Um dia após a condenação de Rafael de Souza Lima a 22 anos e 5 meses de prisão pela morte de Sashira Camilly Cunha Silva, o pai da jovem manifestou insatisfação com a pena aplicada pelo Tribunal do Júri. A declaração foi feita durante entrevista concedida a uma emissora de rádio. Segundo ele, a decisão judicial não trouxe sensação de justiça à família após quase cinco anos de tramitação do processo. O pai afirmou que considera a pena inferior ao que esperava diante da gravidade do crime e demonstrou preocupação quanto à possibilidade de progressão de regime ao longo do cumprimento da sentença. Ele também comentou o fato de o julgamento ter sido realizado em Feira de Santana, após desaforamento do processo, em vez de ocorrer em Vitória da Conquista, onde o crime foi registrado em setembro de 2021. O desaforamento é medida prevista no Código de Processo Penal quando há entendimento de risco à imparcialidade do júri ou à segurança do processo. Durante a entrevista, o pai mencionou ainda que outros dois acusados pelo crime aguardam julgamento. Ele afirmou que a família continuará acompanhando o andamento das próximas etapas judiciais. Rafael de Souza Lima foi condenado pelo Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio qualificado, feminicídio e ocultação de cadáver. A sentença foi fixada em regime inicial fechado. A defesa ainda pode recorrer da decisão. O caso teve ampla repercussão em Vitória da Conquista e em outras cidades da Bahia desde 2021, mobilizando familiares, amigos e parte da sociedade ao longo do processo judicial.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira (25) o início do cumprimento da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão estabelece que ele permanecerá preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde já estava custodiado desde sábado (22) em prisão preventiva. Com a nova determinação, Bolsonaro passa a cumprir pena de 27 anos e três meses em regime fechado. A condenação está vinculada ao processo que investigou a tentativa de ruptura institucional. O STF concluiu que o ex-presidente liderou uma organização criminosa armada e atuou para abolir o Estado Democrático de Direito. O julgamento também reconheceu a prática dos crimes de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União, além da deterioração de um bem tombado. A decisão consolida o início da fase de execução penal e confirma que Bolsonaro permanecerá sob custódia da Polícia Federal. Ele continuará isolado em uma sala de Estado, espaço reservado para autoridades, conforme determinações de segurança e protocolo institucional. A partir da certificação da pena, passam a valer todas as condições impostas pela Justiça para o período de cumprimento, enquanto o processo segue acompanhado pelas instâncias responsáveis pela execução penal.
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