Por: Redação / Blog Sudoeste | sex, 21/08/2026 - 00:00
O processo de transferência de propriedade de veículos passará a ser realizado de forma integralmente eletrônica em todo o país. A mudança foi definida pela Resolução nº 1.027 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada na última terça-feira (18), com o objetivo de centralizar todas as etapas da negociação em um único fluxo digital integrado ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam).
A nova regulamentação prevê três modalidades para a transferência: convencional, eletrônica e eletrônica custodiada. Nesta última, o pagamento da transação fica retido até que todos os trâmites sejam concluídos, oferecendo maior segurança financeira aos envolvidos. Caso a operação não seja finalizada, o sistema prevê mecanismos automáticos para o bloqueio e a restituição dos valores.
A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) trabalha agora para integrar a ferramenta ao aplicativo CNH do Brasil. O sistema permitirá o registro da venda, a assinatura digital de documentos e o pagamento de taxas de forma desburocratizada. A vistoria veicular permanece obrigatória, mas será integrada diretamente ao novo sistema eletrônico.
Apesar da medida, a implementação completa do serviço depende de ajustes técnicos pela Senatran. A ferramenta estará disponível inicialmente para pessoas físicas na negociação de veículos usados, com mecanismos de autenticação multifator e auditoria para prevenir fraudes. As orientações detalhadas para o uso pelos cidadãos serão divulgadas conforme a atualização dos sistemas.
O Conselho Nacional de Trânsito aprovou nesta segunda-feira (1º) a resolução que elimina a obrigatoriedade de aulas em autoescolas para quem pretende tirar a Carteira Nacional de Habilitação. A regra ainda depende de publicação no Diário Oficial da União, prevista para quarta-feira (3), e deverá ser implementada por meio de decreto presidencial, sem necessidade de tramitação no Congresso Nacional. Com o novo modelo, o processo de habilitação passará a ser iniciado diretamente pelo cidadão, que poderá abrir o cadastro no site da Secretaria Nacional de Trânsito ou pela Carteira Digital de Trânsito. Os exames teórico e prático continuam exigidos, porém a preparação deixará de seguir o formato rígido atual, permitindo que o candidato escolha entre instrutores autônomos credenciados ou centros de formação de condutores. A principal mudança é o fim da carga horária mínima obrigatória. As 20 horas de aulas práticas deixam de ser exigidas e a quantidade de treinamento passa a depender da necessidade individual de cada candidato. O governo argumenta que a flexibilização moderniza o processo e aproxima o Brasil de modelos adotados em países onde o foco está na avaliação do condutor, e não na quantidade de aulas ministradas. A expectativa do Ministério dos Transportes é que a alteração reduza significativamente o custo final da CNH, que em muitos estados ultrapassa R$ 5 mil. A pasta estima que o novo formato possa baratear a habilitação em até 80%, ampliando o acesso ao documento para milhões de brasileiros que hoje não conseguem arcar com as despesas do processo tradicional.
ter, 04/11/2025 - há 22 horas
O governo federal avalia uma mudança profunda no processo para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A proposta, que deve ser oficializada ainda em novembro pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), prevê a exigência mínima de apenas duas horas de aulas práticas antes do exame, contra as atuais 20 horas obrigatórias contratadas por meio de autoescolas. A nova resolução, que está em consulta pública e já recebeu mais de 60 mil contribuições, também pretende acabar com o monopólio das autoescolas, permitindo que instrutores credenciados pelos Detrans ofereçam aulas de forma independente. O governo argumenta que a abertura do mercado deve reduzir o custo médio para tirar a CNH, hoje estimado em até R$ 3.200, além de facilitar o acesso à habilitação. De acordo com o Ministério dos Transportes, a proposta não precisa passar pelo Congresso e será implementada após a publicação oficial pelo Contran. O plano também prevê o reconhecimento dos instrutores autônomos como uma nova categoria profissional. O modelo atual brasileiro é considerado um dos mais caros do mundo devido à alta carga obrigatória de aulas e à reserva de mercado. Estimativas oficiais indicam que cerca de 20 milhões de pessoas dirigem sem habilitação no país, e que mais da metade dos motociclistas, chegando a 70% em alguns estados, não possuem CNH.