal a prestação de serviços de consultoria em gestão empresarial. Dados citados no relatório indicam que, entre junho de 2023 e maio de 2024, a empresa recebeu cerca de R$ 1,3 milhão em nove transferências do Banco Master e R$ 1,5 milhão em 11 repasses da empresa Reag, totalizando aproximadamente R$ 2,9 milhões no período. O documento também aponta que, entre março e junho de 2023, a empresa recebeu outros R$ 422,3 mil do Banco Master e R$ 281,5 mil da Reag. Ainda conforme a publicação, durante cerca de um ano ACM Neto recebeu R$ 4,2 milhões da própria empresa em forma de distribuição de rendimentos. Em nota, o ex-prefeito afirmou que criou a empresa após deixar cargos públicos e que os valores recebidos são referentes a serviços de consultoria prestados a clientes, incluindo o Banco Master e a Reag. “No final do ano de 2022, quando não mais exercia qualquer cargo público, constituí a empresa A&M Consultoria LTDA. A partir de então, prestei serviços a alguns clientes, dentre eles o Banco Master e a REAG, sempre com contratos formais, recolhimento de impostos e trabalhos efetivamente executados”, afirmou. ACM Neto também disse que os serviços prestados não têm relação com eventuais investigações em andamento e questionou o vazamento de informações que estariam protegidas por sigilo bancário e fiscal.
A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, afirmou nesta segunda-feira (23), em entrevista ao Jornal da Cidade, que ficou surpresa com a receptividade do nome do senador Flávio Bolsonaro entre lideranças da direita no cenário nacional. Durante a conversa, Sheila comentou as movimentações para as eleições presidenciais e disse que esperava que o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ganhasse mais força dentro do campo conservador. “Estava torcendo para ser o nome de Tarcísio e estou me surpreendendo, na verdade, com a aceitação do nome de Flávio. Eu sei que o senador Flávio é uma pessoa acessível, é diferente, talvez, do pai e do irmão Eduardo, não vai muito para o embate”, declarou. A prefeita avaliou ainda que o cenário da direita pode seguir dois caminhos em 2026. “Ou a direita sai toda unida, ou sai com várias candidaturas para forçar um segundo turno”, afirmou. No âmbito estadual, Sheila voltou a admitir a possibilidade de disputar a eleição de 2026 como candidata a vice-governadora na eventual chapa encabeçada por ACM Neto. O nome da prefeita vem sendo citado como opção dentro do grupo de oposição ao governo da Bahia. No domingo (22), o prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou publicamente que considera Sheila “uma excelente opção” para compor a chapa majoritária. Sheila lembrou que, no ano passado, quando surgiram especulações sobre o tema, sua intenção era concluir integralmente o mandato à frente da Prefeitura de Vitória da Conquista. “Até o final do ano passado, eu vinha nessa linha, de continuar os quatro anos aqui em Vitória da Conquista. Mas chega um ano de eleição e a gente começa a perceber os cenários políticos. Então eu resolvi colocar o meu nome à disposição do grupo político”, declarou. Ao ser questionada sobre a preferência entre permanecer na administração municipal ou disputar novo cargo, a prefeita respondeu: “O coração está bem dividido”.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), embarcou, na noite de quarta-feira (18), para a Ásia, onde visitará a Índia e a Coreia do Sul, durante missão oficial, acompanhando o presidente Lula (PT). O petista ficará cerca de 20 dias no continente asiático, e, durante esse tempo, o governo baiano será assumido pelo vice, Geraldo Júnior. A transmissão da liderança do governo ocorreu ainda na terça-feira (17), conforme afirmou Rodrigues, que embarcou para a Índia na noite de quarta. Em postagem nas redes sociais, Rodrigues afirmou que sua viagem para o continente asiático será focada em fazer parcerias internacionais para o desenvolvimento da saúde e da produção de medicamentos pela Bahiafarma. Segundo declarou, o principal foco será o desenvolvimento de medicamentos voltados para o combate ao câncer. “Vamos fortalecer parcerias para avançar com a saúde, ampliando a produção de medicamentos aqui na Bahia, inclusive para o tratamento do câncer, garantindo mais acessos pelo SUS, geração de empregos e desenvolvimento para o nosso estado”, completou. Ainda na publicação, Jerônimo confirmou a transição do poder a Geraldinho e apontou que a confiança que tem no colega de chapa, desejando a ele uma boa gestão da Bahia, durante os próximos 20 dias. “Durante esse período, o nosso vice-governador, Geraldo Júnior, assume o governo do estado. Desejo a ele um bom trabalho, com a certeza de que seguimos firmes, unidos e comprometidos com os baianos e baianas”, completou.