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Bolivazinho Motos

Colisão entre motocicletas deixa dois feridos em Vitória da Conquista

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Colisão entre motocicletas deixa dois feridos em Vitória da Conquista
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Dois motociclistas ficaram feridos após uma colisão entre as motos que conduziam na madrugada deste domingo (12), na Avenida Frei Benjamim, em Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia. O impacto da batida foi registrado por pessoas que passavam pelo local no momento do acidente.


Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para prestar os primeiros socorros. Após o atendimento inicial, as vítimas foram encaminhadas para uma unidade hospitalar da região. Até a manhã desta segunda-feira (13), não foram divulgadas informações atualizadas sobre o estado de saúde dos envolvidos.


Policiais militares da 78ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) estiveram no local para isolar a área e garantir a segurança do tráfego durante o socorro. As circunstâncias que provocaram a colisão ainda não foram esclarecidas e deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

Acidentes de moto custam R$ 150 milhões ao SUS na Bahia em 2025

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Acidentes de moto custam R$ 150 milhões ao SUS na Bahia em 2025
Foto: Reprodução

Os acidentes envolvendo motocicletas geraram um custo de R$ 148,6 milhões para a rede hospitalar pública da Bahia apenas em 2025. O levantamento da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) aponta uma pressão crescente sobre o Sistema Único de Saúde, com um aumento contínuo nos gastos anuais, que somaram R$ 138 milhões em 2024 e R$ 115,8 milhões em 2023.


O custo médio de internação por paciente é estimado em R$ 10,6 mil, valor que engloba desde o atendimento inicial no Samu até procedimentos cirúrgicos e reabilitação. O tempo médio de permanência hospitalar é de sete dias, podendo se estender para 15 dias nos quadros mais graves que exigem internação em UTI. A região Centro-Leste concentrou o maior impacto financeiro, com R$ 45,7 milhões em custos, seguida pela região Leste, com R$ 36,9 milhões.


O perfil das vítimas revela que 81% dos pacientes são homens, majoritariamente na faixa entre 18 e 40 anos. Muitos são trabalhadores que utilizam a moto como fonte de renda, como motoboys e entregadores por aplicativo. De acordo com a Sesab, as lesões provocadas por esses acidentes são complexas, incluindo fraturas expostas, traumas de coluna e amputações, o que mobiliza diversas áreas da assistência hospitalar, desde a neurocirurgia até o banco de sangue.


No Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB), o reflexo dessa realidade é direto: 60% dos atendimentos de urgência regulados mensalmente são decorrentes de acidentes de trânsito, sendo que 40% desse total envolvem motociclistas. A Secretaria da Saúde alerta que, além do alto custo assistencial, o cenário gera graves impactos sociais, como o afastamento prolongado do trabalho e sequelas permanentes para as vítimas.

Projeto sobre criação de espaço para prática do “grau” provoca debate na Câmara e divide opiniões em Livramento

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Projeto sobre criação de espaço para prática do “grau” provoca debate na Câmara e divide opiniões em Livramento
Foto: Alan Rich/Blog Sudoeste

A manhã desta sexta-feira (7) foi marcada por uma das sessões mais comentadas do ano na Câmara de Vereadores de Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia. Em pauta, o Projeto de Lei nº 30/2025, de autoria do vereador Joseph Lima Ramos (Zé Pinha), que propõe a criação de um espaço público regulamentado para a prática do “grau”, modalidade em que motociclistas realizam manobras sobre uma roda, conhecida tecnicamente como wheeling. Apresentado como uma proposta de organização e segurança, o projeto dividiu opiniões no plenário e fora dele. O autor, vereador Zé Pinha, argumentou que o objetivo é retirar das ruas e rodovias uma prática que já existe e oferecer aos jovens um local adequado, seguro e supervisionado. “Esses meninos precisam de um espaço para o esporte deles. É melhor ter um lugar próprio do que arriscar vidas na BA. O projeto vem justamente para proteger e dar condições seguras para quem gosta da modalidade”, explicou. A discussão ganhou força após a fala do vereador Zeferino de Paula Lima Neto (Zifa), que adotou um tom mais crítico e provocou reações acaloradas no plenário e nas redes sociais. Ele destacou que, embora reconheça o “grau” como um esporte radical, o momento não é o mais adequado para a sua regulamentação. “Sou simpatizante dos esportes radicais, mas a cidade vive uma realidade delicada. Temos poucos ortopedistas e uma fila grande no SUS. O que acontece se um desses jovens se machuca? Quem paga essa conta é o município. A intenção do colega é boa, mas a proposta precisa ser amadurecida com responsabilidade”, afirmou. Zifa também mencionou o grupo Livramento City, que representa o município em encontros e eventos de motociclismo em cidades da região. Segundo o vereador, o grupo é formado por jovens dedicados, mas com pouca estrutura para garantir a segurança ideal. Ele defendeu um debate mais amplo com as secretarias de Saúde, Esportes e Segurança Pública, além de ouvir o Ministério Público e a Polícia Militar. Após as falas, vereadores que acompanharam o posicionamento pediram vista coletiva do projeto, o que suspende temporariamente a votação até que o texto seja reavaliado. O presidente da Câmara, Cidão Aracatu, acatou o pedido e ressaltou que o assunto deve retornar à pauta após estudos técnicos e diálogo com os órgãos competentes. Fora do plenário, o debate se espalhou rapidamente pelas redes sociais. Comentários contrários apontaram que o Legislativo deveria priorizar temas como saúde, educação e infraestrutura. “Tanta coisa importante pra resolver, e vão gastar tempo com isso?”. Já defensores da proposta consideraram que o projeto representa um avanço. “É melhor criar um espaço próprio do que deixar os jovens fazendo isso nas ruas”, comentou um seguidor. Outro completou: “Quem critica é o mesmo que reclama quando alguém empina moto na avenida”. Ao Blog Sudoeste, integrantes do grupo Livramento City afirmaram que o “grau” é um esporte legítimo e que a proposta pode representar um avanço na inclusão e valorização da juventude. “Muitos acham que é bagunça, mas pra gente é esporte. Queremos um espaço seguro, como o campo é pro futebol. Nosso objetivo é praticar com responsabilidade e tirar jovens das ruas”, disseram. O projeto segue em tramitação na Câmara e voltará a ser discutido após as análises jurídicas e técnicas. A prática do “grau” é proibida em vias públicas, conforme o Código de Trânsito Brasileiro, e o texto em discussão busca apenas instituir um espaço específico e controlado para sua prática esportiva.

Projeto sobre criação de espaço para prática do “grau” provoca debate na Câmara e divide opiniões em Livramento
Grupo Livramento City - Foto: WhatsApp/Blog Sudoeste
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