Por: Redação / Blog Sudoeste | seg, 18/05/2026 - 19:00
A liberdade de um professor, após uma intensa batalha judicial, trouxe à tona denúncias de irregularidades e um clima de insegurança no Fórum de Riacho de Santana, no Sudoeste da Bahia. Documentos acessados pela reportagem e relatos de servidores indicam uma suposta conduta inadequada de um magistrado e de um ex-delegado, que teriam exercido pressão sobre funcionários, testemunhas e até sobre uma adolescente envolvida em um processo criminal.
A defesa do docente, conduzida pelo advogado Aslon Victor Rodrigues Lima, sustenta que houve falsificação de depoimentos e abuso de autoridade na instrução do processo. Segundo os advogados, a prisão preventiva foi revogada após a desconstrução de provas que teriam sido forjadas. Agora, a defesa questiona a imparcialidade do juízo substituto, alegando que o sorteio que definiu o magistrado responsável pelo caso não incluiu juízes especializados em direito criminal, concentrando o processo em um colega de formação do magistrado denunciado.
Servidores do fórum, sob a condição de anonimato por medo de retaliações, detalharam um ambiente de constante pressão psicológica. Os relatos apontam para reuniões de intimidação, humilhações públicas contra funcionários vulneráveis e a condução irregular de depoimentos de menores de idade sem a presença de responsáveis legais. Além disso, há denúncias de que o magistrado teria adotado postura persecutória durante sessões do Tribunal do Júri, gritando e intimidando réus absolvidos pelos jurados.
Diante das acusações, a defesa do professor mantém a pressão pelo reconhecimento da nulidade integral do processo por parte do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). O caso, que também envolve denúncias de assédio sexual e forja de documentos por parte de um delegado já exonerado, segue sob monitoramento, enquanto familiares e servidores aguardam um posicionamento oficial das instâncias superiores sobre as condutas relatadas na comarca.
Um homem de 38 anos, condenado definitivamente pelo crime de estupro de vulnerável, foi preso nesta quarta-feira (3), na zona rural de Barra do Choça, no sudoeste da Bahia. A captura foi realizada por investigadores da Delegacia Territorial , em cumprimento a um mandado de prisão expedido pelo Poder Judiciário. De acordo com o processo judicial, o crime foi cometido contra uma criança, sobrinha do autor, que na época tinha apenas 4 anos. A sentença destaca que o autor se aproveitou do ambiente doméstico e da relação de confiança para praticar o abuso. Ele foi condenado a uma pena de 10 anos de reclusão, a ser cumprida em regime fechado. As diligências policiais localizaram o foragido no fundo de um loteamento, na zona rural do município. Após a prisão, ele foi conduzido à unidade policial para os procedimentos de praxe e segue custodiado à disposição da Justiça para o início do cumprimento da pena. Maiores informações não serão disponibilizadas em respeito ao estatuto da criança e do adolescente (ECA).
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) dará início nesta terça-feira (11) à implantação do Eproc, novo sistema eletrônico que substituirá de forma gradual o PJe no trâmite de processos judiciais. A implementação começa em caráter piloto nas 2ª e 3ª Varas Cíveis da Comarca de Santo Antônio de Jesus, restrita inicialmente aos feitos de competência delegada. A presidente do TJ-BA, desembargadora Cynthia Resende, acompanhará presencialmente o início das operações. Equipes técnicas estarão no município durante a primeira semana para monitorar o desempenho do sistema, oferecendo suporte remoto posterior por meio de WhatsApp e videoconferência. Segundo o Decreto Judiciário nº 835/2025, publicado no Diário da Justiça Eletrônico, após a implantação do Eproc ficará vedado o ajuizamento de novas ações de competência delegada pelo PJe. O cronograma de expansão para outras unidades judiciárias será definido pela Presidência do tribunal. Desenvolvido e cedido gratuitamente pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o Eproc foi aprovado em plenário em outubro de 2024. A desembargadora Cynthia Resende afirmou que o novo sistema representa “um avanço na modernização da Justiça baiana”, reforçando a eficiência, a segurança processual e a melhoria dos serviços prestados à população.
A criadora de conteúdo adulto Andressa Urach sofreu uma derrota no processo que move contra a Igreja Universal do Reino de Deus para reaver R$ 2 milhões doados à instituição. A ex-Fazenda se manifestou nas redes sociais alegando que o caso se trata de “estelionato da fé”. “É uma grande injustiça ver que mudanças de juízes aconteceram no meu caso e que pontos importantes não foram avaliados, como as testemunhas que confirmaram meu prejuízo e o fato das doações terem sido feitas sem instrumento público”, informou Urach em seu perfil no Instagram. Na decisão, a juíza Karen Bertoncello, da 13ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre, informou que não há elementos que indiquem coação nas doações feitas por Andressa Urach. A magistrada chega a citar trechos do livro “Morri Para Viver”, de autoria da influenciadora, no qual ela reconhece a participação voluntária nas ações da igreja. Para a Justiça, a ex-Fazenda alega ter repassado o valor em um momento de “fragilidade pessoal”. Foi determinado ainda pela juíza que Andressa Urach efetue o pagamento de 10% do valor da causa em honorários advocatícios. Diante da derrota, Urach afirma que seu processo ainda está em fase de “embargos” e que vai recorrer até a última instância. “Eu não vou me calar diante do que chamo de estelionato da fé. Dou voz a tantas pessoas que passam ou já passaram pelo mesmo, mas não tiveram forças para lutar. Essa luta não é só minha. Vou até o fim”, acrescentou.