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que deixará o cargo no fim de março para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. A declaração foi feita nesta segunda-feira (26), durante visita ao município de Maracás, no Vale do Jiquiriçá. Na ocasião, Rui Costa afirmou que a chapa majoritária governista na Bahia deverá ser composta pelo governador Jerônimo Rodrigues, que tentará a reeleição, e pelo senador Jaques Wagner, que também disputaria o Senado. O ministro não incluiu o senador Angelo Coronel na formação apresentada. A declaração provocou repercussão no meio político. Angelo Coronel, filiado ao PSD, tem reafirmado publicamente que será candidato à reeleição. Já o senador Otto Alencar garantiu que Coronel terá legenda para concorrer ao Senado, mesmo que fora da chapa governista. As falas de Rui Costa contrastam com a postura adotada por Jerônimo Rodrigues, que tem evitado tratar a composição como fechada. O governador afirma que as negociações seguem em andamento e não descarta, de forma pública, a permanência de Angelo Coronel no arranjo político. Jaques Wagner, por sua vez, já sinalizou preferência por uma chapa formada apenas por nomes do PT, mas também reconhece que o processo de articulação ainda não foi concluído. Nos bastidores, a expectativa é de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participe diretamente das negociações, o que pode ser decisivo para a definição final da chapa. O evento em Maracás, que contou com a inauguração de uma escola de tempo integral, foi interpretado por aliados como uma demonstração de unidade do núcleo petista no estado, apesar das ausências de Angelo Coronel e Otto Alencar. O cenário para as eleições de 2026 na Bahia segue marcado por articulações e disputas internas dentro da base governista.
O deputado estadual Nelson Leal acionou a Justiça contra o senador Jaques Wagner após a divulgação de uma pesquisa eleitoral falsa sobre a disputa das eleições de 2026. A declaração do petista foi feita durante entrevista à TV Baiana, nesta quarta-feira (21). Na ocasião, o senador atribuiu ao instituto AtlasIntel um suposto levantamento que indicaria vitória do governador Jerônimo Rodrigues ainda no primeiro turno. “Atlas/Intel fez uma pesquisa, deve ser recente desta semana, dando as possibilidades de Jerônimo ganhar no primeiro turno com 54% dos votos”, afirmou Wagner. Após a repercussão, o próprio instituto negou a existência da pesquisa citada. Em declaração ao Correio, o chefe de Risco Político e Análise Política da AtlasIntel, Yuri Sanches, afirmou que o levantamento mencionado não foi realizado. Diante da negativa oficial, Nelson Leal reagiu e anunciou que adotaria medidas judiciais contra o senador. “É uma irresponsabilidade dupla, pois ele é senador da República e líder do governo. Espalhar fake news é crime. Passou um tempão falando que o ex-presidente Bolsonaro propagava fake news e agora faz isso em entrevista. Isso mostra o desespero deles”, declarou. O parlamentar também ressaltou que a legislação prevê punições para a divulgação de informações falsas, especialmente quando praticadas por agentes públicos no exercício do mandato. “Estou entrando com processo contra ele. Está na lei: aquele que difunde fake news poderá ser responsabilizado por crimes contra a honra, por exemplo. Os que exercem mandatos eletivos, como Wagner, podem ser responsabilizados por crime de responsabilidade”, completou.
O primeiro suplente do União Brasil, Luciano Ribeiro, tomou posse como deputado estadual na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) na manhã de quinta-feira (22). Ele assume a vaga deixada pelo deputado Alan Sanches, que morreu no último sábado (17). A cerimônia de posse foi realizada na sala da Presidência da Alba e conduzida pela presidente da Casa, a deputada Ivana Bastos. O ato contou com a presença de familiares, amigos e parlamentares, entre eles Kátia Oliveira (União Brasil), Júnior Nascimento (União Brasil) e Tiago Correia (PSDB). Durante a solenidade, Ivana Bastos deu boas-vindas ao novo parlamentar e destacou o sentimento duplo que marcou o momento. Segundo ela, a posse representa alegria pelo retorno de Luciano Ribeiro ao Legislativo, mas também tristeza pela perda de Alan Sanches. “Esse é um momento de dor, mas também é um momento em que o Parlamento precisa continuar”, afirmou. Após a assinatura do termo de posse e o juramento regimental, Luciano Ribeiro fez um breve pronunciamento. O deputado destacou o desafio de honrar o legado de Alan Sanches, a quem definiu como amigo e colega de Parlamento. Ele ressaltou ainda a afinidade de perfil político entre ambos e o compromisso com a defesa dos mais humildes. O parlamentar também afirmou que pretende honrar os 63.640 votos recebidos na eleição de 2022, quando ficou na suplência do partido. “Vou defender os baianos com coerência e com os princípios nos quais acredito”, declarou. O ato de posse foi assinado pela presidente Ivana Bastos, por Luciano Ribeiro e pelo secretário-geral da Mesa Diretora, Carlos Lima Cavalcante Neto.
