Por: Redação / Blog Sudoeste | qua, 08/07/2026 - 05:00
Doze pessoas foram condenadas à prisão nesta segunda-feira (6) por envolvimento em um esquema criminoso que facilitava a entrada de materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana. Entre os condenados estão dez policiais penais, que tiveram a perda do cargo público decretada pela Justiça. O grupo foi alvo da Operação Sísifo, deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e a Secretaria da Segurança Pública (SSP).
As condenações abrangem crimes como organização criminosa, corrupção passiva, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e facilitação de entrada de aparelhos telefônicos e outros objetos proibidos em unidade prisional. Valmir Pereira de Jesus, apontado pelo MPBA como o líder do grupo, recebeu a maior pena, fixada em mais de 28 anos de reclusão. Também foram condenados Vitor Cerqueira de Oliveira, Ednilson Santana Mota, Isaías Gregório de Miranda Filho, Yure Pinheiro Costa, Gildo de Lima Almeida, Valter Ferreira de Almeida, Leandro Calazans Amaral, Rosana Souza de Oliveira, Luana Priscilla de Jesus Moitinho, Emerson Carmo dos Santos e Genivaldo Reis dos Santos.
A denúncia do órgão ministerial detalhou que os policiais utilizavam suas funções para permitir a entrada de celulares, entorpecentes e armas brancas no presídio em troca de vantagens financeiras. As investigações revelaram uma estrutura de divisão de tarefas e atuação coordenada, que incluía mecanismos para ocultar o patrimônio obtido com as atividades ilícitas, com movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados pelos envolvidos.
O trabalho investigativo começou após o Ministério Público identificar uma frequência anormal na apreensão de itens proibidos com detentos. As evidências colhidas durante as fases da operação, realizadas entre 2023 e 2024, confirmaram a participação ativa dos servidores no esquema de corrupção dentro da unidade prisional.
Por: Alan Rich / Blog Sudoeste | dom, 19/04/2026 - 09:00
O Ministério Público de Sergipe (MPSE) abriu investigação para apurar possíveis regalias concedidas ao policial penal Tiago Sóstenes, acusado de feminicídio, enquanto ele esteve internado no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em Aracaju, no estado de Sergipe. As suspeitas, divulgadas na última sexta-feira (17), incluem visitas sem autorização judicial e circulação livre do custodiado.
De acordo com as apurações iniciais do MPSE, Sóstenes não estaria usando algemas nem teria recebido escolta adequada durante sua internação, levantando ainda a possibilidade de acesso a aparelho celular. O órgão questionou o hospital sobre a ausência de comunicação ao Judiciário a respeito da transferência do preso e solicitou imagens das câmeras de segurança, além de esclarecimentos da unidade prisional responsável pela custódia.
Tiago Sóstenes é o principal suspeito do assassinato da empresária Flávia Barros dos Santos, ocorrido em março deste ano. Ele teria atirado contra a vítima e tentado contra a própria vida. Após o crime, o policial penal foi socorrido e internado, sendo transferido para o Presídio Militar e levado novamente ao Huse no dia 9 de abril, onde permaneceu até receber alta na sexta-feira (17).
As promotoras de Justiça Luciana Duarte e Cláudia Daniela Franco, procuradas pela reportagem, informaram que não se manifestarão até a apresentação oficial das informações solicitadas ao hospital. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) afirmou não ter recebido solicitação formal do MPSE e destacou que a responsabilidade do Huse é assistencial, cabendo a outros órgãos a custódia. A Polícia Militar não se pronunciou, e a defesa de Sóstenes não foi localizada.
Por: Redação/Blog Sudoeste | seg, 23/03/2026 - 10:00
Uma empresária de 38 anos foi morta a tiros no domingo (22) dentro de um hotel em Aracaju, capital de Sergipe. O principal suspeito do crime é o diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, no Norte da Bahia.
A vítima foi identificada como Flávia Barros, que residia em Paulo Afonso. De acordo com as informações iniciais, ela estava na capital sergipana acompanhada do suspeito, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, policial penal e gestor da unidade prisional.
Segundo a apuração, o casal havia iniciado um relacionamento recente. Após os disparos, o suspeito tentou tirar a própria vida e foi socorrido em estado grave para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), onde permanece internado.
A principal linha de investigação aponta para feminicídio seguido de tentativa de suicídio. O caso está sob responsabilidade da Polícia Civil de Sergipe.
O corpo de Flávia Barros está sendo velado na madrugada desta segunda-feira (23) em Paulo Afonso. O sepultamento está previsto para ocorrer no município de Canindé de São Francisco (SE).
Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap-BA) informou que o servidor não possuía processos administrativos disciplinares e tinha histórico funcional considerado regular. A pasta afirmou ainda que acompanha o caso por meio da Corregedoria e repudiou qualquer forma de violência contra a mulher.
Uma operação conjunta realizada na última segunda-feira (10) pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) resultou na transferência de 140 detentos do regime semiaberto do Presídio Advogado Nilton Gonçalves para o Conjunto Penal de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. A ação contou com o apoio da Polícia Penal, do Grupo Especial de Operações Prisionais (Geop) e da Polícia Militar. A medida segue o provimento publicado em 23 de outubro de 2025 pela Corregedoria-Geral da Justiça da Bahia, que regulamenta o cumprimento de pena e a redistribuição de internos entre unidades prisionais do estado. O documento, assinado pelo desembargador Roberto Maynard Frank, prorrogou por 60 dias o prazo para a conclusão do processo de reorganização estrutural do sistema prisional. O Presídio Nilton Gonçalves, localizado no bairro Kadija, possui capacidade para 187 vagas e abriga presos do sexo masculino em regime semiaberto e detentas provisórias. Já o Conjunto Penal de Vitória da Conquista, situado na rodovia que liga o município a Barra do Choça, tem capacidade para 750 internos e recebe presos dos regimes fechado e semiaberto. Segundo a Seap, a transferência faz parte de um processo de readequação física e de segurança nas unidades prisionais da região sudoeste, com o objetivo de garantir a separação adequada entre os regimes e otimizar o espaço destinado aos custodiados. Toda a operação foi acompanhada por equipes da Polícia Penal, Polícia Militar e representantes da secretaria, com reforço na segurança durante o transporte dos detentos.