Por: Alan Rich / Blog Sudoeste | seg, 27/04/2026 - 11:00
Quase uma tonelada de carne de abate clandestino foi apreendida ontem, domingo (26), na região de Camacan, no extremo sul da Bahia. O motorista do caminhão que transportava os alimentos foi preso em flagrante por portar uma arma de fogo sem autorização.
A apreensão ocorreu durante uma inspeção de rotina da Polícia Militar. Segundo Renato Sena, coordenador regional da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, as carnes eram transportadas sem qualquer armazenamento adequado, representando risco sanitário para a população.
Os alimentos clandestinos eram provenientes de um abatedouro fechado na cidade de Pau Brasil e teriam como destino uma feira em Camacan. Após a prisão do motorista, as carnes foram encaminhadas a um abatedouro registrado com o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) em Ilhéus, onde foram destruídas.
qui, 23/10/2025 - há 13 horas
O soldado Reinaldo Elias Santos Aragão, da Polícia Militar da Bahia, foi condenado nesta quarta-feira (22) a 15 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Canavieiras, acusado de executar o jovem Carlos Henrique José dos Santos durante uma abordagem no município de Camacan, em junho de 2023. A decisão acolheu integralmente a denúncia do Ministério Público da Bahia (MPBA), que imputou ao réu o crime de homicídio qualificado por meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. A acusação foi sustentada no julgamento pelos promotores do Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp). De acordo com a denúncia, o policial militar realizou o primeiro disparo contra Carlos Henrique em uma área isolada nas proximidades da 2ª Travessa São Francisco, após conduzir o jovem, que estava rendido e desarmado, até o local. O segundo tiro foi efetuado próximo ao hospital, quando o PM retirou a vítima ferida da viatura e atirou novamente, simulando em seguida uma tentativa de socorro. A vítima chegou à unidade médica sem sinais vitais, com morte causada por hemorragia interna grave. Inicialmente, o caso foi registrado como morte decorrente de confronto armado, mas denúncias de moradores e familiares levaram à reabertura da investigação. A apuração conduzida pela Força Correicional Especial Integrada (Force), vinculada à Secretaria da Segurança Pública (SSP), reuniu provas que confirmaram se tratar de execução sumária. O julgamento foi transferido de Camacan para Canavieiras, após pedido do Ministério Público e decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que acatou o desaforamento para garantir a imparcialidade do júri popular. O MPBA também solicitou a prisão imediata do policial, mas a Justiça deve decidir sobre o pedido após a análise de eventual recurso da defesa. Pelo mesmo fato, o réu responde ainda a um processo na Vara de Auditoria Militar, acusado de fraude processual por supostamente forjar provas que sustentariam a versão de confronto.