Trajetória
José Luciano Santos Ribeiro nasceu em 22 de dezembro de 1960, no município de Caculé, no sudoeste da Bahia. É advogado, formado pela Faculdade de Direito Teófilo Otoni, e pós-graduado em Direito Público Municipal e Processo Civil pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Luciano Ribeiro foi prefeito de Caculé por dois mandatos e chegou à Alba após ser eleito deputado estadual em 2014. No Legislativo baiano, atuou como líder da oposição e integrou diversas comissões permanentes e especiais, entre elas as de Assuntos Territoriais e Emancipação, Constituição e Justiça, Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, além das comissões especiais da Ferrovia de Integração Oeste-Leste e de Promoção da Igualdade.
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) marcou para quinta-feira (22) a posse do deputado Luciano Ribeiro (União Brasil), que retorna ao Parlamento baiano para ocupar a vaga deixada pelo deputado Alan Sanches, falecido recentemente. A convocação para o ato de assunção do mandato foi assinada pela presidente da Casa, Ivana Bastos, e publicada no Diário Oficial Eletrônico do Legislativo desta terça-feira (20). A solenidade será realizada no gabinete da presidência, onde o novo parlamentar fará o juramento de cumprir a Constituição Estadual e assinará o termo de posse.José Luciano Santos Ribeiro nasceu no município de Caculé, no sudoeste da Bahia, em 22 de dezembro de 1960. Ele cursou o ensino fundamental nas escolas Dona Júlia Montenegro Magalhães e Colégio Antônio Santana, em Licínio de Almeida, e concluiu o ensino médio no Colégio Norberto, em Caculé. Luciano Ribeiro é formado em Direito pela Faculdade de Direito Teófilo Otoni. Advogado e primeiro suplente do União Brasil, Luciano Ribeiro é casado com Sônia Maria Pinheiro Novais Ribeiro. Ex-prefeito de Caculé, administrou o município entre 2005 e 2012. Em 2014, foi eleito deputado estadual pelo então Democratas, exercendo seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa da Bahia. Durante sua passagem pela ALBA, Luciano Ribeiro integrou diversas comissões permanentes e especiais. Foi vice-presidente da Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação (2015–2017), além de ter ocupado a vice-presidência das comissões de Constituição e Justiça (2016) e de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle (2017). Também atuou como titular das comissões de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo; da Especial da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol–Porto Sul); da Especial de Promoção da Igualdade; e da Comissão de Constituição e Justiça, além de ter sido membro de outros colegiados temáticos da Casa.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi transferido nesta quinta-feira (15) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A transferência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro estava preso antes na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde começou a cumprir sua pena de 27 anos por golpe de Estado e outros crimes. Segundo a decisão de Moraes, a transferência de Bolsonaro para uma Sala de Estado Maior, "permitirá o aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de 'banho de sol' e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a instalação de aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta, atendendo a recomendação médica". A Papudinha fica ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda. No local já estão o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. Segundo informações do STF, a cela onde Bolsonaro ficará na Papudinha possui 64 metros quadrados e comporta quatro pessoas, mas será usada exclusivamente pelo ex-presidente. Anderson Torres e Silviei Vasques dividem outra unidade semelhante a que o ex-presidente ficará, disse ainda o Supremo. Ao determinar a transferência, Moraes rebateu críticas de que Bolsonaro estaria preso em condições precárias na Polícia Federal. O ministro citou os problemas estruturais do sistema penitenciário brasileiro e disse que o ex-presidente tinha condições privilegiadas em relação aos demais presos do país. Moras também acusou familiares do ex-presidente e seus apoiadores de realizarem uma "campanha fraudulenta" sobre as condições da prisão na PF.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu uma queda enquanto caminhava e apresentou traumatismo craniano leve, informou nesta quarta-feira (7) o médico Brasil Caiado, que integra a equipe que atende o ex-presidente. Ele havia sido autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a deixar a cela na Superintendência da Polícia Federal (PF). “Na madrugada de ontem [terça-feira], o presidente apresentou uma queda dentro de seu quarto da superintendência. Inicialmente, nós pensamos que fosse uma queda da cama, mas, posteriormente, conversando com ele, relembrando fatos, isso nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu”, explicou Caiado à imprensa. Após a avaliação médica, Bolsonaro retornou à Superintendência da PF, que fica próxima ao hospital. Um boletim divulgado pelo DF Star confirmou o traumatismo craniano leve, sem necessidade de intervenção complexa. “Foi evidenciado nos exames de imagem leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica. Deverá seguir cuidados clínicos conforme definição da equipe médica assistente”, detalhou o cirurgião geral Claudio Birolini, responsável pelo relatório. O médico Brasil Caiado também apontou que a queda pode estar relacionada a episódios de desorientação provocados pela interação de diferentes medicamentos.”Há uma suspeita inicial e nós já havíamos imaginado, que possa ser a interação de medicamentos. O presidente faz uso de vários medicamentos para tratamento da crise de soluços. Se esses quadros forem recorrentes, colocam o presidente em uma zona de maior risco”, explicou.
