Por: Alan Rich / Blog Sudoeste | qua, 20/05/2026 - 00:00
Antonio do Rosário Ribas, de 70 anos, aguarda há 19 dias por uma vaga de hemodiálise na rede pública de saúde da Bahia. O paciente, que está internado em uma unidade hospitalar em Paramirim, no Sudoeste da Bahia, teve o quadro de saúde agravado por uma insuficiência renal aguda e depende da transferência para um centro especializado para dar continuidade ao tratamento.
O idoso deu entrada na unidade no dia 30 de abril e foi inserido no sistema da Central Estadual de Regulação no dia 1º de maio. Segundo prontuários médicos, o paciente possui histórico de hipertensão, diabetes e cardiopatia, além de ter passado por uma cirurgia de fêmur há cerca de um mês. Apesar da estabilidade clínica momentânea, a equipe médica ressalta a necessidade urgente do procedimento de diálise.
A filha do paciente, Dayana Ribas, divulgou um vídeo nas redes sociais cobrando agilidade do sistema estadual. Ela relata que a família enfrenta a angústia da espera prolongada e pede que o caso seja priorizado. "Meu pai não é um protocolo, não é uma senha no sistema. Ele é uma vida que precisa de socorro", desabafou.
A reportagem do Blog Sudoeste entrou em contato com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) para verificar a previsão de transferência e os motivos da demora na regulação do paciente, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O caso segue sob acompanhamento da equipe médica da unidade em Paramirim enquanto a família aguarda uma posição oficial da Central de Regulação.
Por: Alan Rich / Blog Sudoeste | sex, 15/05/2026 - 14:00
Os acidentes envolvendo motocicletas geraram um custo de R$ 148,6 milhões para a rede hospitalar pública da Bahia apenas em 2025. O levantamento da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) aponta uma pressão crescente sobre o Sistema Único de Saúde, com um aumento contínuo nos gastos anuais, que somaram R$ 138 milhões em 2024 e R$ 115,8 milhões em 2023.
O custo médio de internação por paciente é estimado em R$ 10,6 mil, valor que engloba desde o atendimento inicial no Samu até procedimentos cirúrgicos e reabilitação. O tempo médio de permanência hospitalar é de sete dias, podendo se estender para 15 dias nos quadros mais graves que exigem internação em UTI. A região Centro-Leste concentrou o maior impacto financeiro, com R$ 45,7 milhões em custos, seguida pela região Leste, com R$ 36,9 milhões.
O perfil das vítimas revela que 81% dos pacientes são homens, majoritariamente na faixa entre 18 e 40 anos. Muitos são trabalhadores que utilizam a moto como fonte de renda, como motoboys e entregadores por aplicativo. De acordo com a Sesab, as lesões provocadas por esses acidentes são complexas, incluindo fraturas expostas, traumas de coluna e amputações, o que mobiliza diversas áreas da assistência hospitalar, desde a neurocirurgia até o banco de sangue.
No Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB), o reflexo dessa realidade é direto: 60% dos atendimentos de urgência regulados mensalmente são decorrentes de acidentes de trânsito, sendo que 40% desse total envolvem motociclistas. A Secretaria da Saúde alerta que, além do alto custo assistencial, o cenário gera graves impactos sociais, como o afastamento prolongado do trabalho e sequelas permanentes para as vítimas.
Por: Redação / Blog Sudoeste | ter, 12/05/2026 - 00:00
Seis cidades baianas estão em situação de epidemia de dengue, segundo dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) nesta segunda-feira (11). Os municípios que apresentam transmissão acima do esperado são Alagoinhas, Campo Alegre de Lourdes, Maraú, Remanso, Santa Maria da Vitória e Uauá. Além destes, outras nove cidades estão em situação de risco e 49 permanecem em alerta.
Apesar dos focos, o estado apresenta uma redução de 41% no número de casos prováveis de dengue em comparação ao mesmo período de 2025. Até esta segunda-feira (11), foram notificados 10.162 casos e quatro óbitos em toda a Bahia, enquanto no ano anterior o registro somava 17.236 casos e cinco mortes.
Entre as cidades em epidemia, Alagoinhas decretou situação de emergência em saúde pública no dia 4 de maio. Entre janeiro e o final de abril, o município registrou 1.374 casos suspeitos de arboviroses, com 65 confirmações de dengue, 129 de chikungunya e quatro de zika. Os bairros com maior incidência na cidade são Jardim Petrolar, Centro e Teresópolis.
