O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), deixou claro que sua candidatura ao Senado em 2026 não é apenas um projeto pessoal e partidário, mas uma decisão pactuada com o presidente Lula (PT). A confirmação veio acompanhada de um sinal concreto de que o movimento já está em marcha: Rui tem substituta definida no comando da Casa Civil, o que indica que sua saída do governo para disputar as eleições está totalmente alinhada com o Palácio do Planalto. Em entrevista à Rádio 95 FM, em Jequié, nesta quinta-feira (29), o ministro confirmou que a atual secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, foi indicada por Lula para assumir o ministério a partir de abril. Segundo Rui, a decisão já foi comunicada oficialmente pelo presidente, que optou por manter alguém da própria equipe para evitar descontinuidade administrativa. A definição é interpretada como o fechamento definitivo da chapa governista ao Senado. Com Rui Costa e o senador petista Jaques Wagner já posicionados como candidatos à reeleição, o PT passa a trabalhar com uma composição considerada “fechada”, sem margem para acomodar um terceiro nome da base. Nesse desenho, a candidatura do senador Angelo Coronel (PSD) à reeleição só seria viável em um cenário improvável: a desistência de Wagner. O petista, no entanto, já afirmou publicamente que disputará a reeleição, o que praticamente inviabiliza a permanência de Coronel na chapa majoritária governista. Mesmo respaldado pelo PSD, inclusive para concorrer de forma avulsa, Coronel passa a enfrentar um ambiente político cada vez mais adverso. A movimentação de Rui, avalizada por Lula, reforça a estratégia do PT de concentrar o projeto de 2026 em nomes do próprio partido, elevando a tensão com aliados históricos e antecipando um rearranjo mais amplo no tabuleiro eleitoral da Bahia.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que deixará o cargo no fim de março para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. A declaração foi feita nesta segunda-feira (26), durante visita ao município de Maracás, no Vale do Jiquiriçá. Na ocasião, Rui Costa afirmou que a chapa majoritária governista na Bahia deverá ser composta pelo governador Jerônimo Rodrigues, que tentará a reeleição, e pelo senador Jaques Wagner, que também disputaria o Senado. O ministro não incluiu o senador Angelo Coronel na formação apresentada. A declaração provocou repercussão no meio político. Angelo Coronel, filiado ao PSD, tem reafirmado publicamente que será candidato à reeleição. Já o senador Otto Alencar garantiu que Coronel terá legenda para concorrer ao Senado, mesmo que fora da chapa governista. As falas de Rui Costa contrastam com a postura adotada por Jerônimo Rodrigues, que tem evitado tratar a composição como fechada. O governador afirma que as negociações seguem em andamento e não descarta, de forma pública, a permanência de Angelo Coronel no arranjo político. Jaques Wagner, por sua vez, já sinalizou preferência por uma chapa formada apenas por nomes do PT, mas também reconhece que o processo de articulação ainda não foi concluído. Nos bastidores, a expectativa é de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participe diretamente das negociações, o que pode ser decisivo para a definição final da chapa. O evento em Maracás, que contou com a inauguração de uma escola de tempo integral, foi interpretado por aliados como uma demonstração de unidade do núcleo petista no estado, apesar das ausências de Angelo Coronel e Otto Alencar. O cenário para as eleições de 2026 na Bahia segue marcado por articulações e disputas internas dentro da base governista.
