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Júri popular absolve cigano acusado de matar dois policiais em Vitória da Conquista em 2021

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Júri popular absolve cigano acusado de matar dois policiais em Vitória da Conquista em 2021
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Conselho de Sentença absolveu, na quinta-feira (14), Rodrigo da Silva Matos, acusado de participar do assassinato de dois policiais militares no distrito de José Gonçalves, em Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia. A decisão, tomada por quatro votos a um, rejeitou a denúncia do Ministério Público e marca um desdobramento importante em um dos casos mais emblemáticos contra a segurança pública da região. Rodrigo, que estava preso no Conjunto Penal de Vitória da Conquista desde 2021, aguarda a expedição do alvará de soltura.


O crime ocorreu no dia 13 de julho de 2021, quando o tenente Luciano Libarino Neves, de 34 anos, e o soldado Robson Brito de Matos, de 30, foram mortos a tiros durante uma diligência. Na época, a Delegacia de Homicídios concluiu que a ação foi executada por dez integrantes de uma família cigana. A defesa de Rodrigo sustentou durante o julgamento, realizado no Fórum João Mangabeira, que o réu não teve participação no fato, alegando que ele foi atingido por um disparo enquanto consertava uma cerca nas proximidades e perdeu a consciência.


O episódio desencadeou, na ocasião, uma sequência de confrontos entre a polícia e membros da família apontada como responsável. Ao longo de julho de 2021, sete pessoas do grupo morreram em ações policiais em cidades como Itiruçu e Anagé. A série de episódios gerou, à época, críticas do Instituto Cigano do Brasil, que denunciou supostas represálias generalizadas contra a comunidade cigana na Bahia. O caso foi acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar por determinação da Secretaria de Segurança Pública.

Sete policiais militares vão a júri popular acusados de homicídio e ocultação de cadáver

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Sete policiais militares vão a júri popular acusados de homicídio e ocultação de cadáver
Foto: Reprodução

Sete policiais militares acusados de envolvimento na morte de Geovane Mascarenhas de Santana serão submetidos a júri popular na próxima segunda-feira (27), a partir das 8h, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Os réus Cláudio Bonfim Borges, Jesimiel da Silva Resende, Daniel Pereira de Sousa Santos, Alan Morais Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano, Roberto dos Santos Oliveira e Jailson Gomes Oliveira respondem por homicídio qualificado, sob acusação de motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.


O crime ocorreu em 2 de agosto de 2014. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), Geovane Mascarenhas pilotava sua motocicleta quando foi abordado por uma guarnição da Polícia Militar. A vítima foi conduzida na viatura, junto com o veículo, até a Rua Luiz Maria, sendo levada posteriormente para o local onde foi assassinada.


O MPBA aponta que, após o homicídio, os policiais atearam fogo no corpo da vítima para ocultar o cadáver, abandonando os restos mortais no Parque São Bartolomeu. Os denunciados também são acusados de roubo qualificado, por terem subtraído a motocicleta e o aparelho celular de Geovane Mascarenhas. Com exceção de Jailson Gomes Oliveira, todos os outros seis policiais também respondem pelo crime de ocultação de cadáver.


A denúncia do Ministério Público afirma que os policiais agiram para impossibilitar qualquer reação da vítima, mantendo-a sob custódia sem justificativa legal até o momento da execução. O julgamento é um dos desdobramentos de um dos casos de violência policial de maior repercussão no estado.

Após quase cinco anos Tribunal do Júri condena Rafael a 22 anos e 5 meses pela morte de Sashira

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Após quase cinco anos Tribunal do Júri condena Rafael a 22 anos e 5 meses pela morte de Sashira
Foto: Reprodução/Acorda Cidade

