O litro da gasolina já é vendido a R$ 7,99 em postos do interior da Bahia. A alta é resultado de uma combinação de fatores: o conflito no Oriente Médio, a política de preços da refinaria de Mataripe e o peso dos impostos estaduais e federais.
Segundo a economista Juliana Guedes, doutora em Economia e professora da Unijorge, os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, iniciados em 28 de fevereiro, pressionaram o preço do barril de petróleo no mercado internacional. Como o Oriente Médio concentra grande parte da produção mundial, qualquer instabilidade na região eleva os custos em toda a cadeia produtiva, incluindo fretes e alimentos.
Na Bahia, há um agravante local. A refinaria de Mataripe, operada pela Acelen, adota a Paridade de Preço de Importação (PPI), reajustando os valores com mais frequência do que a Petrobras, que em alguns momentos segura os preços para reduzir impactos ao consumidor, conforme explica o economista Raphael Carneiro.
Os impostos também pesam. De acordo com o vice-presidente do Corecon-BA, Edval Landulfo, cada litro de gasolina vendido a R$ 7,78 carrega R$ 2,26 em tributos: o ICMS fixo de R$ 1,57 por litro, mais R$ 0,69 de impostos federais. Apenas o ICMS representa cerca de 20% do preço final. O Governo Federal propôs aos estados zerar o ICMS sobre importação do diesel até maio, mas os governadores resistem pelo risco de perda de arrecadação.
Como é formado o preço do litro (base R$ 7,78): refinaria Acelen (R$ 3,25), ICMS (R$ 1,57), etanol anidro (R$ 1,30), margem de distribuição e revenda (R$ 0,97) e impostos federais (R$ 0,69).
Fonte: Economista Edval Landulfo.
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