Por: Redação / Blog Sudoeste | ter, 12/05/2026 - 13:00
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), desafiou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) para um debate público sobre os problemas do estado. Em entrevista à Rádio Sociedade nesta terça-feira (12), Neto afirmou que o petista estaria sendo "escondido" por seu próprio grupo político, acusando os aliados de tentarem blindá-lo na Região Metropolitana de Salvador.
Segundo Neto, o grupo governista tenta repetir a estratégia de 2022, quando Jerônimo teria se "escondido" do debate eleitoral. O pré-candidato do União Brasil declarou que vai manter o foco da discussão no atual governador, sem entrar em confronto direto com o ex-ministro Rui Costa ou o senador Jaques Wagner. "Eu vou debater com Jerônimo Rodrigues", pontuou.
O ex-prefeito criticou ainda a ausência do governador nas peças de propaganda do PT. "Na propaganda do PT que está no ar, é impressionante: o governador não aparece. Quando alguma crítica é feita, quem responde é Rui Costa, é Jaques Wagner", afirmou Neto. Ele concluiu que o objetivo seria "esconder as limitações" de Jerônimo, que, diferentemente da eleição anterior, agora é governador há quatro anos.
Neto também citou a suposta vontade de Rui Costa de disputar o governo no lugar de Jerônimo, mencionando "intrigas" no grupo governista. Ele reiterou o desafio para uma série de debates públicos antes do início oficial da campanha, convidando o governador a definir local, horário e tema para o confronto de ideias.
Por: Alan Rich / Blog Sudoeste | qua, 29/04/2026 - 12:00
Os ex-governadores da Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner, aparecem na liderança da disputa pelas duas vagas ao Senado no estado, segundo levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira (29). A pesquisa ouviu 1.200 eleitores em todo o território baiano entre os dias 23 e 27 de abril.
No cenário de intenção de voto, Rui Costa registra 24%, seguido por Jaques Wagner com 22%. Na sequência, aparecem João Roma (PL), com 9%, e Angelo Coronel (Republicanos), com 6%. Os candidatos Delliana Ricelli aparece com 1% e Marcelo Santtana não pontuou. O índice de brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar soma 22%, enquanto 16% dos entrevistados estão indecisos ou não souberam responder.
O levantamento também aponta que 50% dos eleitores já definiram o voto para o Senado, enquanto 47% admitem que ainda podem mudar de escolha até o dia do pleito. Sobre o alinhamento político, 47% dos entrevistados preferem candidatos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 15% optam por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e 33% demonstram preferência por nomes independentes.
A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, apresenta margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança é de 95% e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-03657/2026.
Por: Alan Rich / Blog Sudoeste | seg, 27/04/2026 - 16:00
O ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, voltou ao centro do debate político estadual nesta segunda-feira (27), ao conceder entrevista à Rádio Metrópole. O posicionamento, visto como um movimento calculado de articulação, abordou temas que definem o tabuleiro da sucessão de 2026, incluindo a relação com o governador Jerônimo Rodrigues e o enfrentamento com a oposição.
Ao citar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ACM Neto, Rui reforçou que o embate eleitoral já está em curso, sinalizando que pretende manter presença ativa no confronto direto. No campo interno, o ex-governador enfatizou a importância da relação com Jerônimo Rodrigues, indicando que a construção das alianças e a definição da chapa majoritária passam, obrigatoriamente, pelo alinhamento entre as principais lideranças do grupo governista.
Rui também destacou sua atuação política em regiões estratégicas, como a Chapada Diamantina, reafirmando sua capilaridade no interior. Sobre os rumores de divergências com o senador Jaques Wagner, o ex-ministro buscou afastar qualquer narrativa de divisão, defendendo a unidade da base como fator essencial para a manutenção do projeto político estadual nas próximas eleições.
A leitura entre interlocutores é de que a entrevista funcionou como um gesto de reposicionamento. Mesmo sem cargo no Executivo, Rui Costa reafirma seu papel como peça central nas articulações para 2026, enviando mensagens claras à oposição, ao seu próprio grupo e ao eleitorado sobre a continuidade de sua influência no desenho da disputa baiana.
Uma empresa em nome de Bonnie de Bonilha, nora do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), recebeu pagamentos do Banco Master por serviços ligados à prospecção de operações de crédito consignado. As informações foram divulgadas pela coluna de Milena Teixeira, do Metrópoles, nesta quarta-feira (18).
Segundo a publicação, o contrato foi firmado por meio da BK Financeira, empresa criada em 2021 e da qual Bonnie é sócia do advogado Moisés Dantas. À coluna, ele confirmou a sociedade e o vínculo com a instituição financeira, afirmando que o serviço prestado foi de prospecção e indicação exclusiva de operações e convênios de crédito consignado.
Ainda de acordo com o advogado, todos os valores recebidos foram formalizados por nota fiscal, com balanços e extratos disponíveis às autoridades. Bonnie, que é estudante de psicologia, formada em direito e também atua como florista, é casada com Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado de Jaques Wagner.
