O Ministério Público da Bahia (MPBA) iniciou, na terça-feira (6), os trabalhos de coleta e análise de provas relacionadas a manifestações de xenofobia registradas após o primeiro turno das eleições. A força-tarefa, que teve suas diretrizes apresentadas na quarta-feira (7), em Salvador, reúne setores especializados para identificar autores e preservar evidências digitais de discursos de ódio.
O grupo de trabalho envolve o Núcleo de Combate aos Ilícitos Cibernéticos (Nucciber), a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos e as coordenadorias de Segurança Institucional e de Apoio Operacional. A estratégia foca na rapidez da preservação de dados antes que conteúdos sejam removidos das redes sociais, utilizando técnicas de investigação para garantir a integridade das provas que serão enviadas às promotorias competentes.
O promotor de Justiça Adalto Araújo, coordenador do Caocrim, explicou que a prioridade é o suporte técnico para identificar a origem das publicações. Já o coordenador do Caodh, Rogério Queiroz, reforçou que o Ministério Público repudia as ocorrências e pontuou que a liberdade de expressão não pode ser confundida com a prática de crimes. Segundo Queiroz, o debate democrático deve ser pautado pelo respeito, sendo que as manifestações ofensivas serão analisadas individualmente.
A força-tarefa segue com o monitoramento de novos conteúdos e o levantamento de perfis envolvidos. O órgão reafirmou que o compromisso institucional é com a defesa dos direitos humanos e a preservação da convivência democrática no estado.


