A Prefeitura de Livramento de Nossa Senhora realizou, no início da noite de sábado (13), um evento na Praça Dom Hélio Paschoal para apresentar o balanço de um ano da gestão municipal. A atividade reuniu moradores, lideranças políticas e representantes do governo estadual e contou com a presença da prefeita Joanina Sampaio. Durante o encontro, foram entregues equipamentos voltados à agricultura familiar e à geração de renda, como uma padaria comunitária, um tanque de resfriamento de leite, um kit de irrigação de um hectare com energia solar para o lote municipal e barracas destinadas à feira livre. Também foi apresentado um levantamento das aquisições feitas ao longo do período, incluindo ambulâncias, veículo para Tratamento Fora do Domicílio (TFD), ônibus escolares e carros administrativos, utilizados para reforçar os serviços nas áreas de saúde, educação e administração pública. O evento teve a participação de vereadores da base legislativa, entre eles o presidente da Câmara Municipal, Cidão Aracatu, além de Huga de Lafaiete, José Sandro, conhecido como Kandinho da Manga, Paulo Lessa Filho, Zé Pinha, Zeferino Neto, Alan de Gonçalinho e Mário de Carlão. Também estiveram presentes a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos, os deputados estaduais Manoel Rocha e Zé Raimundo, e o deputado federal Waldenor Pereira.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) comentou o relatório do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) que registrou aumento de 213% no tempo médio de espera para atendimento na regulação médica entre 2019 e 2024. A declaração foi dada na quinta-feira (4), durante compromisso no Creasi, em Salvador. Segundo o levantamento, o prazo passou de 1,5 dia para 4,7 dias no período analisado. Ao ser questionado sobre a fila da regulação, Jerônimo atribuiu parte do problema às gestões municipais. Ele afirmou que demandas que poderiam ser resolvidas na atenção básica acabam chegando a unidades de alta complexidade, pressionando a rede estadual. “Muita gente que está em um hospital de alta complexidade era para estar sendo cuidada por um município”, disse. O governador afirmou ainda que tem buscado orientar prefeitos: “Meu papel é pegar na mão do prefeito e dizer: vamos ajudar você”. O governador citou episódios que, na avaliação dele, não deveriam ser direcionados aos hospitais estaduais, como situações clínicas consideradas simples. “Se o município fizer bem feito, muita gente não vai precisar, com um dedo desmentido ou um mal-estar na barriga, ir para um hospital de alta complexidade”, declarou. Apesar das críticas às prefeituras, Jerônimo reconheceu que o funcionamento do Sistema Único de Saúde depende da integração entre os entes federativos. “A saúde tem um sistema único, que se um falhar, o sistema não anda bem”, afirmou ao defender uma reorganização do fluxo de atendimento. O relatório do TCE comparou os períodos de janeiro a agosto de 2019 e de 2024. Além do aumento no tempo de espera, a auditoria identificou gargalos em áreas como cirurgia torácica, hematologia, oncologia, urologia e pneumologia. Em 14 das 26 especialidades avaliadas, o tempo de espera cresceu em todo o estado. Jerônimo concluiu dizendo que reconhece sua parcela de responsabilidade. “A regulação é do SUS e eu sei a minha responsabilidade enquanto governador, mas é preciso dialogar o compartilhamento”, afirmou.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, divulgou na terça-feira (02) um vídeo nas redes sociais em que critica o discurso do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, sobre priorizar políticas voltadas aos mais pobres. Neto afirmou que a população não tem percebido mudanças concretas e que a realidade vivida pelos baianos não corresponde à narrativa apresentada pelo governo estadual. No vídeo, Neto questiona a efetividade das ações na área social e destaca problemas na saúde pública. Ele citou dificuldades enfrentadas por pacientes na regulação e superlotação em hospitais, afirmando que o governo não tem conseguido entregar melhorias estruturais. O ex-prefeito também declarou que a gestão estadual “perdeu a guerra para o crime organizado”, ao mencionar índices de violência e insegurança no estado. ACM Neto criticou ainda o volume de empréstimos contratados pela gestão de Jerônimo Rodrigues. Segundo ele, o governo já solicitou R$ 26 bilhões em três anos, sem que, na avaliação do ex-prefeito, esses recursos tenham resultado em avanços significativos para a população. Ele afirmou que, quando esteve à frente da prefeitura de Salvador, destinou a maior parte do orçamento a projetos com impacto direto na vida dos moradores, cobrando postura semelhante do governo estadual. No vídeo, o ex-prefeito também questionou o número de casas populares entregues pela atual gestão e a falta de novos programas sociais considerados estruturantes. Neto disse que os baianos esperam ações práticas nas áreas de emprego, alimentação e segurança pública, e reforçou críticas ao PT, partido que governa o estado há duas décadas.
