Por: Redação / Blog Sudoeste | qua, 02/09/2026 - 11:00
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra do sigilo de uma investigação e encaminhou um ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando esclarecimentos sobre mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro. O ex-dono do Banco Master, preso durante a operação Compliance Zero, registrou em seu aparelho a necessidade de obter proteção junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Embora o material apreendido não identifique diretamente o destinatário das mensagens, investigadores da PF trabalham com a hipótese de que o conteúdo se tratasse de um pedido de proteção enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. Vorcaro possuía o hábito de realizar anotações e capturas de tela para envio em visualização única, o que dificultou a identificação imediata dos interlocutores nos registros iniciais.
O ofício de Mendonça foi expedido na terça-feira (1º) e estabelece o prazo de cinco dias para que a PGR apresente uma manifestação sobre o caso. A anotação foi localizada pela PF ainda em outubro do ano passado, em um dos dispositivos de Vorcaro. No relatório produzido, os investigadores detalham que o ex-banqueiro descrevia a situação financeira do Banco Master e os problemas que a instituição enfrentava na época.
O banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, passou mal e recebeu atendimento médico na Superintendência da Polícia Federal, no Distrito Federal, na última segunda-feira (20). Ele está preso no local desde março, em meio a negociações para um acordo de delação premiada.
Segundo fontes da PF e pessoas próximas a Vorcaro, as complicações foram "clínicas" e não apresentaram gravidade, dispensando a necessidade de encaminhamento a uma unidade hospitalar. O banqueiro foi submetido a exames laboratoriais na própria sede da PF, conforme divulgado pelo Metrópoles e confirmado hoje (21) pelo SBT News.
Pessoas ligadas a Vorcaro informaram que ele precisaria de outros exames fora da unidade prisional para detalhar o quadro de saúde, descrito como "fragilizado" mas sem risco. Ele foi transferido para a Superintendência da PF em 19 de março, vindo de uma penitenciária de segurança máxima no Complexo da Papuda, em Brasília.
O banqueiro é investigado por suspeita de fraude na venda de ativos do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). A apuração revelou uma rede de contatos políticos de Vorcaro, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), parlamentares e empresários, que estariam envolvidos em corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.
Por: Redação/Blog Sudoeste | sex, 20/03/2026 - 06:00
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro assinou com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a Polícia Federal um termo de confidencialidade, primeiro passo formal para a celebração de um acordo de colaboração premiada. O documento foi firmado após meses de impasse nas negociações.
A assinatura se tornou viável depois que Vorcaro deixou a Penitenciária Federal de Brasília, onde o acesso aos advogados era limitado pelas regras do estabelecimento. A transferência foi determinada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que também garantiu ao ex-banqueiro o direito de se comunicar com a defesa sem gravação.
Agora, a expectativa é que Vorcaro intensifique as reuniões com seus advogados antes de avançar nas tratativas com PF e PGR para apresentação de provas e depoimentos. Ao final do processo, caberá a André Mendonça homologar o eventual acordo.
O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi detido nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal, em São Paulo. Ele é alvo de mandado de prisão preventiva e já se encontra na Superintendência da corporação na capital paulista. A prisão ocorre no âmbito de uma nova etapa da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro. As investigações apontam para a comercialização de títulos de crédito falsificados por meio da instituição financeira. O nome da ação faz referência à ausência de mecanismos eficazes de controle interno nas empresas envolvidas, o que teria permitido práticas como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação do mercado.