Cristiane Luz dos Santos foi condenada a 19 anos, oito meses e 25 dias de prisão por homicídio qualificado, após matar o marido, Mário Sérgio dos Santos, envenenado com chumbinho em abril de 2024, na cidade de Dias D’Ávila, Região Metropolitana de Salvador. A sentença foi definida em júri popular na quinta-feira (7). O casal estava junto há 19 anos e enfrentava um processo de separação. Segundo relatos apresentados no julgamento, Cristiane teria cogitado várias formas de cometer o crime e costumava dizer que “se ele não fosse dela, não seria de mais ninguém”. Em abril, após uma briga, Mário Sérgio deixou a casa, mas retornou dois dias depois. Na mesma noite, passou mal, apresentando dores intensas no peito e abdômen, vômitos, sangramento e espuma na boca. Ele foi socorrido pelo Samu e levado à UPA local, sendo transferido em seguida para o hospital Português, em Salvador, onde morreu uma semana depois. Exames médicos confirmaram o envenenamento por chumbinho. A investigação concluiu que Cristiane limpou o local do crime, destruiu o próprio celular e escondeu o telefone da vítima, na tentativa de eliminar vestígios. Após ser presa em 16 de maio de 2024, teve a prisão preventiva decretada. Durante o julgamento, dez testemunhas foram ouvidas. Algumas relataram que Cristiane planejava matar o marido a facadas e simular suicídio, ou até jogar ácido na vítima. Testemunhos também indicam que ela acreditava ter recebido “uma revelação na igreja” de que o marido não viveria até dezembro. Foi citado ainda um suposto seguro de vida de R$1 milhão em nome de Mário Sérgio. A condenação foi por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe, uso de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Cristiane alegou inocência, mas a decisão do tribunal levou em conta os depoimentos, os laudos periciais e o histórico de ameaças anteriores.




