Por: Redação / Blog Sudoeste | seg, 10/08/2026 - 11:00
Um delegado da Polícia Civil foi preso em flagrante na última sexta-feira (7), em Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia. Odilson Pereira Silva, ex-titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos do município, é investigado por adulteração de sinal identificador de veículo automotor, fraude processual e peculato.
A prisão foi realizada pela Corregedoria da Polícia Civil (Correpol), que monitorava uma caminhonete Toyota Hilux que circulava com uma placa originalmente registrada para uma Volkswagen Saveiro. O delegado foi abordado pelos agentes quando saía de sua residência, no bairro Candeias.
Durante a abordagem, o suspeito solicitou permissão para guardar o veículo na garagem e chamar sua esposa, que é advogada. O delegado fechou o portão e interrompeu o acesso da equipe policial por alguns minutos. Ao reabrir o imóvel, os agentes notaram que a placa do veículo havia sido trocada. A identificação anterior, que motivou a fiscalização, foi encontrada no interior da caminhonete.
Odilson Pereira Silva foi conduzido à delegacia e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue com as investigações sobre as possíveis fraudes e o histórico do veículo.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta terça-feira (25) a Operação Gênesis, ação que apura suspeitas de fraude em licitação, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da prefeitura de Itacaré, no Litoral Sul da Bahia. Além de Itacaré, cerca de 30 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Itabuna, Ilhéus, Itajuípe, Ubaitaba, Jequié e também em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. As decisões foram autorizadas pela Justiça Federal, que determinou ainda o afastamento cautelar de sete agentes públicos. A medida inclui o sequestro de bens de investigados, valor que pode chegar a R$ 20 milhões. De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam que o grupo teria atuado entre 2018 e 2024. Duas empresas locais, registradas em nome de laranjas e sem capacidade operacional para executar contratos de grande porte, receberam mais de R$ 30 milhões em recursos públicos durante o período analisado. A corporação informa que parte significativa desse montante foi desviada por agentes públicos municipais com o apoio de empresas e intermediários. Nesta fase da operação, o objetivo é aprofundar a coleta de provas sobre o funcionamento do esquema, identificar o papel de cada investigado e garantir o ressarcimento ao erário. Os suspeitos podem responder por fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. A PF afirma que outros crimes podem ser incluídos conforme o avanço das apurações.