Por: Redação / Blog Sudoeste | qua, 08/07/2026 - 08:00
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou inquérito para apurar a suposta prática de "rachadinha" atribuída ao vereador de Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia, Gilvan Nunes Pereira, conhecido como Dinho dos Campinhos (Republicanos). A investigação, anunciada nesta segunda-feira (6) pelo promotor George Elias Gonçalves Pereira, apura a exigência sistemática de devolução de parte dos vencimentos de um assessor parlamentar comissionado.
A denúncia foi apresentada ao MP-BA e à Corregedoria da Câmara Municipal por um ex-assessor do parlamentar. Segundo o relato, o vereador teria condicionado a permanência do servidor no cargo à transferência de parte do salário via Pix e depósitos bancários. O material entregue aos investigadores inclui áudios atribuídos ao vereador e registros financeiros que, conforme o denunciante, indicam repasses recorrentes, com valores que chegariam a R$ 3,5 mil mensais.
Estimativas preliminares apontam que o montante supostamente devolvido ao vereador varia entre R$ 45 mil e R$ 60 mil ao longo do período investigado. Em maio, o caso gerou protestos na Câmara Municipal, onde manifestantes ocuparam o plenário para cobrar agilidade na apuração dos fatos.
Após o início das investigações, Dinho dos Campinhos renunciou ao cargo que ocupava na Mesa Diretora da Câmara. O parlamentar pode responder a um processo de cassação de mandato. A reportagem tenta contato com a defesa do vereador para comentar as acusações.
Por: Redação / Blog Sudoeste | qua, 08/07/2026 - 05:00
Doze pessoas foram condenadas à prisão nesta segunda-feira (6) por envolvimento em um esquema criminoso que facilitava a entrada de materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana. Entre os condenados estão dez policiais penais, que tiveram a perda do cargo público decretada pela Justiça. O grupo foi alvo da Operação Sísifo, deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e a Secretaria da Segurança Pública (SSP).
As condenações abrangem crimes como organização criminosa, corrupção passiva, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e facilitação de entrada de aparelhos telefônicos e outros objetos proibidos em unidade prisional. Valmir Pereira de Jesus, apontado pelo MPBA como o líder do grupo, recebeu a maior pena, fixada em mais de 28 anos de reclusão. Também foram condenados Vitor Cerqueira de Oliveira, Ednilson Santana Mota, Isaías Gregório de Miranda Filho, Yure Pinheiro Costa, Gildo de Lima Almeida, Valter Ferreira de Almeida, Leandro Calazans Amaral, Rosana Souza de Oliveira, Luana Priscilla de Jesus Moitinho, Emerson Carmo dos Santos e Genivaldo Reis dos Santos.
A denúncia do órgão ministerial detalhou que os policiais utilizavam suas funções para permitir a entrada de celulares, entorpecentes e armas brancas no presídio em troca de vantagens financeiras. As investigações revelaram uma estrutura de divisão de tarefas e atuação coordenada, que incluía mecanismos para ocultar o patrimônio obtido com as atividades ilícitas, com movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados pelos envolvidos.
O trabalho investigativo começou após o Ministério Público identificar uma frequência anormal na apreensão de itens proibidos com detentos. As evidências colhidas durante as fases da operação, realizadas entre 2023 e 2024, confirmaram a participação ativa dos servidores no esquema de corrupção dentro da unidade prisional.
Por: Alan Rich / Blog Sudoeste | qui, 14/05/2026 - 06:00
Manifestantes ocuparam o plenário da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia, nesta quarta-feira (13), para exigir celeridade na apuração de denúncias de "rachadinha". O protesto, que utilizou faixas com críticas à gestão financeira no legislativo, mirou o vereador Gilvan Nunes Pereira, conhecido como Dinho dos Campinhos (Republicanos).
O caso, que já resultou na perda do cargo do parlamentar na mesa diretora da Casa, tramita sob análise da Corregedoria do Legislativo e do Ministério Público do Estado (MP-BA). A denúncia foi formalizada por um ex-assessor, que alega a existência de um esquema de devolução de parte dos salários pagos pelo gabinete.
Segundo a documentação apresentada, os repasses eram realizados via transferências bancárias e Pix. Em um dos áudios atribuídos ao vereador, há a menção de um acordo onde o assessor permaneceria apenas com R$ 700 do vencimento mensal, devolvendo o restante ao parlamentar. Extratos anexados aos autos indicam transferências de até R$ 3,5 mil, o que, em alguns casos, deixava a conta do ex-funcionário com saldo negativo.
A estimativa contida na denúncia aponta que os valores repassados indevidamente entre R$ 45 mil e R$ 60 mil ao longo do período sob investigação. O vereador Dinho dos Campinhos também enfrenta a possibilidade de um processo de cassação na Câmara. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do parlamentar até a publicação desta matéria.
Por: Redação / Blog Sudoeste | sex, 24/04/2026 - 06:00
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Sinal Vermelho para investigar um servidor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA) suspeito de corrupção. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços vinculados ao investigado nos bairros de Coutos e Alto de Coutos, além de uma unidade do Detran em Paripe, todos em Salvador, na Região Metropolitana.
