Por: Redação / Blog Sudoeste | ter, 12/05/2026 - 10:00
Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia, registrou 26 notificações suspeitas de dengue e três casos confirmados entre os dias 3 e 9 de maio, período correspondente à 18ª Semana Epidemiológica. Segundo o boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, não houve registro de hospitalizações ou óbitos decorrentes de arboviroses na última semana.
No acumulado de 2026, a cidade contabiliza 650 notificações de dengue, sendo que 508 são tratadas como casos prováveis. Até o momento, 20 casos foram confirmados, enquanto 284 seguem em investigação. Sobre a chikungunya, o município soma 52 notificações, com 49 casos prováveis ainda sob análise. O vírus zika registra apenas um caso confirmado no ano. Os bairros Jatobá, Lagoa das Flores I e Patagônia concentram o maior número de registros recentes.
A Secretaria de Saúde reforça que as ações de combate ao Aedes aegypti continuam com o monitoramento de focos e orientações à população. O órgão destaca a importância de eliminar depósitos de água parada e manter caixas d’água vedadas. Além dos cuidados domésticos, a vacinação contra a dengue segue disponível em todas as unidades de saúde para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos.
Em caso de sintomas como febre alta, dores no corpo ou manchas vermelhas, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima. Para denúncias ou informações sobre o combate ao mosquito, a população pode entrar em contato com o Centro de Controle de Endemias pelo telefone (77) 3229-3151.
Por: Redação / Blog Sudoeste | ter, 12/05/2026 - 00:00
Seis cidades baianas estão em situação de epidemia de dengue, segundo dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) nesta segunda-feira (11). Os municípios que apresentam transmissão acima do esperado são Alagoinhas, Campo Alegre de Lourdes, Maraú, Remanso, Santa Maria da Vitória e Uauá. Além destes, outras nove cidades estão em situação de risco e 49 permanecem em alerta.
Apesar dos focos, o estado apresenta uma redução de 41% no número de casos prováveis de dengue em comparação ao mesmo período de 2025. Até esta segunda-feira (11), foram notificados 10.162 casos e quatro óbitos em toda a Bahia, enquanto no ano anterior o registro somava 17.236 casos e cinco mortes.
Entre as cidades em epidemia, Alagoinhas decretou situação de emergência em saúde pública no dia 4 de maio. Entre janeiro e o final de abril, o município registrou 1.374 casos suspeitos de arboviroses, com 65 confirmações de dengue, 129 de chikungunya e quatro de zika. Os bairros com maior incidência na cidade são Jardim Petrolar, Centro e Teresópolis.
A prefeitura de Alagoinhas intensificou as visitas domiciliares e solicitou ao governo estadual o envio de carros fumacê para áreas com maior índice de infestação, como o Parque da Jaqueira. O decreto municipal, com validade de 30 dias, autoriza a limpeza de terrenos baldios, contratação de serviços emergenciais e campanhas educativas. A orientação das autoridades é que a população verifique possíveis focos de água parada e busque unidades de saúde ao apresentar sintomas como febre alta e dores articulares.
A Bahia registrou uma grande redução no número de casos de arboviroses em 2025, quando comparado ao ano anterior. Em 2025, foram notificados 32.715 casos prováveis de dengue no estado, enquanto em 2024, foram notificados 232.645, o que representa uma redução de 86%. Em relação à chikungunya, o estado contabilizou 2.562 casos prováveis em 2025, correspondendo a uma redução de 84,7% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram registrados 16.757 casos. Os indicadores de zika também apresentaram decréscimo: foram 305 casos em 2025, contra 1.192 no ano anterior, uma redução de 74,4%. Os óbitos por dengue também tiveram queda significativa. Em 2025, foram confirmados 14 óbitos, enquanto no mesmo período de 2024 o número chegou a 182, o que representa uma redução de 92,3%. Outro dado relevante é que o número de municípios em situação de epidemia foi zerado em 2025. Em 2024, eram seis. Para alcançar esses resultados, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), atuou em parceria com os municípios no enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti. Foram investidos cerca de R$ 32 milhões na aquisição de equipamentos, veículos para aplicação de fumacê (UBV pesado), kits para agentes de combate às endemias e insumos estratégicos, como medicamentos e materiais de prevenção, e campanhas educativas. A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, aponta a importância da atuação conjunta entre os governos federal, estadual e municipal para conter as arboviroses. “O Governo do Estado se colocou à disposição para apoiar todos os municípios. É preciso agora que cada ente continue fazendo a sua parte. As prefeituras devem garantir as ações na atenção primária, assegurar a limpeza urbana para eliminar criadouros e mobilizar a sociedade”, afirma. Mesmo com a redução dos casos, a diretora de Vigilância Epidemiológica do Estado, Márcia São Pedro, alerta que as medidas de prevenção e controle do vetor devem continuar. “É essencial eliminar possíveis criadouros como vasos de plantas e garrafas com presença de água parada, onde os mosquitos Aedes aegypti se proliferam”, afirmou. Márcia ainda destaca que há disponibilidade de vacinas para adolescentes de 10 a 14 anos.