O governo dos Estados Unidos retirou o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes da lista de pessoas sancionadas pela Lei Magnitsky. A decisão foi comunicada nesta sexta-feira (12) pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro norte-americano. Além de Moraes, também foram excluídos da lista a esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o Instituto Lex, entidade ligada à família. As sanções haviam sido impostas no fim de julho pelo governo do então presidente Donald Trump. Em setembro, o nome de Viviane também havia sido incluído. A Lei Magnitsky é um instrumento da legislação dos Estados Unidos que permite a aplicação de sanções unilaterais a pessoas acusadas de violações de direitos humanos. As medidas incluem bloqueio de bens e contas em território norte-americano, além da proibição de entrada no país. Ao anunciar as sanções, o Departamento do Tesouro havia acusado Alexandre de Moraes de violar a liberdade de expressão e autorizar prisões consideradas arbitrárias, citando decisões relacionadas ao julgamento da tentativa de golpe de Estado no Brasil e medidas contra empresas de mídia social dos Estados Unidos. Com a nova decisão, todas as restrições foram oficialmente revogadas.
O governo dos Estados Unidos retirou tarifas de 40% que incidiam sobre diversos produtos brasileiros, entre eles carne bovina, café, frutas, bebidas e petróleo. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (20) e representa um avanço nas negociações entre os dois países, com impacto direto no agronegócio e em setores da indústria nacional. A medida foi formalizada por ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump. O documento aponta que o recuo nas tarifas ocorreu após tratativas diretas entre Trump e o presidente Lula, que discutiram a revisão das cobranças impostas anteriormente ao Brasil. A suspensão amplia um movimento iniciado na semana passada, quando o governo norte-americano já havia eliminado uma tarifa de 10% aplicada a parte dos alimentos exportados pelo país. A expectativa é de que a retirada das taxas melhore a competitividade dos produtores brasileiros e fortaleça o fluxo comercial entre as duas nações.
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