Estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral de Igaporã, no Sudoeste da Bahia, desenvolveram um suplemento alimentar para bovinos à base de moringa como alternativa sustentável para pequenos produtores rurais do semiárido. O projeto foi criado pelos alunos Lívia Lopes e Pedro Henrique, orientados pelos professores Poliana Cardoso e Robson Costa. A iniciativa partiu da observação das dificuldades de criadores que não têm recursos para adquirir insumos industrializados durante a estiagem. A moringa foi escolhida pela facilidade de cultivo, baixo custo de produção e alto valor nutricional: a planta é rica em proteínas, ferro, cálcio e vitaminas A e C. Durante o desenvolvimento do projeto, os estudantes visitaram quatro fazendas da região e constataram que duas já utilizavam a planta como complemento alimentar, o que reforçou o potencial da solução. A professora Poliana Cardoso destacou a importância de estimular pesquisa científica voltada à convivência com a seca no Território do Velho Chico. O projeto foi apresentado no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação e deve avançar com novas etapas, incluindo parcerias, análises nutricionais mais detalhadas e aprimoramento da formulação.
Um grupo de estudantes do Colégio Estadual Luís Prisco Viana, em Lagoa Real, desenvolveu uma estufa agrícola automatizada com adubação verde voltada ao cultivo de hortaliças no semiárido baiano. A iniciativa, criada por Mayara Cardoso, Letícia Guanaes e Karllos Avelar, sob orientação da professora Izis Pollyanna, nasceu da preocupação em oferecer soluções práticas para pequenos agricultores que enfrentam limitações hídricas, solos empobrecidos e forte variação climática. O protótipo integra automação completa, monitoramento remoto por aplicativo e um software que ajusta as condições de cultivo conforme a necessidade das plantas. Segundo o estudante Karllos Avelar, a tecnologia permite reduzir intervenções manuais e aprimorar a eficiência produtiva, superando o modelo tradicional de estufas que dependem exclusivamente de manejo direto do agricultor. Entre os benefícios, estão maior retenção de umidade, redução de perdas e mitigação dos efeitos da salinidade, problema recorrente na região. O projeto também incorpora um banco de dados agrícola capaz de fornecer orientações personalizadas para cada espécie cultivada. De acordo com os estudantes, essa ferramenta facilita o trabalho de agricultores com pouca experiência técnica e contribui para decisões mais assertivas, aumentando o rendimento das plantações e reduzindo falhas ao longo do ciclo produtivo. A proposta ganhou destaque no Bahia Tech Experience, evento de inovação promovido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em parceria com o Sebrae. Com o bom desempenho na feira, o trio estuda registrar a patente da tecnologia e transformar a ideia em uma startup. A equipe já recebeu propostas de continuidade da pesquisa em instituições de ensino superior e avalia novas parcerias. Para a professora Izis Pollyanna, a participação dos jovens em projetos científicos estimula autonomia, pensamento crítico e capacidade de transformar problemas reais em soluções aplicáveis às comunidades rurais do território.
A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) publicou no Diário Oficial da última segunda-feira (3) a Portaria nº 2.226/2025, que autoriza o funcionamento do Curso Técnico em Meio Ambiente no Colégio Estadual de Tempo Integral João Vilas Boas, localizado em Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia. A vigência da autorização será de quatro anos. A medida, assinada pela secretária Rowenna dos Santos Brito, faz parte das iniciativas do governo estadual para ampliar e fortalecer a Educação Profissional e Tecnológica. O novo curso está vinculado à área de Ambiente e Saúde e tem o objetivo de formar técnicos para atuarem em temas como preservação de recursos naturais, gerenciamento de resíduos e práticas sustentáveis. Além de autorizar o funcionamento, a portaria aprova os planos de curso em conformidade com as diretrizes do Conselho Nacional de Educação (CNE) e do Conselho Estadual de Educação da Bahia (CEE-BA). Também convalida os estudos realizados desde 2018, garantindo que alunos que já haviam frequentado ou concluído o curso tenham seus registros regularizados. O documento determina ainda que a escola registre os dados dos cursos e dos estudantes no sistema SISTEC (Sistema de Informações da Educação Profissional e Tecnológica) e mantenha o funcionamento somente nos endereços previamente aprovados.
Comentários