Por: Redação / Blog Sudoeste | sex, 17/07/2026 - 08:00
O Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou um procedimento para apurar a conduta do prefeito de Érico Cardoso, Eraldo Félix, no Sudoeste da Bahia. A medida foi tomada após a circulação de um vídeo em que o gestor ameaça demitir servidores municipais que não declararem apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues.
O procedimento foi oficializado na quinta-feira (16) pelo promotor de Justiça Victor de Araújo Fagundes, da 111ª Zona Eleitoral de Paramirim. O material foi encaminhado ao Procurador Regional Eleitoral para a adoção das medidas judiciais cabíveis.
Nas imagens, gravadas ao lado do vice-prefeito Deivison Mendonça, o prefeito afirma que os servidores que não desejam "fazer parte do time" devem pedir exoneração. O gestor condiciona a permanência no cargo ao alinhamento político com a gestão, declarando que, ou o servidor atua conforme a escala definida pelo Executivo, ou será desligado.
Em nota, o MPE reforçou o compromisso com a lisura do processo eleitoral e a proteção do livre exercício do direito ao voto. O órgão destacou que permanece à disposição da população para o recebimento de denúncias relacionadas a possíveis irregularidades no pleito.
Por: Redação / Blog Sudoeste | ter, 07/07/2026 - 10:00
O Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se na última quinta-feira (2) de forma contrária ao arquivamento de uma investigação contra o prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva, o Célio Vaqueiro. O órgão, por meio da Procuradoria Regional Eleitoral, exigiu que a Polícia Federal instaure imediatamente um inquérito para apurar supostos crimes de falsidade ideológica eleitoral, o chamado caixa dois, e irregularidades em licitações no município do Sudoeste da Bahia.
A medida ocorre após a Polícia Federal sinalizar a ausência de elementos mínimos para o prosseguimento do caso. O procurador eleitoral auxiliar, André Luiz Batista Neves, contestou a posição policial ao avaliar que novos materiais audiovisuais e auditorias financeiras apresentados pelo vereador Dilemardo Martins Cardoso Filho oferecem justa causa para a continuidade das diligências. Segundo o MPE, o prefeito declarou gastos de R$ 11.180,00 com uma empresa de eventos, enquanto estimativas de mercado apontam que a estrutura utilizada em comícios custaria entre R$ 107 mil e R$ 147 mil.
As investigações também miram uma suposta relação de reciprocidade entre a gestão municipal e a empresa contratada, que seria operada por um ex-prefeito da cidade, impedido de firmar contratos com o poder público. Entre os atos questionados estão uma dispensa de licitação de R$ 62 mil, feita sem publicação oficial, e um pregão de R$ 640 mil. O MPE solicitou o depoimento do atual gestor, do ex-prefeito suspeito e de servidores, além de perícias técnicas nas estruturas e provas digitais.
A reportagem não localizou a defesa do prefeito Célio Evangelista da Silva para comentar as acusações até a publicação desta matéria.