A investigação sobre a morte do soldado da Rondesp Sul, Maurício Dantas dos Santos, de 36 anos, ganhou um novo desdobramento após o homem apontado como suspeito do crime contestar a acusação e apresentar uma versão diferente sobre o confronto ocorrido em Ilhéus, no Sul da Bahia.
Kauan de Jesus Ferreira, que teve o nome associado ao caso pelas autoridades e em redes sociais, nega ter efetuado o disparo que atingiu o policial. Por meio de sua defesa, ele afirma que não estava no local do incidente. Para sustentar a tese, foram disponibilizados à Polícia Civil dados de geolocalização do aparelho celular, histórico de deslocamentos e informações de testemunhas.
O delegado Helder Carvalho, do Núcleo de Homicídios da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), recebeu o suspeito, que se apresentou espontaneamente com advogado para prestar depoimento por videoconferência. O conteúdo da oitiva permanece sob sigilo, conforme as normas da investigação em curso.
A Polícia Civil agora deve confrontar os elementos apresentados pela defesa com laudos balísticos, imagens de câmeras de segurança e outros dados telefônicos. A perícia técnica será fundamental para verificar a precisão dos registros de localização e determinar se são compatíveis com a cena do crime.
O soldado Maurício Dantas foi baleado durante uma intervenção policial no distrito do Couto. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital Regional Costa do Cacau, mas não resistiu aos ferimentos após sofrer paradas cardiorrespiratórias. Paralelamente à investigação criminal, a Polícia Militar instaurou um procedimento administrativo para apurar a atuação da equipe envolvida na ocorrência.