Procurado, Wagner afirmou que jamais participou de intermediação ou negociação em favor da empresa citada e disse que cabe exclusivamente à companhia esclarecer suas atividades e contratos. A coluna também informou que Bonnie é proprietária da BN Representações, registrada atualmente para serviços de desenvolvimento e licenciamento de programas de computador. Até 26 de janeiro deste ano, a empresa atuava no comércio de flores e tinha outro nome empresarial.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que deixará o cargo no fim de março para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. A declaração foi feita nesta segunda-feira (26), durante visita ao município de Maracás, no Vale do Jiquiriçá. Na ocasião, Rui Costa afirmou que a chapa majoritária governista na Bahia deverá ser composta pelo governador Jerônimo Rodrigues, que tentará a reeleição, e pelo senador Jaques Wagner, que também disputaria o Senado. O ministro não incluiu o senador Angelo Coronel na formação apresentada. A declaração provocou repercussão no meio político. Angelo Coronel, filiado ao PSD, tem reafirmado publicamente que será candidato à reeleição. Já o senador Otto Alencar garantiu que Coronel terá legenda para concorrer ao Senado, mesmo que fora da chapa governista. As falas de Rui Costa contrastam com a postura adotada por Jerônimo Rodrigues, que tem evitado tratar a composição como fechada. O governador afirma que as negociações seguem em andamento e não descarta, de forma pública, a permanência de Angelo Coronel no arranjo político. Jaques Wagner, por sua vez, já sinalizou preferência por uma chapa formada apenas por nomes do PT, mas também reconhece que o processo de articulação ainda não foi concluído. Nos bastidores, a expectativa é de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participe diretamente das negociações, o que pode ser decisivo para a definição final da chapa. O evento em Maracás, que contou com a inauguração de uma escola de tempo integral, foi interpretado por aliados como uma demonstração de unidade do núcleo petista no estado, apesar das ausências de Angelo Coronel e Otto Alencar. O cenário para as eleições de 2026 na Bahia segue marcado por articulações e disputas internas dentro da base governista.
Por: Bahia.ba | qui, 22/01/2026 - 23:00
O deputado estadual Nelson Leal acionou a Justiça contra o senador Jaques Wagner após a divulgação de uma pesquisa eleitoral falsa sobre a disputa das eleições de 2026. A declaração do petista foi feita durante entrevista à TV Baiana, nesta quarta-feira (21). Na ocasião, o senador atribuiu ao instituto AtlasIntel um suposto levantamento que indicaria vitória do governador Jerônimo Rodrigues ainda no primeiro turno. “Atlas/Intel fez uma pesquisa, deve ser recente desta semana, dando as possibilidades de Jerônimo ganhar no primeiro turno com 54% dos votos”, afirmou Wagner. Após a repercussão, o próprio instituto negou a existência da pesquisa citada. Em declaração ao Correio, o chefe de Risco Político e Análise Política da AtlasIntel, Yuri Sanches, afirmou que o levantamento mencionado não foi realizado. Diante da negativa oficial, Nelson Leal reagiu e anunciou que adotaria medidas judiciais contra o senador. “É uma irresponsabilidade dupla, pois ele é senador da República e líder do governo. Espalhar fake news é crime. Passou um tempão falando que o ex-presidente Bolsonaro propagava fake news e agora faz isso em entrevista. Isso mostra o desespero deles”, declarou. O parlamentar também ressaltou que a legislação prevê punições para a divulgação de informações falsas, especialmente quando praticadas por agentes públicos no exercício do mandato. “Estou entrando com processo contra ele. Está na lei: aquele que difunde fake news poderá ser responsabilizado por crimes contra a honra, por exemplo. Os que exercem mandatos eletivos, como Wagner, podem ser responsabilizados por crime de responsabilidade”, completou.
O núcleo político do governo da Bahia já definiu, nos bastidores, a composição da chapa que deve disputar as eleições de 2026. O governador Jerônimo Rodrigues deve concorrer à reeleição ao lado dos senadores Jaques Wagner e Rui Costa, que seriam os candidatos ao Senado Federal. A articulação é tratada como consolidada entre integrantes do chamado núcleo duro governista. A formação, classificada internamente como “puro-sangue”, conta com o aval do senador Otto Alencar e teria o incentivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vê o Nordeste como estratégico para ampliar a bancada de esquerda no Senado. A avaliação no Palácio do Planalto é de que a Bahia tem potencial para eleger dois senadores do PT. A composição é considerada a mais competitiva para enfrentar a oposição em 2026, liderada por ACM Neto, com apoio do bolsonarismo e a provável candidatura de João Roma ao Senado. Apesar da definição interna, o governo evita tratar do tema publicamente. A principal preocupação é manter na base o senador Angelo Coronel, que ficaria fora da disputa pela reeleição ao Senado com a chapa definida. Integrantes do governo discutem alternativas para evitar um racha, como ampliar o espaço do PSD na composição majoritária. Entre as possibilidades avaliadas está a indicação do deputado federal Diego Coronel para a vaga de vice-governador. Outra hipótese envolve acordos futuros, como a suplência nas candidaturas ao Senado, condicionadas a cenários nacionais e à eventual reeleição de Lula. Além do PSD, o governo também precisa equacionar a situação do MDB, que atualmente ocupa a vice-governadoria com Geraldo Júnior. A manutenção da unidade da base depende de novas negociações para acomodar os partidos aliados. Mesmo diante das incertezas, lideranças petistas e do PSD avaliam que a base governista deve permanecer unida até 2026. Nos bastidores, porém, não é descartada a possibilidade de mudanças no alinhamento político ao longo do processo eleitoral.