A Justiça acatou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) e abriu ação penal contra um funcionário do Hospital Municipal Professor Magalhães Neto, em Brumado, no sudoeste da Bahia, por intolerância religiosa. Segundo o MPE, o episódio ocorreu em 19 de julho de 2024, quando um colega solicitou que o volume do rádio fosse aumentado para acompanhar um programa ligado à umbanda. O denunciado teria se recusado, associando religiões de matriz africana ao “mal” e ao “satanismo”. Ele ainda citou um pai-de-santo conhecido na cidade e proferiu ofensas pessoais, sugerindo que o religioso “pratica ações malignas”. Dois funcionários do hospital confirmaram em depoimento o caráter discriminatório das declarações. O acusado nega as acusações. Além da responsabilização criminal, o Ministério Público requer indenização mínima de R$10.000 à vítima pelos danos morais sofridos.
A Polícia Civil da Bahia indiciou um homem por injúria racial, intolerância religiosa e injúria comum após investigações conduzidas pela 1ª Delegacia Territorial de Vitória da Conquista, no sudoeste do estado. De acordo com a polícia, o suspeito utilizava um perfil falso no Instagram para publicar comentários ofensivos e discriminatórios contra uma vítima, atacando sua raça, cor e crença religiosa. As mensagens continham ofensas à dignidade da vítima e manifestações de preconceito direcionadas à religião de matriz africana praticada por ela. Com o uso de técnicas de investigação cibernética, os policiais conseguiram identificar o autor dos ataques, que foi interrogado e formalmente indiciado pelos crimes. O inquérito já foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário, que dará andamento às providências legais cabíveis.
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