Por: Redação / Blog Sudoeste | sáb, 13/06/2026 - 22:00
Uma jovem de 21 anos morreu neste sábado (13) em Limeira, no interior de São Paulo, após ser lançada de uma ponte durante a prática de "rope jumping", modalidade similar ao "bungee jumping". A vítima foi jogada da estrutura sem estar presa à corda de proteção. O caso ocorreu na conhecida Ponte do Esqueleto, local desativado há mais de 30 anos que frequentemente é alvo de praticantes de esportes radicais.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a jovem é carregada por dois instrutores antes do salto. O equipamento de segurança aparece no chão, solto, no momento em que ela é arremessada. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o Samu constatou o óbito no local e a Polícia Civil registrou a ocorrência. Seis pessoas ligadas à organização da atividade foram presas.
As empresas citadas nos uniformes dos instrutores, Entre Cordas e Ih Voei, não foram localizadas para comentar o caso. A prefeitura de Limeira afirmou que a responsabilidade pela fiscalização e controle de acesso à ponte é do governo federal e comunicou que pretende processar a União por omissão. Segundo o Executivo municipal, ofícios solicitando reforço na segurança da área vinham sendo enviados desde o início de 2025.
O local possui histórico de acidentes. Em abril de 2024, uma ciclista morreu ao cair da mesma estrutura e, em agosto do ano passado, outras duas pessoas ficaram feridas em um episódio semelhante. A área permanece sob investigação das autoridades locais para apurar as responsabilidades pela falha técnica que resultou na morte da jovem.
A manhã desta sexta-feira (7) foi marcada por uma das sessões mais comentadas do ano na Câmara de Vereadores de Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia. Em pauta, o Projeto de Lei nº 30/2025, de autoria do vereador Joseph Lima Ramos (Zé Pinha), que propõe a criação de um espaço público regulamentado para a prática do “grau”, modalidade em que motociclistas realizam manobras sobre uma roda, conhecida tecnicamente como wheeling. Apresentado como uma proposta de organização e segurança, o projeto dividiu opiniões no plenário e fora dele. O autor, vereador Zé Pinha, argumentou que o objetivo é retirar das ruas e rodovias uma prática que já existe e oferecer aos jovens um local adequado, seguro e supervisionado. “Esses meninos precisam de um espaço para o esporte deles. É melhor ter um lugar próprio do que arriscar vidas na BA. O projeto vem justamente para proteger e dar condições seguras para quem gosta da modalidade”, explicou. A discussão ganhou força após a fala do vereador Zeferino de Paula Lima Neto (Zifa), que adotou um tom mais crítico e provocou reações acaloradas no plenário e nas redes sociais. Ele destacou que, embora reconheça o “grau” como um esporte radical, o momento não é o mais adequado para a sua regulamentação. “Sou simpatizante dos esportes radicais, mas a cidade vive uma realidade delicada. Temos poucos ortopedistas e uma fila grande no SUS. O que acontece se um desses jovens se machuca? Quem paga essa conta é o município. A intenção do colega é boa, mas a proposta precisa ser amadurecida com responsabilidade”, afirmou. Zifa também mencionou o grupo Livramento City, que representa o município em encontros e eventos de motociclismo em cidades da região. Segundo o vereador, o grupo é formado por jovens dedicados, mas com pouca estrutura para garantir a segurança ideal. Ele defendeu um debate mais amplo com as secretarias de Saúde, Esportes e Segurança Pública, além de ouvir o Ministério Público e a Polícia Militar. Após as falas, vereadores que acompanharam o posicionamento pediram vista coletiva do projeto, o que suspende temporariamente a votação até que o texto seja reavaliado. O presidente da Câmara, Cidão Aracatu, acatou o pedido e ressaltou que o assunto deve retornar à pauta após estudos técnicos e diálogo com os órgãos competentes. Fora do plenário, o debate se espalhou rapidamente pelas redes sociais. Comentários contrários apontaram que o Legislativo deveria priorizar temas como saúde, educação e infraestrutura. “Tanta coisa importante pra resolver, e vão gastar tempo com isso?”. Já defensores da proposta consideraram que o projeto representa um avanço. “É melhor criar um espaço próprio do que deixar os jovens fazendo isso nas ruas”, comentou um seguidor. Outro completou: “Quem critica é o mesmo que reclama quando alguém empina moto na avenida”. Ao Blog Sudoeste, integrantes do grupo Livramento City afirmaram que o “grau” é um esporte legítimo e que a proposta pode representar um avanço na inclusão e valorização da juventude. “Muitos acham que é bagunça, mas pra gente é esporte. Queremos um espaço seguro, como o campo é pro futebol. Nosso objetivo é praticar com responsabilidade e tirar jovens das ruas”, disseram. O projeto segue em tramitação na Câmara e voltará a ser discutido após as análises jurídicas e técnicas. A prática do “grau” é proibida em vias públicas, conforme o Código de Trânsito Brasileiro, e o texto em discussão busca apenas instituir um espaço específico e controlado para sua prática esportiva.