O núcleo político do governo da Bahia já definiu, nos bastidores, a composição da chapa que deve disputar as eleições de 2026. O governador Jerônimo Rodrigues deve concorrer à reeleição ao lado dos senadores Jaques Wagner e Rui Costa, que seriam os candidatos ao Senado Federal. A articulação é tratada como consolidada entre integrantes do chamado núcleo duro governista. A formação, classificada internamente como “puro-sangue”, conta com o aval do senador Otto Alencar e teria o incentivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vê o Nordeste como estratégico para ampliar a bancada de esquerda no Senado. A avaliação no Palácio do Planalto é de que a Bahia tem potencial para eleger dois senadores do PT. A composição é considerada a mais competitiva para enfrentar a oposição em 2026, liderada por ACM Neto, com apoio do bolsonarismo e a provável candidatura de João Roma ao Senado. Apesar da definição interna, o governo evita tratar do tema publicamente. A principal preocupação é manter na base o senador Angelo Coronel, que ficaria fora da disputa pela reeleição ao Senado com a chapa definida. Integrantes do governo discutem alternativas para evitar um racha, como ampliar o espaço do PSD na composição majoritária. Entre as possibilidades avaliadas está a indicação do deputado federal Diego Coronel para a vaga de vice-governador. Outra hipótese envolve acordos futuros, como a suplência nas candidaturas ao Senado, condicionadas a cenários nacionais e à eventual reeleição de Lula. Além do PSD, o governo também precisa equacionar a situação do MDB, que atualmente ocupa a vice-governadoria com Geraldo Júnior. A manutenção da unidade da base depende de novas negociações para acomodar os partidos aliados. Mesmo diante das incertezas, lideranças petistas e do PSD avaliam que a base governista deve permanecer unida até 2026. Nos bastidores, porém, não é descartada a possibilidade de mudanças no alinhamento político ao longo do processo eleitoral.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), afirmou que deve deixar o cargo em abril de 2026 para concorrer ao Senado, caso confirme a candidatura. Segundo ele, uma conversa definitiva sobre o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está prevista para o início de janeiro. De acordo com Rui Costa, a eventual candidatura se insere na estratégia do governo federal de fortalecer as disputas ao Congresso Nacional, especialmente ao Senado. Ele destacou que a legislação eleitoral exige a desincompatibilização de ministros seis meses antes do pleito e afirmou que sua programação é deixar o ministério no dia 13 de abril. Na última semana, o senador Jaques Wagner (PT) publicou um vídeo nas redes sociais ao lado de Rui Costa e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), o que intensificou as especulações sobre a formação de uma chapa chamada de “puro-sangue” para as eleições de 2026. Caso a articulação se confirme, a Bahia poderá ter três ex-governadores disputando cargos majoritários no próximo pleito.
Em meio às discussões dentro da base aliada do governo baiano sobre a formação de uma possível chapa “puro-sangue” do PT para as eleições de 2026, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), sugeriu que a definição do candidato ao Senado seja feita por meio de pesquisa eleitoral. A declaração foi dada nesta sexta-feira (24), durante entrevista à Rádio 93 FM, de Jequié, no sudoeste da Bahia. Segundo Rui, o levantamento serviria para apontar quem está mais bem posicionado entre os nomes da base, evitando disputas internas. A proposta, no entanto, beneficiaria o próprio ministro, que aparece na liderança nas sondagens já divulgadas. “Quando há mais de um pretendente em um grupo político, pode-se fazer um acordo e deixar que a pesquisa defina quem será o candidato. Quem estiver na frente das pesquisas é o escolhido. Pode ser uma saída”, afirmou. A sugestão reacende o debate sobre uma chapa majoritária composta apenas por petistas, o que deixaria de fora o atual senador Angelo Coronel (PSD), que já anunciou sua pré-candidatura à reeleição. Nesse cenário, o grupo governista seria formado por Rui Costa, o senador Jaques Wagner e o governador Jerônimo Rodrigues, todos do PT. Durante a entrevista, Rui também comentou, em tom descontraído, que se “auto convidou” para um jantar na casa de Angelo Coronel, encontro que reuniu ainda o senador Otto Alencar e o deputado federal Diego Coronel, ambos do PSD. O gesto foi interpretado como um movimento de aproximação política em meio às divergências internas. Presidente estadual do PSD, Otto Alencar tem defendido que as discussões eleitorais só sejam iniciadas a partir de março de 2026, reforçando o discurso de unidade e cautela dentro da base governista até o início oficial do calendário eleitoral.
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