O deputado estadual Nelson Leal (PP), coordenador político de ACM Neto, rebateu na última quinta-feira (27) declarações do líder do governo na Assembleia Legislativa, Rosemberg Pinto, que afirmou que o ex-prefeito de Salvador chegaria aos compromissos no interior já querendo ir embora. Para Leal, a fala distorce a realidade e não encontra respaldo no cenário político atual. Segundo o parlamentar, a fragilidade está no campo governista, e não na pré-candidatura de ACM Neto. Ele citou dados de rejeição e índices de avaliação do governo estadual para sustentar a crítica. De acordo com Leal, o governo enfrenta dificuldade para avançar mesmo após três anos de exposição pública e articulação política. O deputado também defendeu a atuação de ACM Neto, destacando a gestão do ex-prefeito em Salvador e a recepção durante viagens ao interior. Para ele, as agendas recentes mostram que o ex-gestor mantém apoio popular e presença competitiva nas regiões visitadas. Nelson Leal afirmou que, em cidades como Conceição do Coité e Valença, houve manifestações espontâneas de moradores durante as visitas do ex-prefeito. Leal ainda criticou áreas consideradas sensíveis da administração estadual, como saúde e segurança pública. Ele afirmou que o estado vive dificuldades no atendimento hospitalar e enfrenta indicadores preocupantes na área de segurança, o que, segundo ele, reforça o desgaste da gestão. A declaração intensifica a disputa narrativa entre governo e oposição no período pré-eleitoral.
A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (26) aponta que a avaliação do governo Jerônimo Rodrigues permanece dividida entre os baianos, com ligeira predominância de percepções negativas. Segundo o levantamento, 50% dos entrevistados desaprovam a gestão estadual, enquanto 48% afirmam aprová-la. Outros 2% não souberam responder. No detalhamento da avaliação, o cenário também mostra equilíbrio, mas com tendência desfavorável ao governo. A soma de ótimo e bom alcança 26%, enquanto 42% classificam a administração como regular. Já 31% consideram a gestão ruim ou péssima, e 1% não respondeu. A pesquisa indica que a percepção pública sobre o governo permanece estável, com pouca margem de diferença entre aprovação e desaprovação, mas com prevalência de avaliações negativas quando considerados os indicadores qualitativos. O levantamento foi realizado em meio a debates sobre segurança pública, serviços essenciais e impacto das obras estaduais, fatores que têm ampliado a polarização na análise dos baianos sobre a atual administração.
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) voltou a criticar o governo estadual ao comentar a situação de obras paralisadas na Bahia. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele reagiu à resposta do governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre a interrupção das obras da Estrada da Sapucaia, em Cruz das Almas. Neto afirmou que Jerônimo deu “mais um migué” ao ser questionado por um repórter sobre a paralisação e acusou o governador de não dizer a verdade. “O golpe tá aí, cai quem quer. Vejam só mais essa lorota.. ou melhor, mais esse migué.. do governador Jerônimo Rodrigues, quando um repórter perguntou por que as obras da Estrada da Sapucaia, em Cruz das Almas, estão paralisadas”, disse. Segundo o ex-prefeito, o problema não se resume ao trecho de Cruz das Almas. Ele citou outras obras que estariam paradas, como a BA-120, entre Monte Santo e Queimadas; a delegacia e o Mercadão de Ibicoara, parados há mais de um ano; a BA-225, entre Gentio do Ouro e Mirorós; e a duplicação da rodovia entre Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos. Neto ainda mencionou dados do Tribunal de Contas da União para reforçar a crítica. “Segundo o Tribunal de Contas da União, são mais de 900 obras paradas em todo o estado. Mais de R$ 1,5 bilhão que está na conta do governo, mas que não sai do papel.” Ele encerrou afirmando que a situação se tornou prática comum da atual gestão. “Aliás, obra parada virou padrão do governo Jerônimo na Bahia, que promete muito e não entrega nada. Só ladainha. Só cheiro mole.”
A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) publicou no Diário Oficial da última segunda-feira (3) a Portaria nº 2.226/2025, que autoriza o funcionamento do Curso Técnico em Meio Ambiente no Colégio Estadual de Tempo Integral João Vilas Boas, localizado em Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia. A vigência da autorização será de quatro anos. A medida, assinada pela secretária Rowenna dos Santos Brito, faz parte das iniciativas do governo estadual para ampliar e fortalecer a Educação Profissional e Tecnológica. O novo curso está vinculado à área de Ambiente e Saúde e tem o objetivo de formar técnicos para atuarem em temas como preservação de recursos naturais, gerenciamento de resíduos e práticas sustentáveis. Além de autorizar o funcionamento, a portaria aprova os planos de curso em conformidade com as diretrizes do Conselho Nacional de Educação (CNE) e do Conselho Estadual de Educação da Bahia (CEE-BA). Também convalida os estudos realizados desde 2018, garantindo que alunos que já haviam frequentado ou concluído o curso tenham seus registros regularizados. O documento determina ainda que a escola registre os dados dos cursos e dos estudantes no sistema SISTEC (Sistema de Informações da Educação Profissional e Tecnológica) e mantenha o funcionamento somente nos endereços previamente aprovados.
