O ex-banqueiro Daniel Vorcaro assinou com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a Polícia Federal um termo de confidencialidade, primeiro passo formal para a celebração de um acordo de colaboração premiada. O documento foi firmado após meses de impasse nas negociações.
A assinatura se tornou viável depois que Vorcaro deixou a Penitenciária Federal de Brasília, onde o acesso aos advogados era limitado pelas regras do estabelecimento. A transferência foi determinada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que também garantiu ao ex-banqueiro o direito de se comunicar com a defesa sem gravação.
Agora, a expectativa é que Vorcaro intensifique as reuniões com seus advogados antes de avançar nas tratativas com PF e PGR para apresentação de provas e depoimentos. Ao final do processo, caberá a André Mendonça homologar o eventual acordo.
Quatro indígenas foram presos nos municípios de Prado e Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia, durante operações realizadas em meio aos conflitos entre comunidades indígenas e fazendeiros na região. Entre os detidos estão dois caciques de comunidades indígenas.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), três dos quatro presos tinham mandados de prisão em aberto por crimes como homicídio, tentativa de homicídio, invasão de terra, porte ilegal de arma de fogo, cárcere privado, esbulho possessório, ameaça e roubo de veículos. Um dos detidos é suspeito de ter atirado contra uma viatura da Força Nacional. Armas e munições também foram apreendidas durante a ação. Uma das prisões ocorreu em área próxima ao local onde duas turistas gaúchas foram baleadas em fevereiro deste ano.
As detenções ocorreram durante as operações Sombras da Mata II e Tekó Porã II, realizadas em cooperação entre a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a SSP-BA, as polícias Militar, Civil e Técnica, o Corpo de Bombeiros Militar e a Força Nacional.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) autorizou a abertura de um inquérito policial para investigar o prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva, por suspeitas de falsidade ideológica eleitoral e possíveis irregularidades em contratos públicos. A decisão foi proferida pelo relator do caso, desembargador Maurício Kertzman Szporer, após pedido da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE). O magistrado determinou que a Superintendência Regional da Polícia Federal na Bahia conduza as investigações. Segundo a Procuradoria, há indícios de que recursos utilizados na campanha eleitoral de 2024 possam não ter sido declarados corretamente na prestação de contas. A suspeita envolve a possível prática de “caixa dois”, com a omissão da origem e do valor real de recursos utilizados durante a campanha do então candidato conhecido como “Célio Vaqueiro”. De acordo com os documentos analisados no processo, uma empresa teria fornecido estrutura completa de palco, som, iluminação e painéis de LED para eventos de pré-campanha, campanha eleitoral e também para a festa de comemoração da vitória do candidato. No entanto, na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral, os valores declarados seriam significativamente menores. A investigação também deverá apurar possíveis irregularidades em contratações feitas pela Prefeitura de Rio de Contas após a posse do gestor. Entre os pontos levantados estão contratos firmados com empresas que teriam ligação com um ex-prefeito do município, condenado anteriormente por improbidade administrativa e impedido de contratar com o poder público. Entre os contratos citados está a locação de estrutura para o Carnaval de 2025, além de um pregão eletrônico para serviços semelhantes, que teria alcançado valores elevados e levantado questionamentos sobre a desclassificação de propostas consideradas mais vantajosas. Ao autorizar o inquérito, o relator afirmou que existem indícios suficientes que justificam o aprofundamento das investigações para esclarecer os fatos e verificar eventual prática de crimes eleitorais e contra a administração pública. Com a decisão, caberá agora à Polícia Federal realizar diligências, ouvir testemunhas e analisar documentos para apurar a veracidade das denúncias. O caso segue sob supervisão da Justiça Eleitoral. A reportagem não localizou a defesa do prefeito até o momento.
