Por: Redação / Blog Sudoeste | sex, 08/05/2026 - 14:00
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avaliou positivamente o encontro que teve na quinta-feira (7) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Branca. Questionado por jornalistas durante uma visita às obras de renovação do Lincoln Memorial, Trump descreveu Lula como “um homem bom, um cara esperto” e afirmou que a reunião foi “ótima”.
O encontro, realizado no Salão Oval, seguiu o formato de visita de trabalho, mais objetivo e sem a cerimônia de uma visita de Estado. As conversas se concentraram na relação comercial entre os dois países, com o governo brasileiro buscando alívio nas tarifas impostas pelos EUA. Ao todo, os dois presidentes ficaram reunidos por quase três horas, sem a presença da imprensa, e participaram de um almoço conjunto logo após a reunião bilateral.
Do lado brasileiro, estavam presentes os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington Lima e Silva (Justiça), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento e Comércio) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). Os EUA foram representados pelo vice-presidente JD Vance, pelo secretário do Tesouro Scott Bessent, pelo secretário do Comércio Howard Lutnick, pela chefe de gabinete Susie Wiles e pelo representante comercial Jamieson Greer.
Após o encontro, Trump publicou em sua rede social, o Truth Social, que a reunião correu bem e que representantes dos dois países devem se encontrar novamente nos próximos meses.
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado (30) impor tarifas de 100% sobre todos os produtos dos países membros dos Brics, caso o grupo busque diminuir a importância do dólar no sistema internacional. Em uma publicação na Truth Social, Trump exigiu que os países do bloco; Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos, não criem uma nova moeda ou fortaleçam outra para substituir o dólar americano. A ameaça é parte de uma série de declarações recentes de Trump, que também incluem novas tarifas sobre importações do México e Canadá. Trump afirmou que não há "nenhuma chance" de o Brics substituir o dólar no comércio global e alertou que qualquer tentativa nesse sentido resultaria em sanções severas por parte dos EUA. A dominância do dólar tem sido questionada por membros da aliança Brics. Durante uma cúpula realizada em outubro, o presidente russo Vladimir Putin acusou os EUA de "usar o dólar como arma" e defendeu a busca por alternativas após a exclusão da Rússia da rede SWIFT devido à invasão da Ucrânia. Além das ameaças aos Brics, Trump anunciou planos de impor tarifas de 25% sobre importações do México e Canadá, citando preocupações com imigração ilegal e abuso de fentanil. Ele também prometeu tarifas adicionais de 10% sobre produtos chineses, criticando a regulação chinesa sobre produtos químicos relacionados ao fentanil. Muitos produtos chineses já enfrentam impostos médios de cerca de 15% desde a guerra comercial iniciada em 2018.