Por: Redação / Blog Sudoeste | seg, 20/07/2026 - 00:00
A Prefeitura de Livramento de Nossa Senhora, no Sudoeste da Bahia, oficializou na última sexta-feira (17) uma parceria com o projeto Poli-LAC, iniciativa internacional voltada à proteção de insetos polinizadores. O acordo visa integrar o município às estratégias de conservação da biodiversidade e fortalecimento da agricultura sustentável na América Latina e Caribe.
Durante o encontro, que reuniu representantes da administração municipal, da Associação do Semiárido da Microrregião de Livramento (ASAMIL) e da equipe de campo do projeto, foi formalizado o apoio institucional para a execução das atividades. O Poli-LAC busca proteger polinizadores nativos e manejados, considerados fundamentais para a manutenção dos ecossistemas e para a produtividade agrícola das comunidades rurais.
O projeto é implementado no Brasil pela agência alemã GIZ, em cooperação com o Ministério da Agricultura e Pecuária, e conta com financiamento do governo alemão. A ASAMIL foi a entidade selecionada para realizar a assistência técnica aos produtores locais que aderirem à iniciativa, promovendo práticas de manejo mais sustentáveis na região.
Um grupo de estudantes do Colégio Estadual Luís Prisco Viana, em Lagoa Real, desenvolveu uma estufa agrícola automatizada com adubação verde voltada ao cultivo de hortaliças no semiárido baiano. A iniciativa, criada por Mayara Cardoso, Letícia Guanaes e Karllos Avelar, sob orientação da professora Izis Pollyanna, nasceu da preocupação em oferecer soluções práticas para pequenos agricultores que enfrentam limitações hídricas, solos empobrecidos e forte variação climática. O protótipo integra automação completa, monitoramento remoto por aplicativo e um software que ajusta as condições de cultivo conforme a necessidade das plantas. Segundo o estudante Karllos Avelar, a tecnologia permite reduzir intervenções manuais e aprimorar a eficiência produtiva, superando o modelo tradicional de estufas que dependem exclusivamente de manejo direto do agricultor. Entre os benefícios, estão maior retenção de umidade, redução de perdas e mitigação dos efeitos da salinidade, problema recorrente na região. O projeto também incorpora um banco de dados agrícola capaz de fornecer orientações personalizadas para cada espécie cultivada. De acordo com os estudantes, essa ferramenta facilita o trabalho de agricultores com pouca experiência técnica e contribui para decisões mais assertivas, aumentando o rendimento das plantações e reduzindo falhas ao longo do ciclo produtivo. A proposta ganhou destaque no Bahia Tech Experience, evento de inovação promovido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em parceria com o Sebrae. Com o bom desempenho na feira, o trio estuda registrar a patente da tecnologia e transformar a ideia em uma startup. A equipe já recebeu propostas de continuidade da pesquisa em instituições de ensino superior e avalia novas parcerias. Para a professora Izis Pollyanna, a participação dos jovens em projetos científicos estimula autonomia, pensamento crítico e capacidade de transformar problemas reais em soluções aplicáveis às comunidades rurais do território.