O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi detido nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal, em São Paulo. Ele é alvo de mandado de prisão preventiva e já se encontra na Superintendência da corporação na capital paulista. A prisão ocorre no âmbito de uma nova etapa da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro. As investigações apontam para a comercialização de títulos de crédito falsificados por meio da instituição financeira. O nome da ação faz referência à ausência de mecanismos eficazes de controle interno nas empresas envolvidas, o que teria permitido práticas como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação do mercado.
O ex-presidente Jair Bolsonaro passará por uma perícia médica na quarta-feira (17). A data foi agendada pela Polícia Federal após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O exame será realizado por peritos da Polícia Federal na sede do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília. O procedimento foi determinado para subsidiar a decisão do ministro sobre a possibilidade de autorizar Bolsonaro a deixar a prisão para a realização de uma cirurgia indicada por médicos particulares. Na mesma decisão, Alexandre de Moraes determinou que o exame de ultrassom realizado no domingo (14) seja encaminhado aos peritos da Polícia Federal. O exame confirmou o diagnóstico de hérnia inguinal. O procedimento foi feito com equipamento portátil e teve autorização judicial. Jair Bolsonaro está preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação na ação penal relacionada à trama golpista.
A Polícia Civil apreendeu, na noite desta terça-feira (9), uma carga de celulares e ampolas do medicamento Mounjaro avaliada em mais de R$ 500 mil durante abordagem a um ônibus de turismo na BR-116, em Vitória da Conquista. A ação foi conduzida por equipes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos, com apoio da 10ª Coorpin, Gatti/Depin Sudoeste e 25ª Coorpin. Durante a fiscalização, os policiais localizaram no interior do veículo 62 aparelhos celulares, a maioria modelos iPhone 17 Pro Max, todos sem nota fiscal e suspeitos de serem de origem estrangeira. Também foram apreendidas 59 ampolas de tirzepatida, substância utilizada no medicamento Mounjaro, cuja entrada no país não tinha autorização, o que caracteriza contrabando e possível crime contra a saúde pública. Segundo a Polícia Civil, os motoristas informaram que a carga havia sido deixada por dois passageiros em São Paulo e teria como destino a cidade de Alagoinhas. Eles foram ouvidos e liberados. O material será encaminhado à Receita Federal em Vitória da Conquista para apuração administrativa. Um inquérito será instaurado para investigar os crimes de descaminho e contrabando.
Uma ação integrada entre a FICCO Bahia, a Polícia Federal e equipes da 79ª Companhia Independente de Polícia Militar resultou na prisão de uma mulher na tarde desta segunda-feira (24). A suspeita seguia de Vitória da Conquista para Poções e tinha contra si um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal pelos crimes de estelionato e uso de documento falso. O monitoramento realizado pelas forças de segurança identificou que a mulher viajava em uma van de transporte intermunicipal. Com a informação, policiais da 79ª CIPM montaram um ponto de bloqueio na entrada de Poçoesinho, na BR-116, onde realizaram a abordagem ao veículo. Durante a checagem, a procurada foi localizada, identificada e informada sobre a ordem judicial. A prisão ocorreu sem resistência e sem intercorrências. Em seguida, ela foi conduzida à Delegacia da Polícia Federal para as providências cabíveis e comunicação imediata ao juízo responsável pelo processo.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta terça-feira (25) a Operação Gênesis, ação que apura suspeitas de fraude em licitação, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da prefeitura de Itacaré, no Litoral Sul da Bahia. Além de Itacaré, cerca de 30 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Itabuna, Ilhéus, Itajuípe, Ubaitaba, Jequié e também em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. As decisões foram autorizadas pela Justiça Federal, que determinou ainda o afastamento cautelar de sete agentes públicos. A medida inclui o sequestro de bens de investigados, valor que pode chegar a R$ 20 milhões. De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam que o grupo teria atuado entre 2018 e 2024. Duas empresas locais, registradas em nome de laranjas e sem capacidade operacional para executar contratos de grande porte, receberam mais de R$ 30 milhões em recursos públicos durante o período analisado. A corporação informa que parte significativa desse montante foi desviada por agentes públicos municipais com o apoio de empresas e intermediários. Nesta fase da operação, o objetivo é aprofundar a coleta de provas sobre o funcionamento do esquema, identificar o papel de cada investigado e garantir o ressarcimento ao erário. Os suspeitos podem responder por fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. A PF afirma que outros crimes podem ser incluídos conforme o avanço das apurações.