Os consumidores devem se preparar para novas altas na conta de luz nos próximos meses. Após um período de bandeira verde, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) acionou a bandeira amarela em maio, e a expectativa de especialistas é de que o sistema elétrico adote bandeiras vermelhas ao longo de 2026. O cenário é influenciado pelo fim do período chuvoso e pelos efeitos do fenômeno El Niño, que deve intensificar a estiagem em diversas regiões do país.
A previsão é de que o sistema elétrico passe a operar com bandeira vermelha patamar 1 a partir de junho, avançando para o patamar 2 entre julho e setembro. Segundo o economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, a cobrança extra pode elevar o valor da energia em cerca de 9% neste ano, impactando diretamente o custo de vida das famílias. O governo federal já prevê o acionamento de usinas termelétricas para garantir o abastecimento, medida que encarece a geração de energia.
O aumento da energia elétrica é uma preocupação crescente para o governo federal, dado o impacto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No ano passado, a energia residencial acumulou alta de 12,31%, sendo um dos principais vetores da inflação. Em 2025, o governo destinou R$ 2,2 bilhões em descontos via bônus da Usina Hidrelétrica de Itaipu para tentar mitigar o peso das tarifas sobre o bolso dos brasileiros.