A investigação teve início após um expediente da Corregedoria do Detran, que apontava denúncias de que o servidor utilizaria sua função para solicitar vantagens indevidas de usuários. A finalidade era facilitar serviços administrativos, como agilizar atendimentos de primeira habilitação e entrega de documentos veiculares. Há também indícios de direcionamento de usuários a autoescolas específicas, com cobranças que variavam entre R$ 100 e R$ 200.
Os fatos, segundo a Polícia Civil, teriam ocorrido de forma reiterada ao longo dos anos de 2023 e 2024. Durante as buscas, equipes do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção (DRACO), por meio da Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (DECECAP), apreenderam documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que podem contribuir para o aprofundamento das apurações.
A delegada Lara Candice Pereira, titular da DECECAP, afirmou que a ação reforça o compromisso da Polícia Civil com a apuração de irregularidades e a preservação da legalidade. Ela destacou que as diligências são fundamentais para o avanço das investigações e a responsabilização dos envolvidos, caso as irregularidades sejam confirmadas. As investigações seguem em andamento.
O banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, passou mal e recebeu atendimento médico na Superintendência da Polícia Federal, no Distrito Federal, na última segunda-feira (20). Ele está preso no local desde março, em meio a negociações para um acordo de delação premiada.
Segundo fontes da PF e pessoas próximas a Vorcaro, as complicações foram "clínicas" e não apresentaram gravidade, dispensando a necessidade de encaminhamento a uma unidade hospitalar. O banqueiro foi submetido a exames laboratoriais na própria sede da PF, conforme divulgado pelo Metrópoles e confirmado hoje (21) pelo SBT News.
Pessoas ligadas a Vorcaro informaram que ele precisaria de outros exames fora da unidade prisional para detalhar o quadro de saúde, descrito como "fragilizado" mas sem risco. Ele foi transferido para a Superintendência da PF em 19 de março, vindo de uma penitenciária de segurança máxima no Complexo da Papuda, em Brasília.
O banqueiro é investigado por suspeita de fraude na venda de ativos do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). A apuração revelou uma rede de contatos políticos de Vorcaro, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), parlamentares e empresários, que estariam envolvidos em corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.
Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Banco Central, aponta que uma empresa ligada ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), recebeu cerca de R$ 3,6 milhões do Banco Master. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, os repasses teriam ocorrido após as eleições de 2022, entre dezembro daquele ano e maio de 2024. De acordo com a reportagem, ACM Neto é sócio da empresa A&M Consultoria Ltda., fundada em 28 de dezembro de 2022 com capital social de R$ 2 mil. A empresa tem como atividade principal a prestação de serviços de consultoria em gestão empresarial. Dados citados no relatório indicam que, entre junho de 2023 e maio de 2024, a empresa recebeu cerca de R$ 1,3 milhão em nove transferências do Banco Master e R$ 1,5 milhão em 11 repasses da empresa Reag, totalizando aproximadamente R$ 2,9 milhões no período. O documento também aponta que, entre março e junho de 2023, a empresa recebeu outros R$ 422,3 mil do Banco Master e R$ 281,5 mil da Reag. Ainda conforme a publicação, durante cerca de um ano ACM Neto recebeu R$ 4,2 milhões da própria empresa em forma de distribuição de rendimentos. Em nota, o ex-prefeito afirmou que criou a empresa após deixar cargos públicos e que os valores recebidos são referentes a serviços de consultoria prestados a clientes, incluindo o Banco Master e a Reag. “No final do ano de 2022, quando não mais exercia qualquer cargo público, constituí a empresa A&M Consultoria LTDA. A partir de então, prestei serviços a alguns clientes, dentre eles o Banco Master e a REAG, sempre com contratos formais, recolhimento de impostos e trabalhos efetivamente executados”, afirmou. ACM Neto também disse que os serviços prestados não têm relação com eventuais investigações em andamento e questionou o vazamento de informações que estariam protegidas por sigilo bancário e fiscal.