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22), em sua residência no Jardim Botânico, em Brasília. A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após solicitação da própria PF. A medida é preventiva e não se refere à execução da pena de 27 anos e três meses de prisão imposta por tentativa de golpe de Estado. Viaturas descaracterizadas chegaram ao condomínio nas primeiras horas da manhã, e Bolsonaro foi conduzido à Superintendência da PF, onde desembarcou por volta das 06h35. Segundo fontes da corporação, a convocação de uma vigília em frente ao condomínio, atribuída ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), motivou o pedido de prisão preventiva. O ex-presidente passou pelo exame de corpo de delito no Instituto Nacional de Criminalística da PF antes de ser encaminhado para as demais etapas do procedimento. As diligências ocorreram sem registro de incidentes. Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a prisão fosse realizada sem uso de algemas e sem exposição pública do ex-mandatário, conforme informado pela Corte.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais decidiu anular três questões do Enem 2025 após a identificação de similaridades entre itens da prova e exercícios divulgados por um cursinho pré-vestibular do Ceará. A Polícia Federal foi acionada para investigar se houve quebra de sigilo e apurar responsabilidade pela possível divulgação antecipada do conteúdo. A polêmica começou na noite de segunda-feira (17), após o estudante de Medicina Edcley Teixeira, de Sobral, divulgar vídeos e materiais mostrando exercícios semelhantes aos que apareceram no exame aplicado no último domingo. Em uma live realizada no dia 11 de novembro, cinco dias antes da prova, o estudante apresentou itens com estruturas, numerações e alternativas muito próximas às oficiais. Com a repercussão nas redes sociais, participantes do Enem fizeram comparações entre os materiais divulgados e as questões aplicadas, pressionando o Ministério da Educação e o Inep por respostas. O instituto afirmou que nenhum dos itens era idêntico aos da prova, mas reconheceu “similaridades pontuais” que comprometeram a segurança do processo, motivando o descarte de três questões. A PF iniciou procedimentos preliminares para verificar se houve acesso indevido ao Banco Nacional de Itens ou se os casos envolvem coincidência metodológica. A investigação também deve apurar eventual participação de terceiros na circulação do conteúdo.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (13) a Operação Worms 2, “Não Seja um Laranja”, que apura a atuação de uma associação criminosa envolvida em fraudes bancárias, furto qualificado, estelionato majorado e lavagem de dinheiro. As ações ocorreram em Vitória da Conquista e Salvador, com foco na movimentação de valores ilícitos por meio de contas de terceiros. Segundo informações preliminares, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, 23 medidas cautelares diversas da prisão e um mandado de prisão preventiva, todos expedidos pela Justiça Federal. A operação integra a Força-Tarefa Tentáculos, voltada ao combate de fraudes eletrônicas em instituições financeiras. As investigações apontam que o grupo utilizava instituições de pagamento, plataformas de apostas online e criptoativos para ocultar a origem dos valores desviados. Relatórios de inteligência financeira identificaram movimentações superiores a R$ 6,9 milhões entre 2023 e 2024, parte delas com indícios de ligação com o tráfico de drogas. Além das diligências, a Justiça determinou o bloqueio de contas e ativos financeiros dos investigados, medida que busca descapitalizar a organização criminosa. A Polícia Federal segue analisando o material apreendido e monitorando o possível envolvimento de novos integrantes.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Infância Segura na cidade de Barra da Estiva, na Chapada Diamantina. A ação teve como objetivo cumprir mandado de busca e apreensão no âmbito de uma investigação voltada ao combate de crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados pela internet. Um homem foi preso em flagrante por armazenar e compartilhar imagens e vídeos de crianças e adolescentes em situações de violência sexual. De acordo com a PF, o investigado utilizava redes sociais e grupos virtuais para trocar material criminoso com pessoas de várias partes do país. Durante as diligências, os agentes localizaram diversos arquivos ilícitos no celular e no computador do suspeito, além de mensagens que comprovam o envolvimento dele em comunidades com mais de 1.200 participantes dedicadas à troca desse tipo de conteúdo. O material apreendido será submetido à perícia técnica especializada, com o objetivo de identificar outros envolvidos e auxiliar na localização e proteção das vítimas. A investigação segue em andamento e novas ações não estão descartadas. A Polícia Federal reforçou o alerta aos pais e responsáveis sobre a importância de acompanhar e orientar o uso da internet por crianças e adolescentes, especialmente em redes sociais, jogos e aplicativos de mensagens. A instituição destaca que a prevenção e o diálogo aberto são as formas mais eficazes de proteger os jovens contra esse tipo de crime.
