Por: Redação / Blog Sudoeste | ter, 25/08/2026 - 07:00
A prefeita de Livramento de Nossa Senhora, Joanina Sampaio, esteve nesta segunda-feira (24) acompanhando de perto o andamento da obra de construção da ponte do Tabuleiro.
Durante a visita, a prefeita esteve acompanhada da deputada estadual Ivana Bastos, do deputado Vitor Bonfim, vereadores e lideranças do município. A comitiva percorreu o local e verificou o andamento dos serviços.
A construção da ponte representa um importante investimento em infraestrutura para a região do Tabuleiro e deve contribuir para melhorar as condições de deslocamento dos moradores e de quem utiliza o trecho.
A obra faz parte dos investimentos realizados em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra).
“É muito importante estar aqui acompanhando de perto o andamento dessa obra. A ponte do Tabuleiro é uma conquista importante para nossa população e vai trazer mais segurança e melhores condições de mobilidade para todos que utilizam esse trecho. Seguiremos trabalhando e acompanhando cada etapa para que mais investimentos possam chegar ao nosso município”, destacou a prefeita Joanina Sampaio.
A visita reforçou o compromisso da gestão municipal com a melhoria da infraestrutura e com o desenvolvimento das comunidades de Livramento de Nossa Senhora.
A manhã desta sexta-feira (7) foi marcada por uma das sessões mais comentadas do ano na Câmara de Vereadores de Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia. Em pauta, o Projeto de Lei nº 30/2025, de autoria do vereador Joseph Lima Ramos (Zé Pinha), que propõe a criação de um espaço público regulamentado para a prática do “grau”, modalidade em que motociclistas realizam manobras sobre uma roda, conhecida tecnicamente como wheeling. Apresentado como uma proposta de organização e segurança, o projeto dividiu opiniões no plenário e fora dele. O autor, vereador Zé Pinha, argumentou que o objetivo é retirar das ruas e rodovias uma prática que já existe e oferecer aos jovens um local adequado, seguro e supervisionado. “Esses meninos precisam de um espaço para o esporte deles. É melhor ter um lugar próprio do que arriscar vidas na BA. O projeto vem justamente para proteger e dar condições seguras para quem gosta da modalidade”, explicou. A discussão ganhou força após a fala do vereador Zeferino de Paula Lima Neto (Zifa), que adotou um tom mais crítico e provocou reações acaloradas no plenário e nas redes sociais. Ele destacou que, embora reconheça o “grau” como um esporte radical, o momento não é o mais adequado para a sua regulamentação. “Sou simpatizante dos esportes radicais, mas a cidade vive uma realidade delicada. Temos poucos ortopedistas e uma fila grande no SUS. O que acontece se um desses jovens se machuca? Quem paga essa conta é o município. A intenção do colega é boa, mas a proposta precisa ser amadurecida com responsabilidade”, afirmou. Zifa também mencionou o grupo Livramento City, que representa o município em encontros e eventos de motociclismo em cidades da região. Segundo o vereador, o grupo é formado por jovens dedicados, mas com pouca estrutura para garantir a segurança ideal. Ele defendeu um debate mais amplo com as secretarias de Saúde, Esportes e Segurança Pública, além de ouvir o Ministério Público e a Polícia Militar. Após as falas, vereadores que acompanharam o posicionamento pediram vista coletiva do projeto, o que suspende temporariamente a votação até que o texto seja reavaliado. O presidente da Câmara, Cidão Aracatu, acatou o pedido e ressaltou que o assunto deve retornar à pauta após estudos técnicos e diálogo com os órgãos competentes. Fora do plenário, o debate se espalhou rapidamente pelas redes sociais. Comentários contrários apontaram que o Legislativo deveria priorizar temas como saúde, educação e infraestrutura. “Tanta coisa importante pra resolver, e vão gastar tempo com isso?”. Já defensores da proposta consideraram que o projeto representa um avanço. “É melhor criar um espaço próprio do que deixar os jovens fazendo isso nas ruas”, comentou um seguidor. Outro completou: “Quem critica é o mesmo que reclama quando alguém empina moto na avenida”. Ao Blog Sudoeste, integrantes do grupo Livramento City afirmaram que o “grau” é um esporte legítimo e que a proposta pode representar um avanço na inclusão e valorização da juventude. “Muitos acham que é bagunça, mas pra gente é esporte. Queremos um espaço seguro, como o campo é pro futebol. Nosso objetivo é praticar com responsabilidade e tirar jovens das ruas”, disseram. O projeto segue em tramitação na Câmara e voltará a ser discutido após as análises jurídicas e técnicas. A prática do “grau” é proibida em vias públicas, conforme o Código de Trânsito Brasileiro, e o texto em discussão busca apenas instituir um espaço específico e controlado para sua prática esportiva.