Um homem de 36 anos foi preso em flagrante na tarde de segunda-feira (1º) por violência doméstica no município de Tanhaçu, no sudoeste da Bahia. A prisão ocorreu por volta das 13h, depois que uma mulher de 34 anos acionou a Polícia Militar por meio do telefone funcional da guarnição para denunciar agressões sofridas dentro de casa. De acordo com o relato da vítima, o companheiro chegou à residência bastante alterado e, sem qualquer provocação, passou a agredi-la com socos e pontapés. As agressões causaram hematomas no pescoço e no tórax, e a mulher afirmou ainda que o homem fez ameaças de morte durante o ataque. Após conseguir escapar, ela buscou abrigo na casa de uma prima. Com as informações repassadas pela vítima, policiais militares realizaram buscas nas proximidades do imóvel e localizaram o suspeito nas imediações. Ele foi abordado e detido sem resistência, sendo imediatamente conduzido pela guarnição para a unidade policial. O homem foi apresentado na delegacia de Tanhaçu, onde o flagrante foi formalizado e as medidas legais foram adotadas pela autoridade competente. A vítima recebeu orientação sobre os procedimentos de proteção previstos na Lei Maria da Penha.
Um levantamento da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher revelou que 3,7 milhões de brasileiras declararam ter sofrido violência doméstica ou familiar no último ano. A maioria dos episódios ocorreu na presença de outras pessoas. Sete em cada dez agressões, o equivalente a aproximadamente 70%, foram presenciadas por terceiros, e grande parte dessas testemunhas era formada por crianças. A pesquisa ouviu 21.641 mulheres com 16 anos ou mais em diferentes regiões do país. O estudo apresenta margem de erro de 0,69 ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. Os dados mostram que a violência permanece enraizada no cotidiano de muitas vítimas e que, mesmo quando há pessoas próximas durante as agressões, a interferência costuma ser limitada. O levantamento aponta que 40% das testemunhas adultas não tomam nenhuma atitude no momento da agressão. A falta de reação contribui para que o ciclo de violência se prolongue. Segundo o estudo, cerca de 58% das entrevistadas relataram viver situações de agressão há mais de um ano. Entre os fatores mais citados para a permanência nesse cenário estão o medo, a dependência econômica e a ausência de redes de apoio capazes de oferecer proteção imediata. Os dados reforçam a importância de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, ao acolhimento das vítimas e ao estímulo para que pessoas próximas identifiquem e denunciem sinais de violência.
Uma jovem de 21 anos foi baleada pela própria mãe, de 45, durante uma briga na madrugada deste domingo (16) na zona rural de Cocalinho, em Mato Grosso. Segundo a Polícia Militar, mãe e filha consumiam bebida alcoólica desde o dia anterior e iniciaram uma discussão que terminou em agressões. Durante a briga, a mãe usou uma espingarda e efetuou um disparo que atingiu a filha no tórax. Após ser baleada, a jovem cortou o pulso com um objeto ainda não identificado. A PM foi acionada por volta de (0h30) e encontrou a vítima sendo levada para atendimento médico com ferimento de arma de fogo e corte profundo no braço. A espingarda usada no disparo foi apreendida no banco traseiro de um veículo. Um homem que acompanhava as duas afirmou que o tiro foi acidental e que a mãe teria agido em legítima defesa. A versão será apurada pela Polícia Civil. A jovem permanece internada no Hospital Municipal de Cocalinho. A mãe foi presa em flagrante e encaminhada para a delegacia da região.
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