Dois homens foram presos em flagrante na terça-feira (28) ao receberem uma encomenda com R$ 2 mil em cédulas falsas, em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador. A ação foi realizada pela Polícia Federal (PF) após uma denúncia sobre o envio de dinheiro falsificado pelos Correios. Segundo a PF, os agentes foram informados de que uma encomenda suspeita seria entregue em uma agência localizada no bairro Pedra do Descanso. As equipes montaram campana no local e flagraram os suspeitos no momento em que retiravam o pacote. Dentro da correspondência, os policiais encontraram 40 notas falsas de R$ 50. De acordo com as investigações iniciais, o dinheiro seria colocado em circulação no comércio do centro de Feira de Santana, uma das áreas mais movimentadas da cidade. Os suspeitos foram levados à Delegacia da Polícia Federal, onde permanecem presos e à disposição da Justiça. Eles poderão responder pelo crime de posse ou guarda de moeda falsa, previsto no artigo 289 do Código Penal, que estabelece pena de três a doze anos de prisão, além de multa. A PF segue investigando a origem das notas falsificadas e possíveis conexões com outros envolvidos no esquema.
Uma passageira foi detida em flagrante pela Polícia Federal (PF) no último sábado (26) ao alegar portar uma bomba durante o embarque no Aeroporto Internacional de Brasília. A situação acionou imediatamente os protocolos de segurança do terminal. As bolsas da mulher e da sua acompanhante foram inspecionadas por raio-X e revista manual, mas nenhum explosivo foi localizado. Após a verificação, as duas foram conduzidas à Superintendência Regional da PF no Distrito Federal para prestar esclarecimentos. A prisão em flagrante ocorreu por exposição de perigo a aeronave ou prática de ato capaz de impedir ou dificultar a navegação aérea, conforme o Artigo 261 do Código Penal Brasileiro, com pena de dois a cinco anos de reclusão. O caso permanece em investigação, mas a passageira detida responderá ao processo em liberdade. As autoridades reforçam a importância de comunicar imediatamente suspeitas de objetos perigosos em aeroportos.
A Polícia Federal apreendeu, nesta quinta-feira (23), uma encomenda enviada pelos Correios que continha dez cédulas falsas de R$ 100, todas apresentando a mesma numeração de série. A ação foi realizada após diligências que identificaram o envio suspeito do material. Durante o cumprimento da ação, um adolescente foi apreendido no momento em que recebia a encomenda em uma agência dos Correios, localizada na cidade de Feira de Santana, no centro-norte da Bahia. O adolescente foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal no município, onde prestou depoimento, e em seguida encaminhado à Delegacia do Adolescente Infrator (DAI) para a adoção das medidas cabíveis. De acordo com a PF, o jovem poderá responder por ato infracional análogo ao crime de guardar ou possuir moeda falsa, previsto no artigo 289 do Código Penal. As cédulas apreendidas serão encaminhadas para perícia técnica.
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