Por: Redação / Blog Sudoeste | ter, 30/06/2026 - 08:00
A conta de luz permanecerá mais cara para os consumidores em julho. Pelo quarto mês consecutivo, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) manteve a bandeira tarifária amarela, que aplica um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
A manutenção da tarifa reflete as condições hidrológicas desfavoráveis típicas do período seco. Com a redução dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, o sistema elétrico nacional precisa acionar usinas termelétricas, que possuem um custo de geração mais elevado, encarecendo a fatura final para a população.
Para mitigar o impacto no orçamento doméstico, especialistas recomendam a adoção de hábitos eficientes. Entre as medidas principais estão evitar o uso de aparelhos de alto consumo, como chuveiro elétrico, ferro de passar e máquinas de lavar, durante o horário de pico, compreendido entre 18h e 21h.
Além disso, a revisão de hábitos simples, como reduzir o tempo do banho, manter as lâmpadas apagadas em ambientes desocupados e verificar a vedação da geladeira, pode gerar uma economia significativa ao final do mês. A ANEEL reforça que o sistema de bandeiras serve para dar transparência aos custos de geração e incentivar o uso consciente da energia.
A conta de luz ficará mais barata em dezembro após a Agência Nacional de Energia Elétrica anunciar que a bandeira tarifária passará a ser amarela. A mudança ocorre depois de seis meses de vigência da bandeira vermelha, em meio ao retorno do período chuvoso que melhora o nível dos reservatórios das hidrelétricas e reduz a pressão sobre a geração de energia. Com a alteração, o consumidor deixará de pagar os R$ 4,46 cobrados a cada 100 quilowatts-hora na bandeira vermelha e passará a pagar R$ 1,85 para o mesmo consumo. A Aneel informou que a troca foi possível porque as condições de geração apresentaram leve melhora, embora ainda seja necessário recorrer às usinas termelétricas, cuja energia é mais cara que a hidrelétrica. A agência destacou que a previsão de chuvas para dezembro é mais favorável que a de novembro, mas ainda abaixo da média histórica em muitas regiões do país. Por isso, o acionamento de termelétricas não deve ser totalmente descartado e a bandeira amarela permanece como medida de equilíbrio entre custo e oferta. Analistas do mercado financeiro consideram que a redução do adicional na conta de luz ajuda a conter pressões inflacionárias. De acordo com projeção da corretora Warren Rena, com a bandeira amarela confirmada para dezembro, a expectativa é de que o IPCA encerre 2025 em torno de 4,2%.