Dois homens foram condenados nesta quinta-feira (7) pelo assassinato do estudante de biologia Micael Costa Almeida, de 30 anos, ocorrido em abril de 2023, em Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia. A vítima foi atacada com golpes de faca e enxada, teve o corpo colocado no próprio carro e incendiado próximo ao Conjunto Penal da cidade. Daniel Almeida Santos, de 35 anos, recebeu pena de 18 anos de prisão por homicídio qualificado. Ele desferiu golpes de faca no pescoço da vítima, conduziu o veículo até o local isolado e participou da queima do corpo. Já Cairo dos Anjos Barbosa, de 23 anos, foi condenado a 12 anos de reclusão. Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), ele golpeou Micael com uma enxada e, pilotando uma moto, acompanhou Daniel até o ponto onde o crime foi finalizado. De acordo com a sentença, Micael teria sido morto após um desentendimento durante um churrasco no sítio “Moto Clube Abutres”, na zona rural da cidade. Testemunhas relataram que a vítima teria sido considerada “inconveniente” pelos presentes, inclusive por suposto assédio. A festa reunia amigos, bebidas alcoólicas e drogas ilícitas. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) apontou que Cairo inicialmente recusou participar das agressões, mas foi coagido por Daniel a atacar a vítima. O caso chocou a comunidade acadêmica da Uesb e moradores da região pelo grau de violência e crueldade.
A estudante universitária Dayane de Jesus Barbosa, de 22 anos, morreu após sofrer um mal súbito enquanto treinava em uma academia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, na noite de terça-feira (20). Dayane cursava Relações Internacionais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a jovem se senta em um aparelho de musculação, passa mal e desmaia. Outros frequentadores tentaram prestar socorro, mas, segundo a Polícia Civil, a academia não possuía um desfibrilador externo automático (DEA), equipamento obrigatório por lei municipal desde 2022. A ausência do aparelho dificultou as tentativas de reanimação até a chegada do atendimento médico. A academia foi interditada para investigação. Segundo a polícia, o local também estava com a licença sanitária vencida. A 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana apura se a falta do desfibrilador pode ter influenciado no desfecho do caso e investiga possíveis irregularidades administrativas do estabelecimento. Amigos da vítima informaram que Dayane tinha histórico de problemas cardíacos, mas realizava acompanhamento médico e mantinha exames atualizados. O caso gerou grande comoção nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a obrigatoriedade de equipamentos de emergência e protocolos de segurança em academias. O Instituto de Relações Internacionais e Defesa da UFRJ decretou luto oficial de três dias e manifestou pesar pela morte da estudante.
Na noite da última quarta-feira (27), um estudante de uma escola estadual em Caetité, no sudoeste da Bahia, foi violentamente agredido por cinco colegas na Praça Jairo Pontes, próxima ao Ginásio de Esportes Professor Hélio Negreiros. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a vítima é cercada e atacada com socos e pontapés, enquanto tenta se defender. Não se sabe qual teria sido a motivação da confusão. Segundo informações a família da vítima vai registrar o caso na Delegacia Territorial de Caetité. Os agressores poderão responder por ato infracional análogo a lesão corporal, conforme o Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Comentários