O Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se na última quinta-feira (2) de forma contrária ao arquivamento de uma investigação contra o prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva, o Célio Vaqueiro. O órgão, por meio da Procuradoria Regional Eleitoral, exigiu que a Polícia Federal instaure imediatamente um inquérito para apurar supostos crimes de falsidade ideológica eleitoral, o chamado caixa dois, e irregularidades em licitações no município do Sudoeste da Bahia.
A medida ocorre após a Polícia Federal sinalizar a ausência de elementos mínimos para o prosseguimento do caso. O procurador eleitoral auxiliar, André Luiz Batista Neves, contestou a posição policial ao avaliar que novos materiais audiovisuais e auditorias financeiras apresentados pelo vereador Dilemardo Martins Cardoso Filho oferecem justa causa para a continuidade das diligências. Segundo o MPE, o prefeito declarou gastos de R$ 11.180,00 com uma empresa de eventos, enquanto estimativas de mercado apontam que a estrutura utilizada em comícios custaria entre R$ 107 mil e R$ 147 mil.
As investigações também miram uma suposta relação de reciprocidade entre a gestão municipal e a empresa contratada, que seria operada por um ex-prefeito da cidade, impedido de firmar contratos com o poder público. Entre os atos questionados estão uma dispensa de licitação de R$ 62 mil, feita sem publicação oficial, e um pregão de R$ 640 mil. O MPE solicitou o depoimento do atual gestor, do ex-prefeito suspeito e de servidores, além de perícias técnicas nas estruturas e provas digitais.
A reportagem não localizou a defesa do prefeito Célio Evangelista da Silva para comentar as acusações até a publicação desta matéria.




