O município de Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia, vem se consolidando como um dos principais polos do agronegócio brasileiro ao liderar a produção nacional de maracujá. A colheita anual supera 44 mil toneladas, volume que garante o abastecimento do mercado in natura e da indústria de sucos e polpas em diversas regiões do país. A fruta produzida no município é enviada principalmente para grandes centros consumidores, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O desempenho expressivo é resultado da combinação entre clima favorável, solo adequado e investimentos constantes em irrigação e tecnologia agrícola, fatores que colocaram Livramento de Nossa Senhora em posição de destaque na fruticultura nacional. A cadeia produtiva do maracujá tem impacto direto na economia local. A atividade gera empregos, fortalece a agricultura familiar e movimenta o comércio e os serviços, contribuindo para o desenvolvimento regional e a melhoria da renda da população. Além do protagonismo na produção de maracujá, o município também se destaca no cultivo de manga. Em 2023, o valor da produção de manga na Bahia registrou crescimento expressivo, impulsionado principalmente pela região sudoeste do estado, onde Livramento de Nossa Senhora tem papel relevante. O avanço da fruticultura garante oferta contínua ao longo do ano, amplia mercados e consolida o município como um ponto estratégico do agronegócio baiano e brasileiro. Combinando tradição no campo e adoção de novas tecnologias, Livramento de Nossa Senhora segue como referência no setor e exemplo de desenvolvimento agrícola sustentável.
O governo dos Estados Unidos retirou tarifas de 40% que incidiam sobre diversos produtos brasileiros, entre eles carne bovina, café, frutas, bebidas e petróleo. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (20) e representa um avanço nas negociações entre os dois países, com impacto direto no agronegócio e em setores da indústria nacional. A medida foi formalizada por ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump. O documento aponta que o recuo nas tarifas ocorreu após tratativas diretas entre Trump e o presidente Lula, que discutiram a revisão das cobranças impostas anteriormente ao Brasil. A suspensão amplia um movimento iniciado na semana passada, quando o governo norte-americano já havia eliminado uma tarifa de 10% aplicada a parte dos alimentos exportados pelo país. A expectativa é de que a retirada das taxas melhore a competitividade dos produtores brasileiros e fortaleça o fluxo comercial entre as duas nações.
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