A deflagração da Operação Carta Marcada, na manhã desta terça-feira (27), investiga um esquema criminoso estruturado voltado à execução irregular de contratos de prestação de serviços firmados entre a Prefeitura de Itagibá e empresas privadas. As apurações apontam indícios de direcionamento contratual e de contratações reiteradas com base em inexigibilidade de licitação, em possível violação à legislação vigente. Ao todo, 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Itagibá (7), Dário Meira (4), Ipiaú (3) e Jequié (1). As ordens judiciais também determinaram o afastamento de dois servidores públicos municipais, entre eles um secretário e uma servidora da Controladoria do Município, além do bloqueio de aproximadamente R$ 2 milhões em bens e valores de cada investigado. As investigações indicam a atuação coordenada entre agentes públicos e representantes de duas empresas privadas de consultoria, com vínculos diretos com os contratos investigados. Segundo a apuração policial, o grupo apresentava divisão de tarefas, estabilidade e mecanismos voltados à ocultação e ao desvio de recursos públicos oriundos de contratos supostamente superfaturados. A operação contou com 60 policiais civis e foi conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), por meio da Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR). Durante as buscas, foram apreendidos celulares, documentos, cerca de R$ 70 mil em espécie e computadores, que serão periciados e poderão contribuir com o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento para identificar outros recursos possivelmente desviados e eventuais novos integrantes do grupo criminoso, com foco na completa responsabilização dos envolvidos.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta terça-feira (25) a Operação Gênesis, ação que apura suspeitas de fraude em licitação, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da prefeitura de Itacaré, no Litoral Sul da Bahia. Além de Itacaré, cerca de 30 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Itabuna, Ilhéus, Itajuípe, Ubaitaba, Jequié e também em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. As decisões foram autorizadas pela Justiça Federal, que determinou ainda o afastamento cautelar de sete agentes públicos. A medida inclui o sequestro de bens de investigados, valor que pode chegar a R$ 20 milhões. De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam que o grupo teria atuado entre 2018 e 2024. Duas empresas locais, registradas em nome de laranjas e sem capacidade operacional para executar contratos de grande porte, receberam mais de R$ 30 milhões em recursos públicos durante o período analisado. A corporação informa que parte significativa desse montante foi desviada por agentes públicos municipais com o apoio de empresas e intermediários. Nesta fase da operação, o objetivo é aprofundar a coleta de provas sobre o funcionamento do esquema, identificar o papel de cada investigado e garantir o ressarcimento ao erário. Os suspeitos podem responder por fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. A PF afirma que outros crimes podem ser incluídos conforme o avanço das apurações.
O empresário Jailson Couto Ribeiro, conhecido como Jau da Lubrijau ou Jau Ribeiro, e ex-candidato a prefeito de Iaçu, na Chapada Diamantina, foi preso na manhã desta quinta-feira (16) durante a Operação Primus, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia. A operação investiga um esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro com atuação em diversos estados do país. Segundo o Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), cinco pessoas foram presas na Bahia, além de duas em São Paulo e no Rio de Janeiro. As ações ocorreram em nove cidades e contaram com o apoio de 170 policiais civis. Durante as diligências, foram apreendidas três pistolas, uma submetralhadora, carregadores, munições e dez veículos de luxo, além de equipamentos utilizados para adulterar combustíveis. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 6,5 bilhões em bens e valores vinculados ao grupo investigado. O principal articulador do esquema foi preso em um hotel na cidade de Lençóis, enquanto outros suspeitos foram detidos em Conceição de Feira e Feira de Santana. De acordo com a Polícia Civil, a Operação Primus tem como objetivo desarticular uma estrutura empresarial complexa que movimentava milhões de reais com a venda irregular de combustíveis e lavagem de dinheiro em larga escala.
O deputado federal Dal Barreto (União Brasil-BA) se manifestou na terça-feira (14), após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele, durante uma nova fase da Operação Overclean. A ação ocorreu em Salvador, Amargosa e Brasília, e teve como objetivo desarticular um esquema suspeito de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com a PF, os agentes apreenderam documentos, veículos de luxo e o celular do parlamentar, que foi abordado no Aeroporto Internacional de Salvador. Em nota pública, Dal Barreto afirmou que ainda não teve acesso ao inquérito policial e que irá comprovar sua inocência. “Não tive acesso ao inquérito, apenas ao mandado de busca e apreensão, não tendo conhecimento dos fatos investigados. Tenho certeza da conduta proba e dentro da legalidade com que sempre tratei os recursos públicos. Minha completa inocência será amplamente demonstrada”, declarou. A operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), contou com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal.
A Polícia Federal deflagrou, na tarde desta terça-feira (14), uma nova fase da Operação Overclean, que investiga fraudes em licitações e desvios de recursos públicos. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e uma medida de prisão cautelar nas cidades de Salvador, Amargosa e Brasília. De acordo com informações apuradas, um dos alvos da operação é o deputado federal Adalberto Rosa Barreto, conhecido como Dal Barreto (União Brasil–BA). O parlamentar foi abordado por agentes da PF no aeroporto de Salvador, onde teve o celular apreendido. Os policiais também cumpriram mandados de busca na residência do deputado, em Amargosa, e em um posto de combustíveis pertencente à família dele. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ação contou com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal. A Operação Overclean tem como objetivo desarticular organizações criminosas suspeitas de atuar em esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos.
Sidney Oliveira, fundador e dono da rede de farmácias Ultrafarma, foi preso nesta terça-feira (12) em uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que investiga um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado. A operação, chamada Ícaro, apura pagamentos ilegais que ultrapassam R$ 1 bilhão em propina para facilitar a quitação de créditos tributários a empresas do setor varejista. Além de Sidney, um auditor fiscal estadual, identificado como Artur Gomes da Silva Neto, apontado como principal operador do esquema, e um executivo da rede Fast Shop foram detidos em mandados de prisão temporária cumpridos nesta manhã. Segundo o MP-SP, o fiscal manipulava processos administrativos e recebia pagamentos mensais via empresa registrada em nome da mãe dele. Foram cumpridos ainda mandados de busca e apreensão em residências e sedes das empresas investigadas. Os suspeitos vão responder por corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação envolveu meses de análise documental, quebras de sigilo e interceptações autorizadas pela Justiça.