Na tarde de terça-feira (28), representantes da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) esteve em Livramento de Nossa Senhora para realizar uma visita técnica ao terreno destinado à construção da futura Unidade Integrada das Polícias Civil e Militar. A vistoria teve como objetivo avaliar as condições da área disponibilizada pela Prefeitura Municipal, etapa fundamental para o avanço do projeto, que busca integrar os serviços das forças policiais em um mesmo espaço. A iniciativa visa otimizar o atendimento à população e fortalecer a segurança pública no município e região. A visita contou com o acompanhamento do secretário municipal de Infraestrutura, Webster Meira; do controlador-geral, Carlos Morais; do servidor do setor de Tributos, Jander Rego; do agente público Edson Silva (Pelé); do delegado de Polícia Civil, Antônio Cláudio; do major Wagner Rocha, comandante da 46ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM); e do presidente do Conselho Municipal de Segurança Pública, Jonas Caires. A ação é resultado dos pleitos encaminhados pela prefeita Joanina Sampaio e pela deputada estadual Ivana Bastos, que solicitaram ao Governo do Estado o reforço no efetivo policial, a disponibilização de nova viatura e melhorias na estrutura de atendimento à população. Durante a inspeção, foram discutidos aspectos técnicos e estruturais necessários para a implantação do equipamento público, que representa um marco na integração entre Polícia Civil e Polícia Militar, promovendo maior eficiência e modernização nas ações de segurança.
No dia 16 de setembro, o governo estadual suspendeu as licenças ambientais da empresa Rocha Bahia Mineração Ltda, que atuava na extração de quartzito no município de Paramirim, no sudoeste da Bahia. A medida atingiu a Licença de Operação, renovada em junho de 2022, e a Licença de Alteração concedida em maio de 2024, que amplificava a produção autorizada. Após a suspensão, houve forte repercussão local. A mineradora afirmou que o embargo se deu por um erro cadastral no CEFIR, cometido por proprietário anterior, e que tal irregularidade já havia sido regularizada. O prefeito João Ricardo (Avante) apoiou a retomada e disse que o problema não era ambiental, mas documental. Ele ressaltou que a empresa emprega cerca de 200 pessoas diretamente no município. Mais recentemente, o INEMA revogou a decisão de suspensão, restabelecendo as licenças e permitindo que as operações da mineradora voltassem ao normal. A mineradora atua em uma área de 21,8 hectares, na Fazenda Muquém, explorando quartzito, que é bastante usado na construção civil por sua resistência e acabamento. A retomada acalma a economia da cidade, que vinha sob tensão com risco de perdas de postos de trabalho e impacto negativo na arrecadação local
O funcionamento de cartórios em 224 cidades baianas, entre elas Livramento de Nossa Senhora, está ameaçado após a aprovação do Projeto de Lei nº 25.851 pela Assembleia Legislativa da Bahia. A proposta, de autoria do Executivo estadual, reduz de 12,2% para 9% o percentual da receita dos cartórios destinado ao Fundo Especial de Compensação da Bahia (Fecom), responsável por garantir a continuidade dos serviços em unidades deficitárias. Mais de 60% dos 752 cartórios do estado dependem do Fecom para manter as atividades, já que a arrecadação com taxas não cobre os custos operacionais em boa parte dos municípios. O corte representa uma redução de cerca de um quarto dos recursos do fundo, que já opera com déficit anual de mais de R$ 40 milhões. Segundo estimativas do próprio Fecom, caso a proposta seja sancionada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), os recursos podem se esgotar em pouco mais de seis anos, levando ao fechamento de 461 cartórios em todo o estado. A medida preocupa entidades do setor e especialistas, que alertam para o risco de descontinuidade de serviços essenciais, como registros de nascimento, casamento e óbito, especialmente em cidades do interior e regiões rurais. Além disso, a gratuidade assegurada por lei para a emissão de documentos básicos pode ser comprometida, dificultando o acesso à cidadania para a população mais vulnerável. Na região sudoeste, além de Livramento de Nossa Senhora, municípios como Brumado, Caetité, Paramirim, Caculé, Guanambi e Rio de Contas também podem ser afetados. Entidades representativas dos cartórios e lideranças locais têm apelado para que o governador não sancione o projeto, destacando o impacto social e a necessidade de garantir o acesso universal à documentação civil.
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