12 de fevereiro de 2026

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Vigilância Sanitária intensifica fiscalização em academias com piscinas em Vitória da Conquista

12/02/2026 - 05:00
Vigilância Sanitária intensifica fiscalização em academias com piscinas em Vitória da Conquista
Foto: Divulgação/Visa VCA

A Vigilância Sanitária e Ambiental de Vitória da Conquista, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, iniciou um cronograma de visitas técnicas em academias que oferecem atividades aquáticas em Vitória da Conquista. A ação ocorre após a repercussão nacional de um caso de intoxicação química registrado em uma academia na zona Leste de São Paulo, onde uma pessoa morreu e outras quatro foram hospitalizadas após aula de natação. O episódio acendeu alerta sobre o uso inadequado de produtos químicos no tratamento de piscinas. Durante as inspeções, os fiscais verificam os níveis de pH e a concentração de cloro na água, além de analisar registros de limpeza, filtragem e manutenção dos equipamentos. A fiscalização também inclui avaliação das condições estruturais, como pisos antiderrapantes, duchas obrigatórias e organização dos vestiários. De acordo com a Vigilância, o controle adequado do cloro é fundamental para eliminar microrganismos, mas a superdosagem pode provocar irritações na pele e nos olhos, além de complicações respiratórias. O equilíbrio do pH é igualmente importante para garantir eficácia do tratamento e conforto dos usuários. O órgão também exige a presença de responsável técnico habilitado, alvará sanitário atualizado e equipamentos de emergência, como cilindros de oxigênio. Há ainda orientação quanto à restrição do uso das piscinas por pessoas com doenças infectocontagiosas ou lesões de pele. Segundo a coordenação da Vigilância Sanitária, o objetivo principal das visitas é reforçar a prevenção e a orientação técnica junto aos gestores, garantindo que os parâmetros legais sejam cumpridos e reduzindo riscos à saúde da população. Representantes de academias visitadas afirmaram que a fiscalização contribui para aprimorar os procedimentos internos e oferece respaldo técnico, especialmente em espaços que atendem públicos sensíveis, como crianças e idosos. As visitas devem continuar ao longo das próximas semanas, dentro do planejamento de rotina da Vigilância Sanitária municipal.

Explosão em área industrial deixa 22 feridos na Argentina

15/11/2025 - 09:00
Explosão em área industrial deixa 22 feridos na Argentina
Foto: Reprodução

Uma explosão deixou, pelo menos, 22 feridos numa área industrial localizada em Ezeiza, na Grande Buenos Aires, na Argentina, na noite da última sexta-feira (14). Dois helicópteros foram acionados e 40 agentes atuaram no local para conter as chamas e danos, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Uma indústria de produtos químicos, depósitos do setor agropecuário e de fertilizantes, além de uma fábrica de plásticos foram atingidos pelo incêndio. As chamas alcançaram 20 metros de altura. A causa do incidente, no entanto, ainda é desconhecida e moradores da região foram evacuados. Apesar do maior aeroporto internacional da Argentina estar localizado na cidade de Ezeiza, a 20 quilômetros do incidente, as autoridades trouxeram informações de que nenhum dos voos programados para horários próximos foi afetado até então.

Anvisa proíbe duas substâncias utilizadas em produtos para unhas

31/10/2025 - 08:00
Anvisa proíbe duas substâncias utilizadas em produtos para unhas
Foto: Blog Sudoeste

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última quarta-feira (29), uma resolução que proíbe o uso de duas substâncias químicas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. A medida tem como objetivo proteger a saúde da população contra riscos de câncer e problemas reprodutivos, e foi aprovada durante reunião da Diretoria Colegiada do órgão. As substâncias vetadas são o TPO [óxido de difenil (2,4,6-trimetilbenzol) fosfina] e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), também conhecido como dimetiltolilamina (DMTA). Esses componentes são usados em produtos para unhas em gel e esmaltes em gel, que precisam ser expostos à luz ultravioleta (UV) ou LED. Estudos indicam que o DMPT é potencialmente cancerígeno em humanos, enquanto o TPO é considerado tóxico para a reprodução, podendo afetar a fertilidade. De acordo com a relatora da proposta, diretora Daniela Marreco, a proibição é uma medida de precaução necessária diante dos riscos comprovados. Ela destacou que, embora os efeitos mais intensos ocorram entre profissionais que manuseiam esses produtos com frequência, usuários comuns também estão sujeitos aos efeitos nocivos. Segundo Daniela, “cabe ao Estado atuar preventivamente, evitando a perpetuação de um risco sabidamente evitável”. Com a decisão, o Brasil se alinha aos padrões de segurança da União Europeia, que também proibiu recentemente o uso dessas substâncias. A resolução entra em vigor imediatamente, proibindo a fabricação, importação e registro de produtos com TPO ou DMPT. As empresas terão 90 dias para interromper a comercialização e realizar o recolhimento dos produtos ainda disponíveis no mercado.