Por: Redação / Blog Sudoeste | sex, 17/07/2026 - 06:00
O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou um inquérito civil para apurar as circunstâncias da morte de Fernando Pereira, de 49 anos, ocorrida na segunda-feira (13), em Guanambi, no Sudoeste da Bahia. O trabalhador sofreu uma descarga elétrica enquanto manuseava uma bomba submersa, conhecida como bomba sapo, em um canteiro de obras na Rua Coronel Zequinha, no centro da cidade.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros Militar foram acionadas para o socorro. Apesar das manobras de reanimação realizadas no local, o óbito foi confirmado ainda na obra. O caso foi registrado inicialmente pela Polícia Militar a partir de relatos de testemunhas que presenciaram o acidente.
As investigações do MPT devem focar na gestão de riscos ocupacionais da empresa responsável pela obra. O órgão apurará se o profissional possuía o treinamento obrigatório e adequado para o manuseio de equipamentos elétricos em condições de umidade, além de verificar se as normas de segurança do trabalho foram cumpridas no local.
A idosa de 64 anos que foi resgatada em Itabuna, no Sul da Bahia, após viver cerca de cinco décadas em condições análogas à escravidão, foi separada do filho logo após o nascimento. O bebê teria sido “dado” pela família, e o paradeiro da criança segue sob investigação. Além disso, a pensão por morte do ex-companheiro, paga pelo INSS, era apropriada mensalmente pelos empregadores, sem que a trabalhadora tivesse acesso ao benefício. A mulher, resgatada na segunda-feira, durante uma operação do MPT, começou a trabalhar para a família exploradora ainda na adolescência, aos 14 anos, e permaneceu sob os cuidados de diferentes gerações do mesmo grupo familiar, sendo tratada como uma espécie de “herança”. Ela atuava como doméstica, era impedida de sair de casa, sofreu maus-tratos e não recebia salário. Durante a inspeção, os procuradores do MPT constataram que a mulher vivia em situação insalubre, sem acompanhamento médico adequado e sem dentes, resultado da ausência de cuidados de saúde ao longo dos anos. Apesar do resgate, nenhuma prisão foi realizada até o momento. As duas mulheres apontadas como responsáveis pela exploração não fecharam acordo com o MPT. Uma nova audiência foi marcada para a hoje sexta-feira (29).