A prefeitura de Alagoinhas intensificou as visitas domiciliares e solicitou ao governo estadual o envio de carros fumacê para áreas com maior índice de infestação, como o Parque da Jaqueira. O decreto municipal, com validade de 30 dias, autoriza a limpeza de terrenos baldios, contratação de serviços emergenciais e campanhas educativas. A orientação das autoridades é que a população verifique possíveis focos de água parada e busque unidades de saúde ao apresentar sintomas como febre alta e dores articulares.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia divulgou nesta quinta-feira (19) a atualização dos dados epidemiológicos relacionados à Mpox, também conhecida como Monkeypox, no estado. Segundo o boletim, a Bahia contabiliza sete casos notificados até o momento. Desses, dois foram confirmados, três descartados e dois seguem em investigação. Um dos casos confirmados envolve um morador de Vitória da Conquista. O outro foi registrado em Salvador e é classificado como caso importado. De acordo com a Sesab, o paciente reside em Osasco e estava em trânsito pela capital baiana quando recebeu o diagnóstico. A identificação de um caso oriundo de outra unidade da federação reforça a necessidade de vigilância em pontos de grande circulação, como aeroportos e terminais rodoviários. No sudoeste do estado, as equipes de saúde mantêm monitoramento com o objetivo de evitar transmissão comunitária. Os pacientes seguem protocolos de isolamento e acompanhamento clínico. Paralelamente, profissionais da vigilância epidemiológica realizam rastreamento e monitoramento de contatos próximos, medida considerada essencial para interromper possíveis cadeias de transmissão. A Secretaria da Saúde reforça a importância da notificação imediata de casos suspeitos e da procura por atendimento médico diante de sintomas compatíveis com a doença.
A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) negou que exista surto de HIV/Aids entre adolescentes de 14 a 19 anos no estado. Dados oficiais mostram 93 registros em 2025 até o início de agosto, número muito distante dos 11 mil casos propagados nas redes sociais. De acordo com a pasta, em toda a Bahia foram diagnosticados 11 187 casos de HIV/Aids entre janeiro de 2023 e 2 de agosto de 2025, mas apenas 168 ocorreram na faixa de 10 a 19 anos. A maior concentração está entre 20 e 34 anos, que somam 5 212 infecções no período. A Sesab classificou o boato como “irresponsável” e alertou para a importância de consultar fontes confiáveis antes de compartilhar informações de saúde pública. Para conter a desinformação e reduzir a transmissão do vírus, a secretaria diz estar intensificando ações de prevenção combinada, ampliando testes rápidos, profilaxias e a integração entre atenção básica e serviços especializados. Os dados históricos também não indicam aumento expressivo: foram 184 casos em 2024 e 158 em 2023 na mesma faixa etária. A pasta reforça que segue monitorando os indicadores e que campanhas educativas focadas em adolescentes e jovens serão mantidas ao longo do ano.
A Bahia registrou um salto alarmante nos casos de hepatite A nos últimos cinco anos, com um aumento de 400% nos registros, conforme dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Em 2021, foram contabilizados 13 casos, enquanto somente nos sete primeiros meses de 2025 já foram confirmadas 65 infecções. A mudança no perfil epidemiológico da doença é marcada pela maior incidência entre adultos jovens na faixa etária de 20 a 39 anos. Segundo a Sesab, esse grupo passou a ser foco das campanhas de vacinação desde 2024, após o Ministério da Saúde identificar surtos ligados ao aumento das práticas sexuais desprotegidas. A hepatite A, tradicionalmente transmitida pela via fecal-oral, tem ganhado notoriedade pela transmissão via sexual, especialmente entre pessoas com múltiplos parceiros e baixa utilização do preservativo. A doença viral pode causar sintomas como febre, mal-estar, náuseas e dor abdominal, e em casos mais graves pode levar à insuficiência hepática, internações e até óbitos, especialmente em pacientes com outras condições de saúde. Diante do avanço da hepatite A, a Sesab reforça a importância da vacinação e da adoção de práticas sexuais seguras, além do acesso a saneamento básico e higiene adequada. Também fazem parte das estratégias estaduais a ampliação da testagem e a vigilância ativa para conter a disseminação da doença.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) convocou 605 profissionais aprovados no Processo Seletivo Simplificado Reda 001/2025. A lista foi publicada nesta terça-feira (27), no Diário Oficial do Estado (DOE), e contempla trabalhadores de diversas áreas de atuação e regiões da Bahia. Esta é a primeira convocação do certame, que prevê, ao todo, 3.778 contratações ao longo de 2025. As convocações serão realizadas de forma gradativa, obedecendo à ordem de classificação dos candidatos aptos, conforme os requisitos estabelecidos no edital. Os convocados deverão enviar a documentação exigida entre os dias 29 de maio e 9 de junho, prazo de 12 dias corridos. As instruções detalhadas e os formulários estão disponíveis no site da Sesab, na aba “Processos Seletivos” e no banner da página inicial. A comunicação oficial será feita por e-mail, a partir do endereço [email protected], da Coordenação de Provimentos e Movimentações da Superintendência de Recursos Humanos (CPM/SUPERH). Não haverá cobrança de qualquer taxa adicional aos convocados. Em caso de cobranças indevidas, a Sesab reforça o alerta para possíveis tentativas de golpe. Novas convocações serão divulgadas conforme a necessidade do serviço e dentro do prazo de validade do processo seletivo. As atualizações estarão disponíveis exclusivamente no Diário Oficial do Estado, nos sites oficiais da Sesab e do Instituto de Desenvolvimento e Capacitação (Idcap).