29 de março de 2026

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Comunidade Quilombola da Rocinha sediará o I Festival Literário Quilombola de Livramento

04/03/2026 - 08:00
Comunidade Quilombola da Rocinha sediará o I Festival Literário Quilombola de Livramento
Foto: Divulgação/Ascom

O Território Sagrado da Comunidade Quilombola da Rocinha, em Livramento de Nossa Senhora, sediará, nos dias 20, 21 e 22 de março de 2026, o I Festival Literário Quilombola de Livramento. Com o tema “O Movimento Ancestral em Todos os Cantos”, o evento será realizado sempre das 16h às 22h e reunirá uma programação diversificada voltada à valorização da cultura, da identidade e da memória dos povos quilombolas. Mais do que um festival literário, a iniciativa se consolida como um espaço de interesse público, cultural, educacional e social. O projeto nasce inspirado na força da ancestralidade quilombola, marcada pela resistência, pela resiliência e pela preservação de saberes que compõem parte fundamental da formação histórica e cultural do Brasil. Durante os três dias de programação, o público poderá participar de debates, rodas de conversa e atividades que destacam o protagonismo dos povos tradicionais, além de temas como educação escolar quilombola, preservação ambiental e fortalecimento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade étnico-racial. A programação contará ainda com oficinas, lançamentos de livros, exibição de documentários, tendas temáticas, apresentações de trabalhos e diversas atrações culturais que evidenciam os saberes e fazeres ancestrais presentes nas comunidades quilombolas. O festival também se propõe a fortalecer a educação como instrumento de transformação social, incentivando o diálogo comunitário e ampliando espaços de escuta, representatividade e construção coletiva. Ao ocupar o território com palavras, memórias e expressões artísticas, o evento reafirma o compromisso com a valorização da cultura quilombola e com a construção de perspectivas futuras ancoradas na memória e na resistência. De acordo com a organização, a realização do festival representa ainda uma ação concreta de enfrentamento à invisibilidade histórica, ao racismo estrutural e às desigualdades que impactam de forma mais intensa as populações negras. A iniciativa surge com o propósito de ampliar oportunidades, romper barreiras e afirmar a potência dos saberes ancestrais como caminho para a justiça social e a equidade.

Dia de Finados: Cemitérios de Vitória da Conquista recebem milhares de visitantes neste domingo (02)

03/11/2025 - 08:00
Dia de Finados: Cemitérios de Vitória da Conquista recebem milhares de visitantes neste domingo (02)
Foto: Ascom/PMVC

O Dia de Finados foi marcado por grande movimentação neste domingo (2) nos três cemitérios públicos de Vitória da Conquista. Milhares de pessoas compareceram aos locais para prestar homenagens e relembrar familiares e amigos, em um dia de fé, memória e emoção. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep), montou uma operação especial para garantir limpeza, acolhimento e segurança durante as visitas. Segundo o secretário Luís Paulo, os preparativos começaram no início de outubro, com quase 200 servidores envolvidos em ações de varrição, capina, poda e pintura nos cemitérios Kadija, Campo da Paz e Saudade. “Toda a estrutura foi organizada para receber as milhares de pessoas que costumam visitar os túmulos nesta data”, afirmou. Durante o dia, cerca de 40 servidores permaneceram de plantão para orientar visitantes e auxiliar na localização dos túmulos, com base no mapeamento feito pela Sesep. Além da estrutura operacional, o clima de devoção marcou a data, com celebrações religiosas e momentos de oração conduzidos por padres e pastores nos cemitérios da cidade. Entre os visitantes, a professora Maria Madalena Fontes Marques destacou a importância da data como símbolo de fé e esperança. “A saudade é inevitável, mas a fé na ressurreição é o que nos conforta. Acreditamos que um dia todos nós vamos nos reencontrar”, disse emocionada. A Prefeitura reforçou que as ações de limpeza e manutenção nos cemitérios são realizadas durante todo o ano, preservando esses espaços como locais de respeito e memória coletiva.

Colégio João Vilas Boas promove II Simpósio sobre Memória e Ditadura em Livramento

28/10/2025 - 07:00
Colégio João Vilas Boas promove II Simpósio sobre Memória e Ditadura em Livramento
Foto: Divulgação

O Colégio Estadual de Tempo Integral João Vilas Boas (CETIJVB) realizou, na quarta (22) e quinta-feira (23), no Centro Diocesano, o II Simpósio “Lembrar para não Esquecer – Memória, História e Verdade: Resistências em Tempos de Ditadura Civil-Militar”. A iniciativa, organizada pelo vice-diretor Caio César e pela professora Maria Iêda, teve como objetivo promover uma reflexão sobre o período da ditadura no Brasil e reforçar a importância de preservar a memória histórica. Na quarta-feira, o evento foi aberto com uma palestra do professor e historiador Luiz Alves, que falou sobre a perseguição e o assassinato do militante Carlos Lamarca no Recôncavo Baiano. Em seguida, os docentes Caio César, Maria Iêda e Edilson Miranda debateram o tema “Memória, Cultura e Democracia”. À tarde, o professor Bertoni Rêgo apresentou o filme Muda Brasil e conduziu uma conversa sobre o processo de redemocratização no país. Na quinta-feira, a programação começou com a advogada Isabela Meira, que comentou o curta-metragem Memórias das Mulheres na Ditadura Militar, destacando o papel das mulheres na resistência ao regime. Em seguida, a historiadora Yasmim Pessoa ministrou a palestra “40 Anos do Fim da Ditadura no Brasil”, fazendo um paralelo entre o passado e os desafios democráticos atuais. O encerramento ficou por conta do advogado Bábiton Brandão, que analisou o filme Ainda Estou Aqui, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional de 2025, relacionando a obra às discussões sobre memória, justiça e direitos humanos. Segundo o professor Caio César, o simpósio buscou estimular o pensamento crítico e a consciência cidadã entre os alunos: “Lembrar é um ato político e pedagógico. Revisitar um período como a ditadura civil-militar é advertir sobre um passado violento e repressivo, para que ele nunca mais se repita”, afirmou o docente, citando a filósofa Jeanne Marie Gagnebin (2015).

Colégio João Vilas Boas promove II Simpósio sobre Memória e Ditadura em Livramento
Foto: Divulgação