A Bahia registrou o resgate de cerca de 1,1 mil trabalhadores em situação análoga à escravidão entre 2018 e 2025, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No período, o estado teve 134 ações de fiscalização e aparece como o quarto com maior número de pessoas libertadas nessas condições no país.
As informações foram divulgadas nesta terça-feira (7), a partir de dados obtidos via Lei de Acesso à Informação. Em todo o Brasil, mais de 16,2 mil trabalhadores foram resgatados no mesmo intervalo. Minas Gerais lidera o ranking, com 5,1 mil casos, seguido por Goiás, com 1,8 mil, e São Paulo, com 1,6 mil.
De acordo com o levantamento, ao menos 57 municípios baianos foram alvo de operações. Salvador concentra o maior número de resgatados, com 366 trabalhadores. Na sequência aparecem Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, com 166, e Jacobina, no Norte da Bahia, com 122. Em Camaçari, os números foram puxados pelo caso da montadora BYD, em 2024, quando 163 trabalhadores chineses foram encontrados em condições degradantes durante a construção da fábrica.
Outro caso de grande impacto ocorreu em junho de 2025, quando uma operação em Gentio do Ouro e Várzea Nova resgatou 57 trabalhadores rurais em atividades ligadas à extração de palha de carnaúba e sisal. Segundo a fiscalização, eles consumiam água armazenada em recipientes de produtos químicos, não tinham equipamentos de proteção e recebiam cerca de R$ 1 mil por mês, abaixo do salário mínimo da época. Entre as vítimas resgatadas na Bahia, a maioria era de homens e adultos entre 30 e 64 anos.
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