O núcleo político do governo da Bahia já definiu, nos bastidores, a composição da chapa que deve disputar as eleições de 2026. O governador Jerônimo Rodrigues deve concorrer à reeleição ao lado dos senadores Jaques Wagner e Rui Costa, que seriam os candidatos ao Senado Federal. A articulação é tratada como consolidada entre integrantes do chamado núcleo duro governista. A formação, classificada internamente como “puro-sangue”, conta com o aval do senador Otto Alencar e teria o incentivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vê o Nordeste como estratégico para ampliar a bancada de esquerda no Senado. A avaliação no Palácio do Planalto é de que a Bahia tem potencial para eleger dois senadores do PT. A composição é considerada a mais competitiva para enfrentar a oposição em 2026, liderada por ACM Neto, com apoio do bolsonarismo e a provável candidatura de João Roma ao Senado. Apesar da definição interna, o governo evita tratar do tema publicamente. A principal preocupação é manter na base o senador Angelo Coronel, que ficaria fora da disputa pela reeleição ao Senado com a chapa definida. Integrantes do governo discutem alternativas para evitar um racha, como ampliar o espaço do PSD na composição majoritária. Entre as possibilidades avaliadas está a indicação do deputado federal Diego Coronel para a vaga de vice-governador. Outra hipótese envolve acordos futuros, como a suplência nas candidaturas ao Senado, condicionadas a cenários nacionais e à eventual reeleição de Lula. Além do PSD, o governo também precisa equacionar a situação do MDB, que atualmente ocupa a vice-governadoria com Geraldo Júnior. A manutenção da unidade da base depende de novas negociações para acomodar os partidos aliados. Mesmo diante das incertezas, lideranças petistas e do PSD avaliam que a base governista deve permanecer unida até 2026. Nos bastidores, porém, não é descartada a possibilidade de mudanças no alinhamento político ao longo do processo eleitoral.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu neste domingo (21), por decisão liminar, os efeitos do Artigo 10 do Projeto de Lei nº 128/2025, aprovado pelo Congresso Nacional, que revalidava o pagamento de emendas de relator, conhecidas como orçamento secreto. A decisão ainda será analisada pelo plenário da Corte. O dispositivo autorizava o pagamento, até o fim de 2026, de restos a pagar cancelados desde 2019, incluindo despesas relacionadas às emendas parlamentares RP 9. O impacto estimado da medida é de cerca de R$ 3 bilhões. A suspensão foi determinada no âmbito de uma ação apresentada por deputados federais e pelo partido Rede Sustentabilidade. Na decisão, Flávio Dino afirmou que a revalidação dos valores é incompatível com o regime jurídico atual. Segundo o ministro, o STF já declarou a inconstitucionalidade das emendas de relator em julgamentos anteriores, o que impede a retomada desse tipo de despesa por meio de nova legislação. O ministro também concedeu prazo de dez dias para que a Presidência da República preste esclarecimentos sobre a compatibilidade do artigo com as regras de responsabilidade fiscal e com o plano de trabalho aprovado pelo STF, que condiciona a liberação de emendas a critérios de transparência e rastreabilidade. Ao justificar a liminar, Dino avaliou que o dispositivo aprovado pelo Congresso apresenta indícios de violação ao devido processo constitucional orçamentário e às normas fiscais. O ministro ressaltou ainda que o país enfrenta dificuldades fiscais e que os três Poderes têm o dever de atuar de forma conjunta para preservar o equilíbrio das contas públicas.
O senador Ângelo Coronel fez um discurso com tom pessoal ao relembrar a própria trajetória de vida e reafirmar a intenção de continuar no Senado Federal. A declaração foi dada em recente manifestação pública do parlamentar. Durante a fala, Coronel recordou a infância longe da família e afirmou que deixou a casa dos pais ainda criança para estudar como interno. Segundo ele, o convívio com a família era restrito a datas específicas ao longo do ano. O senador disse que a experiência contribuiu para formar sua visão de mundo e fortalecer a resistência diante das dificuldades. Ao relatar os reencontros com os pais, Coronel afirmou que as lembranças ainda provocam emoção. Ele destacou que a vivência longe da família o ensinou tanto sobre o impacto do afastamento quanto sobre a importância da dedicação a objetivos de longo prazo. No discurso, o senador também associou a própria história pessoal à atuação política. Segundo ele, a principal motivação para permanecer no Senado é a possibilidade de apoiar os municípios. Coronel afirmou que, ao contribuir com as prefeituras, considera que está atendendo diretamente à população que vive nas cidades.
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