Após cerca de 19 horas de julgamento, o Tribunal do Júri condenou Rafael de Souza Lima a 22 anos e 5 meses de prisão, em regime fechado, pela morte da jovem Sashira Camilly Cunha Silva. A sentença foi proferida pela juíza Márcia Simões no Fórum Desembargador Filinto Bastos, em Feira de Santana, onde o julgamento foi realizado após o desaforamento do processo. O crime ocorreu em 15 de setembro de 2021, em Vitória da Conquista, mas o júri foi transferido de comarca diante da forte comoção social e do risco à imparcialidade do Conselho de Sentença. A decisão atendeu a pedido fundamentado durante a fase processual. Os jurados acolheram integralmente a tese do Ministério Público e da assistência de acusação, reconhecendo o homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além da qualificadora do feminicídio e do crime de ocultação de cadáver. A condenação seguiu exatamente os termos sustentados em plenário. De acordo com a acusação, o crime foi premeditado. Rafael teria atraído a ex-namorada até uma lanchonete, onde a jovem teria ingerido bebida supostamente adulterada. A investigação aponta que, posteriormente, ela foi atacada com golpes de arma branca e também submetida a estrangulamento. O laudo pericial indicou múltiplas lesões, inclusive ferimentos compatíveis com tentativa de defesa. Após o assassinato, o corpo foi levado para a zona rural de Planalto, onde foi abandonado. O veículo da vítima também foi deslocado para outro município, numa tentativa de dificultar as investigações. Segundo o Ministério Público, o carro seria negociado para quitar dívidas relacionadas à execução do crime. Durante o julgamento, os advogados assistentes de acusação destacaram que o reconhecimento de todas as qualificadoras reforça o enquadramento do caso como feminicídio. A defesa ainda pode recorrer da decisão. Outros dois denunciados como coautores ainda serão julgados. Um deles permanece preso e o outro responde ao processo em liberdade. A condenação encerra uma etapa de um caso que marcou Vitória da Conquista e ganhou repercussão estadual, tornando-se símbolo do enfrentamento à violência contra a mulher.

Após quase cinco anos Tribunal do Júri condena Rafael a 22 anos e 5 meses pela morte de Sashira
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Júri do caso Sara Freitas é adiado após defesa abandonar plenário em Dias D’Ávila

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Júri do caso Sara Freitas é adiado após defesa abandonar plenário em Dias D’Ávila
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O julgamento dos três homens acusados pelo assassinato da cantora gospel Sara Freitas foi adiado nesta terça-feira (25). O júri popular, que aconteceria mais de dois anos após o crime, foi suspenso depois que a defesa dos réus deixou o plenário alegando falta de condições estruturais no Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, em Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. Ainda não há nova data definida para a sessão. Os advogados solicitaram que o julgamento seja transferido para o Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. O defensor Otto Lopes afirmou que o local não oferecia condições físicas e de segurança para uma sessão que poderia durar até três dias e envolver três réus, mais de 11 advogados e os jurados. Ele declarou que nem o Ministério Público tinha espaço suficiente para atuar no plenário, o que, em sua avaliação, comprometia a imparcialidade. Também relatou que os réus chegaram ao fórum sob gritos de acusação, o que, segundo ele, afetaria a neutralidade do julgamento. O promotor Aldo Rodrigues, do Ministério Público da Bahia, criticou a postura dos advogados e classificou a atitude como falta de respeito ao Judiciário e à população de Dias D’Ávila. A cantora Sara Freitas foi morta em (24/10/2023). Em (04/2025), o ex-motorista de aplicativo Gideão Duarte foi condenado a 20 anos e 4 meses de prisão por levar a vítima ao local onde seria atacada. Os demais acusados, Ederlan Santos Mariano, marido e apontado como mandante, Weslen Pablo Correia de Jesus, identificado como executor, e Victor Gabriel Oliveira Neves, suspeito de imobilizar a vítima, seguem presos aguardando julgamento. Eles admitiram ter recebido parte dos 2 mil reais pagos pelo mandante. As investigações indicaram que Ederlan Mariano planejou o crime, Gideão Duarte conduziu a vítima até a área onde seria morta, Victor Gabriel segurou Sara durante a ação e Weslen Pablo desferiu os golpes que provocaram a morte. O Ministério Público denuncia o grupo pelos crimes de feminicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de ocultação de cadáver e associação criminosa. Outro envolvido, identificado como cantor Davi Oliveira, teria recebido 200 reais por ter conhecimento do plano, embora não tenha participado diretamente da execução.

