Por: Redação / Blog Sudoeste | qui, 14/05/2026 - 00:00
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara a edição de uma medida provisória para evitar que o aumento no preço da gasolina chegue ao consumidor final. A articulação ocorre após discussões internas no Palácio do Planalto diante da pressão provocada pela alta internacional do petróleo, que afeta o mercado global.
A equipe econômica avalia a redução de tributos federais sobre combustíveis como forma de amenizar os reajustes previstos nas refinarias. O cenário de instabilidade é reflexo do agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, conflito que impacta importantes rotas marítimas e encarece o custo da commodity.
Na última terça-feira (12), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, confirmou que a gasolina nas refinarias deve sofrer reajuste em breve. A expectativa inicial da estatal era pela aprovação de uma proposta no Congresso que permitiria o uso de receitas da exportação de petróleo para subsidiar combustíveis, mas, diante da falta de avanço legislativo, o governo optou pela via da medida provisória para garantir efeito imediato.
A movimentação integra uma série de ações do governo para reduzir o desgaste relacionado à inflação e ao custo de vida. Além da medida sobre os combustíveis, o Planalto anunciou recentemente o fim do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 e o relançamento do programa Desenrola Brasil, voltado à renegociação de dívidas da população.
Por: Alan Rich / Blog Sudoeste | sáb, 18/04/2026 - 06:00
O dólar fechou a sexta-feira (17) cotado a R$ 4,98, marcando o menor valor de encerramento do ano no mercado financeiro brasileiro. A queda de 0,20% na moeda norte-americana foi impulsionada pelo anúncio do Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, medida que aliviou tensões globais.
Com o recuo, a moeda norte-americana acumulou queda de 0,53% na semana e já registra desvalorização de 9,21% no ano. A decisão do Irã, que afeta uma rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás, impactou diretamente os preços do petróleo, que sofreram forte queda no mercado internacional e trouxeram alívio aos investidores.
Contudo, a Bolsa brasileira não acompanhou o otimismo do mercado externo. O Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 0,55%, atingindo 195.733 pontos. A desvalorização foi puxada principalmente pelas ações da Petrobras e de outras petrolíferas, que sentiram o reflexo da queda nas cotações da commodity.
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (20) que reduzirá em 4,9% o preço da gasolina tipo A vendida às distribuidoras, passando de em média R$ 2,85 para R$ 2,71 por litro, o que representa uma redução de R$ 0,14 por litro, a partir de terça-feira (21). Segundo a estatal, essa é a segunda queda no ano de 2025 para esse tipo de combustível. No acumulado do ano, a queda chega a R$ 0,31 por litro, ou 10,3%. Desde dezembro de 2022 o recuo acumulado é de R$ 0,36 por litro, o que, ao considerar a inflação do período, representa uma redução real de 22,4%. Em relação ao diesel, a Petrobras informou que não alterará, neste momento, os preços de venda para as distribuidoras. Desde março de 2025 já foram realizadas três reduções no diesel, e considerando o período desde dezembro de 2022 a queda acumulada, já ajustada pela inflação, é de cerca de 35,9%. A empresa ressalta que, apesar da redução anunciada, os valores praticados nos postos de revenda dependem de outros fatores, como etanol na mistura, impostos, logística e margem dos postos e, portanto, a diminuição na refinaria não garante automaticamente queda idêntica nos preços ao consumidor final.
A Petrobras anunciou que vai reduzir em 5,6% o preço da gasolina A vendida às distribuidoras a partir desta terça-feira (3). Com o reajuste, o valor do litro passará de R$ 3,02 para R$ 2,85, uma queda de R$ 0,17 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A, a parcela da Petrobras no preço final da gasolina C, aquela que chega aos postos, será de R$ 2,08 por litro, um recuo de R$ 0,12. Os demais componentes do preço ao consumidor, como impostos, margens de distribuição e revenda, seguem inalterados. Segundo a estatal, desde dezembro de 2022, a gasolina A acumula redução de R$ 0,22 por litro nas distribuidoras, o que representa uma queda de 7,3%. Considerando a inflação do período, a queda real chega a 17,5%, ou R$ 0,60 por litro. A decisão acompanha a tendência de queda nos preços internacionais do petróleo e a valorização do real frente ao dólar, fatores que vêm influenciando o mercado de combustíveis no Brasil. Os preços dos demais combustíveis, como diesel e gás de cozinha, permanecem inalterados.