O Ministério Público do Estado da Bahia deflagrou nesta quarta-feira a Operação Território Livre, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de exercer controle territorial e econômico sobre a prestação de serviços de internet no município de Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. A ação foi realizada de forma integrada com a Polícia Civil da Bahia e a Polícia Militar da Bahia, resultando no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Dias D’Ávila, Lauro de Freitas e Camaçari. As investigações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do MPBA, em conjunto com o Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc). Segundo os apurados, o grupo impunha regras a provedores locais por meio de ameaças, intimidações e cobranças ilícitas, restringindo a livre concorrência e interferindo no funcionamento de um serviço considerado essencial à população. De acordo com o Ministério Público, a organização atuava com estrutura hierarquizada e divisão clara de funções. O núcleo de liderança seria comandado por um homem atualmente foragido da Justiça, com mandados de prisão em aberto. Mesmo sem localização conhecida, ele manteria influência direta sobre o esquema, repassando ordens por intermédio de operadores. Outros integrantes desempenhavam papéis operacionais e financeiros, incluindo a cobrança de valores ilegais, a interlocução com as vítimas e a administração dos recursos obtidos. A investigação também apura possível participação de pessoas ligadas ao setor de internet que teriam repassado parte dos lucros ao grupo criminoso. A operação contou ainda com o apoio de unidades especializadas da Polícia Militar, entre elas o Batalhão Apolo, o Batalhão Gêmeos e a Rondesp Região Metropolitana de Salvador. As diligências seguem em andamento e o material apreendido será analisado para aprofundar as investigações.
A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu a líder de uma quadrilha suspeita de aplicar golpes de extorsão pela internet e ostentar uma vida de luxo nas redes sociais. De acordo com as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 600 mil em menos de seis meses e fez vítimas em mais de dez cidades. A ação faz parte da Operação Luxúria, iniciada após uma denúncia registrada na Delegacia de Vila Valério. Na ocasião, uma vítima relatou ter perdido cerca de R$ 30 mil após ser abordada por perfis falsos em aplicativos de relacionamento. A partir desse caso, os policiais identificaram outras ocorrências com o mesmo modo de atuação. Segundo a polícia, a líder da quadrilha utilizava perfis falsos para se aproximar das vítimas e, após ganhar confiança, passava a extorqui-las com ameaças de divulgar conversas, fotos e contatos para familiares. Em algumas situações, vídeos de execuções eram enviados como forma de intimidação. O grupo também utilizava contas bancárias de terceiros e realizava empréstimos em nome das vítimas. Mesmo sem vínculo formal de trabalho, a investigada publicava nas redes sociais fotos e vídeos em destinos turísticos de alto padrão, como Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, além de Maragogi e Jericoacoara, no Nordeste. Parte do dinheiro obtido com os crimes, segundo a investigação, foi usada recentemente para custear cirurgias plásticas da filha da suspeita. Durante a operação, foram apreendidos um veículo avaliado em cerca de R$ 120 mil, além de relógios, óculos, perfumes importados e dinheiro em espécie. A Justiça autorizou o cumprimento de três mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens, valores e a quebra do sigilo financeiro dos investigados.
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