Ex-vereador acusado de envolvimento no desaparecimento de jovem grávida em Barra da Estiva vai a júri popular em Brumado

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Ex-vereador acusado de envolvimento no desaparecimento de jovem grávida em Barra da Estiva vai a júri popular em Brumado
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ex-vereador Valdnei da Silva Caires, conhecido como Bô, será julgado por júri popular nesta quinta-feira (16), em Brumado, no sudoeste da Bahia. Ele é acusado de envolvimento no desaparecimento de Beatriz Pires da Silva, de 25 anos, que estava grávida do segundo filho. Beatriz foi vista pela última vez em 11 de janeiro de 2023, quando entrou em um carro do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade de Barra da Estiva. O veículo, segundo a polícia, era usado com frequência por Valdnei, que na época ainda exercia o mandato de vereador. De acordo com as investigações, a jovem teria contado à mãe que viajaria com o pai do bebê, cuja identidade nunca foi revelada. Durante o inquérito, a polícia confirmou que Beatriz e o político mantinham um relacionamento. Em junho de 2023, Valdnei foi preso preventivamente sob a acusação de homicídio qualificado, e no mês seguinte, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) o denunciou por feminicídio. Segundo o órgão, o crime teria sido motivado pela resistência do ex-vereador em ter o nome exposto como pai da criança, já que ele “gozava de grande prestígio político no município”. O corpo de Beatriz nunca foi localizado, mas a investigação reuniu provas materiais e testemunhais que apontam o ex-parlamentar como responsável pelo desaparecimento. Após a prisão, Valdnei teve o mandato cassado em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Barra da Estiva, em decisão unânime dos vereadores.
Quem é Valdnei “Bô”?
Valdnei da Silva Caires tem 56 anos, é agricultor e foi eleito vereador de Barra da Estiva por quatro mandatos consecutivos, o primeiro em 2008 pelo PCdoB, e o último, em 2020, pelo Progressistas (PP). Nas últimas eleições, declarou à Justiça Eleitoral R$ 673 mil em bens, incluindo duas fazendas, dois carros e uma casa. Em 2023, chegou a presidir a Câmara Municipal, mas renunciou ao cargo durante as investigações.

Iuri Sheik vai a júri popular nesta terça-feira acusado de matar empresário William Oliveira na Bahia

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Iuri Sheik vai a júri popular nesta terça-feira acusado de matar empresário William Oliveira na Bahia
Foto: Reprodução

O influenciador digital baiano Iuri Santos Abrão, conhecido como Iuri Sheik, será julgado em júri popular nesta terça-feira (20), em Santo Antônio de Jesus, no recôncavo da Bahia, pelo assassinato do empresário William Oliveira, ocorrido em junho de 2019. O julgamento acontece quase seis anos após o crime, que ganhou grande repercussão no estado. Segundo as investigações, William Oliveira, de 28 anos, foi baleado por Iuri Sheik durante uma festa do tipo "paredão", realizada no centro da cidade, após um desentendimento entre os dois. Testemunhas relataram que a vítima teria se recusado a cumprimentar o influenciador, o que teria motivado o crime. Sheik deixou o local, retornou de carro, sacou uma arma e disparou duas vezes contra William, que foi socorrido, passou por cirurgia, mas morreu dois dias depois no Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus. Após o crime, Iuri Sheik ficou foragido por três dias e se apresentou à polícia em Salvador, onde teve a prisão preventiva decretada. Ele permaneceu detido por cerca de um ano e cinco meses no Complexo Penitenciário da Mata Escura, sendo solto em 2020 após habeas corpus concedido pela Justiça. Desde então, aguardava o julgamento em liberdade. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) sustenta que o crime foi motivado por motivo fútil e pede a condenação do réu por homicídio qualificado. A defesa de Iuri Sheik nega que ele tenha atirado na vítima e afirma que irá apresentar sua versão dos fatos durante o júri. William Oliveira era empresário, ex-sócio da banda Black Style, e deixou três filhas pequenas. O caso mobilizou familiares e amigos da vítima, que esperam a condenação do acusado após quase seis anos de espera por Justiça. O júri popular acontecerá no Fórum Desembargador Wilde Oliveira Lima, em Santo Antônio de Jesus.

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