O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu uma queda enquanto caminhava e apresentou traumatismo craniano leve, informou nesta quarta-feira (7) o médico Brasil Caiado, que integra a equipe que atende o ex-presidente. Ele havia sido autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a deixar a cela na Superintendência da Polícia Federal (PF). “Na madrugada de ontem [terça-feira], o presidente apresentou uma queda dentro de seu quarto da superintendência. Inicialmente, nós pensamos que fosse uma queda da cama, mas, posteriormente, conversando com ele, relembrando fatos, isso nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu”, explicou Caiado à imprensa. Após a avaliação médica, Bolsonaro retornou à Superintendência da PF, que fica próxima ao hospital. Um boletim divulgado pelo DF Star confirmou o traumatismo craniano leve, sem necessidade de intervenção complexa. “Foi evidenciado nos exames de imagem leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica. Deverá seguir cuidados clínicos conforme definição da equipe médica assistente”, detalhou o cirurgião geral Claudio Birolini, responsável pelo relatório. O médico Brasil Caiado também apontou que a queda pode estar relacionada a episódios de desorientação provocados pela interação de diferentes medicamentos.”Há uma suspeita inicial e nós já havíamos imaginado, que possa ser a interação de medicamentos. O presidente faz uso de vários medicamentos para tratamento da crise de soluços. Se esses quadros forem recorrentes, colocam o presidente em uma zona de maior risco”, explicou.
O médico Luiz Carlos Leite de Souza, de 80 anos, foi encontrado morto em sua residência na manhã da quinta-feira (21), no bairro Jardim das Hortênsias, em Itabuna, no sul da Bahia. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou o óbito no local e acionou o Departamento de Polícia Técnica (DPT) para a remoção do corpo. As circunstâncias da morte ainda não foram divulgadas. Luiz Carlos havia sido condenado em fevereiro deste ano por injúria racial contra uma auditora da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). Durante uma auditoria na Maternidade Otaciana Pinto, o obstetra fez comentários racistas ao afirmar que a auditora, uma mulher negra, era "bonita por ter sangue branco". Ele foi preso em flagrante e sentenciado a quatro anos e dois meses de prisão em regime fechado pela 2ª Vara Criminal de Itabuna. Após cumprir parte da pena no Conjunto Penal de Itabuna, o médico obteve habeas corpus no dia 5 de novembro. A decisão judicial determinava que ele permanecesse em recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 6h, além de proibir qualquer contato com a vítima ou testemunhas do caso. A morte do médico ocorre pouco tempo após sua condenação e liberação sob restrições judiciais. O caso gerou grande repercussão na cidade e no estado, especialmente devido à gravidade das acusações e ao histórico do obstetra. Além do crime de injúria racial, Luiz Carlos enfrentava outras denúncias, incluindo agressão contra uma adolescente e cobrança indevida para partos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As autoridades investigam as circunstâncias da morte.
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