As eleições de 2026 na Bahia devem registrar o menor número de candidaturas ao governo neste século. Até o momento, apenas quatro postulantes ao Palácio de Ondina confirmaram pré-candidaturas e agendaram convenções partidárias para oficializar os nomes na disputa estadual. O número representa uma redução de 33% em comparação ao pleito de 2022, que contou com seis concorrentes.
Os nomes que se apresentam na disputa são Jerônimo Rodrigues (PT), ACM Neto (União Brasil), Ronaldo Mansur (PSOL) e Aroldo Félix (UP). Este cenário de quatro candidatos iguala a quantidade registrada nas eleições de 1986 e 1998. O recorde de postulantes desde a redemocratização ocorreu em 2002, quando oito nomes participaram do pleito.
Segundo o cientista político e professor da Unilab, Cláudio André, a configuração atual é reflexo da forte polarização política no estado. O especialista aponta que a alta probabilidade de definição da eleição ainda no primeiro turno desestimula legendas que avaliam não haver espaço para uma votação expressiva. Além disso, o alto custo das campanhas majoritárias faz com que partidos priorizem o financiamento de candidaturas a deputado federal para superar a cláusula de barreira.
O professor destaca ainda que a ausência de uma construção alternativa sólida ao lulismo e ao grupo liderado por ACM Neto contribuiu para a retração no lançamento de chapas. Para o cientista político, a falta de interesse estratégico em ocupar espaços de visibilidade torna a eleição de 2026 um cenário atípico no histórico recente da Bahia.




