
A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo trouxe um impacto imediato para parte do setor comercial na Bahia. Bares, restaurantes e vendedores de artigos temáticos, que haviam investido em estoques e infraestrutura para o torneio, agora contabilizam perdas com o encerramento antecipado da participação do país na competição.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-BA), Julio Calado, cerca de 52% dos estabelecimentos do estado realizaram preparativos específicos, como o aluguel de telões e equipamentos de som, com investimentos que chegaram a R$ 20 mil em alguns casos. A expectativa é de que o movimento nesses locais caia pela metade, já que as partidas de outras seleções possuem um apelo muito menor junto ao público baiano.
Por outro lado, o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, avalia que a economia passa por um momento de redistribuição. Enquanto o setor de artigos temáticos enfrenta dificuldades para escoar produtos, o varejo tradicional, como lojas de vestuário e calçados, tende a recuperar o fluxo de consumidores com o fim dos jogos, que antes paralisavam o comércio durante o horário de funcionamento.
Embora o cenário seja delicado para quem focou exclusivamente no evento, a normalização da rotina deve auxiliar na recuperação de outros segmentos. Dietze ressalta que, enquanto supermercados conseguem absorver estoques de alimentos e bebidas por meio de promoções, os vendedores de itens ligados unicamente à Copa enfrentam um cenário mais desafiador.




